De 7 de dezembro a 6 de janeiro, a vila de Porto de Mós acolheu o Natal Encantado, um evento organizado pela Câmara Municipal e que pretende ser «um espaço de comunidade», nas palavras do vice-presidente e vereador da Cultura, Eduardo Amaral. A iniciativa contou com fins de semana temáticos, como Aldeia das Traquinices, Stock In, Sabores de Natal e Artes d’Avó, e teve animação permanente, a Casa do Pai Natal, neve artificial, espetáculos e exposições no cineteatro, carrosséis, entre muitas outras atividades.

«Procurámos criar durante estes fins de semana, um conjunto de atividades, umas comerciais, outras de dinâmicas de organização e de passagem cultural, como foram as peças de teatro infantis, ou workshops que se foram realizando, criando assim uma dinâmica dentro da própria Aldeia de Natal», explica o vereador. Eduardo Amaral destaca o desfile de Pais Natal que se «realizou pela primeira vez» e que foi organizado «juntamente com a Associação Amigos de São Miguel», concretizando aquela que «sempre foi a perspetiva» da autarquia: «Que as associações se possam envolver e participar e dinamizar também elas, conforme as suas propostas, com o apoio do Município», refere.

Na opinião do vice-presidente, «o número de visitantes aumentou», relativamente a anos anteriores. «O espaço era maior com esta diversidade, já que tínhamos o espaço da Casa do Pai Natal, do carrossel, dos divertimentos…», salienta. Eduardo Amaral conta que foi feita uma maior aposta na animação, envolvendo «o cineteatro com a parte dos espetáculos e depois toda a tenda, onde decorriam os ateliês e outros espetáculos». Esta aposta concretizou algo que, em anos anteriores, teria sido apontado pelos comerciantes presentes no certame: «Os comerciantes que estavam nas barraquinhas diziam que era necessários criar uma área de animação maior e foi essa a aposta que fizemos», reitera. «Porto de Mós nunca comemorou esta quadra da forma como achávamos que deveríamos comemorar. Não podemos concorrer com outras vilas ou cidades aqui bem perto, que têm outra capacidade financeira, mas à nossa maneira, temos também uma forma de assinalar, marcar o Natal e envolver a comunidade», conclui Eduardo Amaral.

Aposta no CC Jardim é para manter

Uma das novidades desta edição prende-se com a dinamização de alguns espaços desocupados do Centro Comercial Jardim (CC Jardim). A organização dinamizou algumas das lojas com a presença de artesãos e associações, depois do repto lançado à direção do Centro Comercial ter sido aceite. «Levámos um conjunto de artesãos e de outras atividades para dentro do CC Jardim, criando esta dinâmica, abrindo uma perspetiva, quem sabe se não alertámos as pessoas para um espaço que tem potencialidades e que pode, durante o ano inteiro, servir e rentabilizar-se a si próprio?», questiona o autarca, acrescentando que «os comerciantes também gostaram já que foram levadas pessoas para um espaço que habitualmente tem pouca visita».

O vereador disse ainda que esta é uma medida que pretendem incluir noutras ações organizadas pelo Município.