Missão concluída

by | 2 Nov 2021

Concluímos hoje o ciclo dedicado às autárquicas. Foram várias edições muito marcadas pelo ato eleitoral. Estivemos no “antes”, no “durante” e no “depois”, e sempre com uma noção muito vincada de serviço público. Mais do que o dever “normal” de informar, entendemos que era nossa obrigação ir além daquilo que é comum nestas circunstâncias, e num jornal desta dimensão, e foi isso que fizemos. Os comentários que ouvimos e lemos foram, maioritariamente, positivos e de estímulo para assim continuarmos no futuro. Pelo meio houve também acusações infundadas, ataques tão anedóticos como ofensivos da dignidade profissional e até pessoal das pessoas que dão a cara por este jornal, mas dessas “estórias” tristes que antes de mais devem envergonhar os seus protagonistas, felizmente, não há de rezar a história.

Nesta edição, publicamos uma entrevista com o presidente da Câmara, a primeira deste mandato ao nosso jornal, num excelente trabalho das jornalistas Jéssica Moás de Sá e Jéssica Silva. Vale a pena ler, porque Jorge Vala retrata bem aquilo que no seu entender foi o trabalho que levou a que os portomosenses não só lhe dessem nova vitória, mas também a reforçassem de forma expressiva, e diz já muito daquilo que pretende fazer nestes quatro anos que agora se iniciam.

Na tal lógica de serviço público, temos também a lista dos elementos que integram os executivos das 10 Juntas de Freguesia e também aqueles que, nas Assembleias de Freguesia, terão a missão de fiscalizar o trabalho dos primeiros e de dar os seus contributos para que a Freguesia tenha o desenvolvimento económico, social e de bem estar que todos desejam, independentemente de terem sido eleitos pelo partido A, B ou C, ou numa lista de eleitores independentes.

Olhando para trás, sentimos que, de facto, voltámos a cumprir a nossa missão e isso é o mais importante para qualquer profissional de qualquer ramo de atividade.

A terminar, uma nota meio à margem: Se não apreciei por ali além alguns discursos, quanto a mim, demasiado vitoriosos, que se têm ouvido neste pós-eleições, fico estupefacto com algumas informações que me chegam de autêntico mau perder. Depois de umas eleições tão tensas, penso que no caso de quem venceu (na Câmara e nas Juntas), se os eleitores acharam que eram as pessoas certas no sítio certo, então, agora é tempo de deixar de falar de glórias que já deviam ser passadas e mostrar também que são gente de trabalho. Quanto a quem perdeu, havia que aceitar a derrota e preparar uma transição pacífica entre equipas e, ao que sei, se houve locais onde isso foi feito de forma exemplar, noutros deixou muito a desejar, talvez porque algumas pessoas se esqueçam que estamos nos cargos, não somos os cargos, e chega a uma altura em que temos de dar lugar a outros.

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