O Movimento Mira-Minde vai realizar na próxima sexta-feira, dia 11 de março, uma conferência sobre empreendedorismo que decorrerá na Casa da Cultura de Mira de Aire, a partir das 21 horas. Para isso, e aproveitando o facto de serem uma associação que envolve Mira de Aire e Minde, desafiaram as duas associações empresariais dos dois distritos a que pertencem – NERLEI (Leiria) e NERSANT (Santarém) – para que, em conjunto, pudessem «cativar» novos empreendedores a lançar o seu negócio mas também «ajudar» as pessoas que já tenham um e que lhe queiram dar um «refresh [atualização]». Será este o principal público-alvo da conferência, onde serão explicados não só os apoios como os riscos e as oportunidades de iniciar um negócio, revela João Afonso, um dos membros do Mira-Minde. «Teremos pessoas habilitadas para isso, que vão analisar a ideia e dirão se é ou não viável e que irão explicar as razões por detrás dessa opinião», acrescenta.

João Afonso faz questão de salientar aquele que é o grande objetivo do Movimento com esta iniciativa: «Estimular e motivar toda a gente que queira ser empreendedor e também aqueles que nunca tinham pensado nisso antes» mas que começam a refletir sobre essa possibilidade. Assim, ao público que queira participar na conferência é pedido que leve «exemplos na primeira pessoa» porque, considera, esses testemunhos poderão levar a que outras pessoas ponderem a opção de querer iniciar um novo projeto.

A ideia é que esta seja a primeira de muitas conferência mas João Afonso ressalva que tudo irá «depender da afluência e da participação das pessoas». Ainda assim, uma das ambições é que após esta primeira sessão seja marcada uma segunda, para que ambas as associações empresariais «possam falar com aqueles que já tenham algumas ideias e que as queiram apresentar». Uma conversa que, João Afonso considera, deverá ser feita «preferencialmente em privado»: «Ninguém gosta de explicar uma ideia para um público em geral por vários motivos: têm vergonha de o fazer, porque a ideia pode não ser muito boa e não se querem estar a expor, ou a se a ideia for muito boa alguém a pode roubar e seguir com esse projeto para a frente», justifica.

Incutir o empreendedorismo nos mais novos

Numa segunda fase, está a ser equacionada a hipótese de tanto a NERLEI como a NERSANT irem às escolas explicar aos alunos do 9.º ao 12.º ano o significado de empreendedorismo, de forma a tentar cativar os mais jovens para esse conceito. Caso venha a acontecer, um dos objetivos com esta sessão é «cultivar o pensamento» de cada jovem poder criar a sua própria empresa, como aliás já acontece noutros países.

Foto | Jéssica Silva