O Plano de Saúde para Todos, lançado pelo Município de Porto de Mós, já tinha sido divulgado noutras ocasiões, mas foi apresentado formalmente nas Festas de São Pedro no stand destinado precisamente à Câmara Municipal. Com a presença de vários presidentes de Junta e membros do executivo, esta apresentação serviu sobretudo para explicar de que forma os munícipes vão ter acesso a este serviço que lhes trará benefícios nos valores praticados na Saúde. A empresa responsável pela realização do projeto com quem a Câmara assinou um protocolo, RNA Medical, esteve também representada. «Este é um produto criado e desenhado exclusivamente para os munícipes de Porto de Mós, onde vamos dar acesso a uma rede de âmbito nacional», explicou o responsável comercial e de marketing da empresa, João Pascoal. «Aquilo que fizemos, em primeiro lugar, foi identificar as principais clínicas, prestadores de serviços, laboratórios e farmácias aqui na zona do Município, e depois disponibilizar toda a nossa rede RNA Medical para possibilitar que quem for de Porto de Mós para qualquer ponto do país possa ter acesso às mesmas vantagens do plano», acrescentou o responsável. Que vantagens são essas? «Médico ao domicílio, consultas de especialidade, acesso, caso necessário, a fazer uma cirurgia, variados exames, tudo isto a preços convencionados bastante preferenciais», esclareceu João Pascoal.

A subscrição será feita através de uma plataforma, que estará disponível ainda este mês. «Vai estar disponível para todas as pessoas, sem limite de idade. A partir do momento em que a pessoa fizer a subscrição online passa a ter de imediato um cartão virtual, alguns dias depois receberá um cartão físico. Há também uma linha telefónica disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano», refere ainda o responsável. Se a pessoa em algum momento «se esquecer do cartão, basta apresentar o seu nome e cartão de cidadão que a própria clínica ou hospital confirma a elegibilidade e poderá utilizar as vantagens protocoladas com o seu cartão», salienta.

Para quem tiver facilidade com as tecnologias, poderá servir-se apenas da aplicação que poderá ser descarregada para o telemóvel e onde, além de aceder aos descontos, estão todas as informações sobre os prestadores de serviços aderentes. «As clínicas de Porto de Mós as pessoas saberão, mas se estiveram por exemplo no Algarve ou no Norte, seja onde for, basta entrarem no aplicativo e fazerem a pesquisa na rede médica», sublinha. João Pascoal adianta ainda outra das vantagens: «Para marcar consultas nestas unidades podem ligar para a linha disponível, como se fosse o seu secretário particular, basta dizer que clínica e especialidade pretendem, portanto, deixa do outro lado esse encargo, nós marcamos e depois dizemos à pessoa o dia e a hora da consulta». Os munícipes terão acesso ao médico ao domicílio «por 15 euros» e a «consulta médica online que está disponível 24 horas por dia por 10 euros».

“Parte da solução para a ausência do SNS”

O presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, voltou a defender que esta «é uma resposta, ainda que não seja a substituição, para os graves problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS)». «É podermos permitir aos munícipes ter acesso a um Plano de Saúde que conta com preços diferenciados numa vasta panóplia de oferta que esta rede tem, tanto aqui na região e no concelho como em todo o país», frisa, voltando a reforçar que esta é «uma pequena solução para a ausência do SNS». Também a vereadora da Saúde e Ação Social, Telma Cruz, frisou que esta é uma «resposta importante» e pediu aos presentes, nomeadamente autarcas das Juntas, para, à semelhança do que fizeram com as máscaras na pandemia, ajudarem a divulgar. «A vossa parceria é fundamental na adesão ao cartão», salientou. Este protocolo foi assinado por um prazo de um ano e meio, «até ao final de 2023». O investimento para o Município de Porto de Mós «está perto dos 180 mil euros».

Este será o aspeto do Cartão de Saúde que cada munícipe do concelho de Porto de Mós receberá em sua casa após a inscrição. O cartão é pessoal e intransmissível, o que significa que num agregado familiar de quatro membros, os quatro terão que ter um diferente cartão.

Fotos | Jéssica Moás de Sá