Afinal é o Município de Porto de Mós que vai fazer as obras de adaptação numa sala do Centro de Saúde de Porto de Mós, para que este passe a ter a valência de saúde oral. Depois de um protocolo assinado com a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) em que esta ficava responsável pelas obras e pela contratação do clínico e a Câmara teria ao seu encargo a compra da cadeira e dos consumíveis, o executivo aprovou por unanimidade, na última reunião pública, uma adenda a esse mesmo protocolo em que a autarquia assume «uma das responsabilidades da ARSC», segundo adiantou o presidente, Jorge Vala. A explicação é a seguinte: «A cadeira [já adquirida] está parada, porque as obras ainda não foram feitas. A ARSC disse que não tinha condições para as fazer e como são obras pequenas e temos, inclusive, na plataforma um médico disponibilizado para começar o processo, perguntei se, se a Câmara fizesse as obras, a ARSC contratava o médico. Assim, nós faremos essas pequenas adaptações com a condição de a ARSC contratar o médico», informou Jorge Vala. O presidente ressalvou que, caso esta condição não esteja clara na adenda, «vai ter que ser escrita a obrigatoriedade de contratação do médico, sob pena de o Município não fazer as obras».

O vereador do Partido Socialista, Rui Marto, disse ser «exatamente da mesma opinião, se não está escrito tem que ficar», já que «esta entidade é useira e vezeira em não cumprir nada daquilo com que se compromete», afirmou. Rui Marto alertou ainda que «a seguir vêm os consumíveis» e lembra os seus tempos de presidente de Junta do Alqueidão da Serra, em que o médico lhe telefonava a pedir material porque não conseguia passar receitas, algo que as Juntas fazem «há sete ou oito anos e que o Município também faz e bem», porque, neste caso, «o problema dos munícipes tem de ser um problema das autarquias».

Os números do Apoios Social

Antes da COVID-19, o Município apoiava «170 agregados familiares» através da distribuição feita pelas conferências e grupos sóciocaritativos. No entanto, este apoio do Município era complementado com outros como, por exemplo, o Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC) ou a Cantina Social. Através dessa ajuda mais global foram apoiados um total de 245 agregados familiares.
Em contexto COVID-19 foram apoiados pelo Município em rede com as outras instituições 244 agregados familiares e um total de 319 se adicionados os programas promovidos pelas outras entidades.
O Município reforçou ainda o apoio à medicação, além do programa Abem: já existente. «Este apoio foi reforçado no contexto COVID-19 para responder de uma forma célere às necessidades apresentadas pelos requerentes» e foi implementado «em parceria com as farmácias do concelho». Neste período, além dos 68 beneficiários do Abem:, foram abrangidas mais 17 pessoas. Com estes programas de apoio às famílias o Município já investiu um valor superior a 20 mil euros.