Joana Vala Pires Franco terminou o Ensino Secundário com a média de 18,8 valores, sim, leu bem, a antiga aluna do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós conseguiu uma média invejável, a melhor entre todos os alunos do concelho. Além do reconhecimento feito pelo Município na última Assembleia Municipal e do troféu entregue, concebido pelo FabLab, a jovem vai receber como prémio o valor correspondente às propinas no Ensino Público durante o seu primeiro ano letivo. Os pais de Joana, que subiram a palco em seu nome, foram os rostos que simbolizaram outros tantos alunos que Jorge Vala, presidente da Câmara de Porto de Mós, fez questão de mencionar, também pelos seus percursos de sucesso em diferentes graus de ensino do concelho. Em condições normais, não fosse a pandemia, e todos os alunos subiriam a palco. «O reconhecimento de mérito é habitual acontecer durante o Festival Viver, com a pandemia foi tudo cancelado, mas não quisemos deixar de relevar o mérito escolar dos nossos alunos porque o reconhecimento é algo nobre», frisou o autarca.

Do Ensino Secundário foram mencionados mais três nomes, correspondentes aos segundo e terceiros lugares. Cláudia Caetano Silva do Instituto Educativo do Juncal teve a segunda melhor média do concelho, com 17,6 valores, já Adriana Rosário Silvestre e Filipa Pinheiro Alberto, do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, partilharam o terceiro lugar com a mesma média final, 16,43.
Com o intuito de sublinhar o mérito dos melhores alunos de cada final de ciclo, Jorge Vala fez questão de lembrar os seus nomes e a nota alcançada. Do 4.º ano do 1.º ciclo foram mencionados 37 alunos que terminaram com aproveitamento “Muito Bom”. Com cinco valores, ou seja, nota máxima, concluíram os estudos do 2.º ciclo, 6.º ano, mais sete alunos. O mesmo número de alunos terminou também com cinco valores o 3.º ciclo, 9.º ano.

O presidente aproveitou o momento para lembrar as contrariedades deste ano atípico: «Ficámos com a sensação que o ano letivo não terminou, tantas foram as atividades e iniciativas que ficaram por fazer. Eu reconheço a importância que teve para todo o país a contenção da pandemia e o facto de, naquele momento, deixarmos de ter escolas, mas, por outro lado, reconheço e reconhecemos todos a importância de voltarmos à escola com uma situação diferente, com algumas regras», frisou. Apesar de revelar «alguma preocupação», Jorge Vala salienta que os «alunos precisam de escola» e que por isso a comunidade escolar «vai dar as mãos», para que os alunos «possam desenvolver o percurso pedagógico tão importante para eles e para que se possa ter uma escola ativa dentro das condicionantes que a pandemia impõe». O autarca garante o Município estará em «permanente articulação com o Agrupamento de Escolas e com o IEJ, para ser parte da solução» dos problemas que possam surgir.