Natal | O momento em que deixei de acreditar no Pai Natal!

4 Dezembro 2025

Jéssica Moás de Sá

Artigo disponível na edição em papel d’O Portomosense e para assinantes digitais.

Por esta altura, já muitas crianças estarão a fazer o esboço da sua carta para o Pai Natal com a lista de presentes que desejam ter na árvore de Natal na noite de 24 de dezembro. Descendo pela chaminé, com as prometidas bolachas e caneca de leite, o Pai Natal deixará o tão prometido presente. Ou será que não? Pois bem, há sempre o momento em que a magia do Natal se quebra um bocadinho e que as crianças descobrem que, afinal, os presentes são mesmo os pais que os colocam lá. Foi pensando neste exato momento que lançámos a questão aos alunos do 5.ºD da Escola Doutor Manuel de Oliveira Perpétua: Lembram-se do exato momento em que deixaram de acreditar no Pai Natal? As respostas, bem engraçadas, pode ler abaixo. 

Duarte Amaro

11 anos | Porto Carro

Pai Natal Duarte Amaro DR | Jornal O Portomosense

 

«Eu tinha uns 7 anos quando parei de acreditar no Pai Natal porque na época da Páscoa eu percebi que os coelhos não metiam ovos, então o coelho da Páscoa não existia, depois pensei que o mesmo acontecia com a Fada dos Dentes e com o Pai Natal. Eu guardei para mim essa ideia, nunca partilhei com ninguém. Os meus pais continuam a colocar as prendas debaixo da árvore de Natal para parecer que é o Pai Natal e eu gosto disso. O Natal para mim, hoje em dia, é estar com a família e celebrar o nascimento de Jesus. Eu gosto muito do Natal, é um dos meus dias preferidos do ano». 

Lourenço Pereira

10 anos | Caldas da Rainha

Pai Natal Lourenco Pereira DR | Jornal O Portomosense

 

«Eu tinha uns 6 anos e estava na natação, tinha acabado de terminar a aula, e chegou uma amiga minha da natação que me disse “Sabias que o Pai Natal não existe?”. Isto deve ter sido no final de novembro. Eu não acreditei, disse que era mentira, mas depois fiz toda uma investigação no dia de Natal. Em vez de dormir, fiquei acordado, desci as escadas e vi os meus pais a porem os presentes debaixo da árvore. Fiquei mesmo surpreso porque eu realmente acreditava muito no Pai Natal, mas não cheguei a dizer nada aos meus pais. Para mim o Natal atualmente representa a amizade e os presentes, é um dia que gosto muito».

Joana Valente

11 anos | Corredoura

Pai Natal Joana Valente DR | Jornal O Portomosense

 

«Deixei de acreditar mais ou menos no dia 30 de novembro, quando tinha 7 anos, porque uma menina, colega de turma, chegou até mim e perguntou se eu sabia se o Pai Natal existia ou não e se eu sabia que o Pai Natal eram os meus pais. Eu pensei que se o Pai Natal existisse eu teria de o descobrir e então pedi aos meus pais para escreverem num papel o meu nome e da minha irmã e irmão para depois comparar o que estava nas prendas e percebi que a letra do Pai Natal era a letra da minha mãe. A minha mãe disse-me que ele tinha uma letra parecida com ela, mas a partir daí nunca mais acreditei. Hoje para mim o Natal é sobre o menino Jesus, celebro o seu nascimento e gosto muito». 

Matilde Marto

10 anos | Alqueidão da Serra

Pai Natal Matilde Marto DR | Jornal O Portomosense

 

«Eu tinha 8 anos e comecei a pedir sempre a mesma prenda ao Pai Natal e o Pai Natal nunca me deu essa prenda. Desde aí comecei a parar de acreditar nele e falei com os meus pais. Eles disseram para continuar a acreditar, mas eu desisti de acreditar. Eu pensava mesmo que o Pai Natal existia e gostava dele porque era muito giro, eu gostava da barba dele, da barriga, disso tudo. Mesmo não acreditando, ainda escrevo sempre uma carta ao Pai Natal no Natal Encantado [de Porto de Mós] e também metemos os presentes debaixo da árvore. Para mim o Natal representa a família toda junta, a dar presentes uns aos outros. É um dia que eu gosto porque a família está toda reunida». 

Alexandra Ferreira

10 anos | Corredoura

Pai Natal Alexandra Ferreira DR | Jornal O Portomosense

 

«Houve uma noite de 24 [de dezembro] em que eu estava na sala e as prendas ainda não estavam lá e eles disseram assim “Alexandra vai lá ao teu quarto” e a única pessoa que não estava comigo no quarto era o meu pai, e quando voltei à sala já estavam lá os presentes. Nesse momento, deixei de acreditar porque percebi que quem tinha colocado os presentes tinha sido o meu pai. Eu disse logo aos meus pais e eles disseram a verdade, que o Pai Natal não existia e que afinal eram eles. Eu fiquei mais ou menos triste. Devia ter uns 8 anos quando isto aconteceu. Hoje para mim o Natal representa alegria, felicidade, estar com a família, é um dia feliz sempre». 

Foto | DR

Tags: Natal

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