Início » Nova época, novos líderes

Nova época, novos líderes

30 Junho 2023
Jéssica Silva

Texto

Partilhar

Jéssica Silva

30 Jun, 2023

Todos os clubes de futebol do concelho vão arrancar a próxima época com novos treinadores

Terminou há menos de um mês o campeonato da Divisão de Honra de futebol da Associação de Futebol de Leiria e, apesar de ainda faltarem alguns meses para o arranque da próxima época, os clubes já estão a preparar o plantel com que se irão apresentar em campo. Nesta nova temporada há a particularidade de todos os clubes do concelho de Porto de Mós terem contratado novos treinadores, tal como avançou O Portomosense na edição passada. No Centro Cultural e Recreativo do Alqueidão da Serra sai Filipe Faria e entra Pedro Nunes, na União Recreativa Mirense António David deixa o clube e fica no cargo Hélio Santos e na Associação Desportiva Portomosense Carlos Ribeiro foi substituído por Pedro Cordeiro.

Pedro Nunes (CCR Alqueidão da Serra): “É um prazer voltar a uma terra onde fui feliz”

Pedro Nunes tem 39 anos e é o novo treinador do Centro Cultural e Recreativo do Alqueidão da Serra (CCR Alqueidão da Serra), um clube que conhece bem, onde jogou durante uma época, e que terminou a temporada passada em terceiro lugar. O técnico chega do ARCUDA (Albergaria-dos-Doze) com a ambição de «fazer igual ou melhor ainda» do que foi feito pela anterior equipa técnica. Aliás, a boa prestação do clube durante a época passada é algo reconhecido pelo treinador, natural do Arrabal, e que está a ter peso nos projetos que pretende implementar no CCR Alqueidão da Serra: «Queremos mesmo manter o bom trabalho, não faz parte de mim chegar e transformar tudo aquilo que foi feito. Lutar, no mínimo, pelos mesmos objetivos, ou seja, ficar naqueles primeiros lugares e se tivermos oportunidade de olhar para o primeiro lugar não vamos olhar para o segundo, sabendo que neste campeonato isso é muito difícil».

Embora otimista, o técnico relembra que o atingir destes objetivos irá depender da «qualidade da equipa» e apesar de admitir que o intuito é «mexer o menos possível» no plantel está ciente de que este será um desafio que irão ter de enfrentar. «O objetivo passa por manter o maior número de jogadores e depois reforçar onde for necessário. Claro que queríamos muito que eles ficassem mas sabemos que é difícil porque são jogadores com qualidade e que são aliciados por outros clubes», reconhece, adiantando que o clube está a «trabalhar arduamente» para garantir que ficam com o máximo de jogadores possível.

Ainda com uma curta experiência neste escalão – é treinador há apenas dois anos e meio – Pedro Nunes admite que ficou surpreendido com o convite para treinar o clube, onde se sagrou campeão da Divisão de Honra na época de 2011-2012: «O Alqueidão costuma ser um bocadinho mais conservador neste tipo de opções e pensei que fosse procurar alguém com mais experiência». Da sua parte, garante, podem esperar «dedicação e muito trabalho» e diz ser «um prazer» voltar a uma terra onde já foi «feliz»: «A ver se conseguimos ser felizes outra vez», espera.

Hélio Santos (UR Mirense): “Gosto de integrar-me em clubes históricos”

Ainda com um percurso muito curto na área – só começou a carreira de treinador há dois anos , Hélio Santos chega do Clube Desportivo Caranguejeira, equipa que deixou no terceiro posto, com um grande desafio pela frente: treinar a União Recreativa Mirense, que desceu de divisão na época passada. Esta situação, não é, porém, algo que o assuste, muito pelo contrário, foi precisamente o estado vulnerável em que o Mirense se encontra que lhe deu uma motivação extra para abraçar este desafio. «Há dois anos, quando fui convidado para ir para a Caranguejeira, toda a gente me dizia que era doido porque o clube tinha feito apenas cinco pontos e só uma vitória, o que é certo é que no primeiro ano vencemos um título e no segundo tivemos a lutar pela subida até três jornadas do fim. Gosto de integrar-me em clubes históricos, que tenham tido resultados no passado porque acho que são esses que precisam de ser ajudados», considera.

Apaixonado assumido por futebol, Hélio Santos, de 39 anos, revela que estava à procura de um «novo desafio» e embora tenha tido «várias abordagens de equipas da [Divisão de] Honra» foi o projeto do Mirense que mais o convenceu. «Acho que temos todas as condições para fazer um projeto engraçado, pode é ser a médio-longo prazo mas acho que as condições estão bem encaminhadas», refere. Apesar de reconhecer que a conjuntura pela qual o clube atravessa ser bastante complexa, o técnico mostra-se confiante com a possibilidade de conseguir dar a volta, tal como já fez: «Uma motivação extra é o clube começar a crescer novamente, foi o que aconteceu na Caranguejeira e não tenho dúvidas que vai acontecer no Mirense. Sei que tanto o meu trabalho como o da restante equipa técnica vai dar frutos. Sou exigente, tenho ambição e não quero ficar por aqui», frisa.

Na próxima época, não será só a equipa técnica que vai apresentar-se de “cara lavada”: «O plantel saiu praticamente todo – da época passada só transitam cinco jogadores -, estamos a fazer um praticamente de raiz. Tenho vários jogadores apalavrados e se conseguirmos chegar a acordo com 80% desses, não tenho dúvidas de que vamos lutar para subir de divisão», conclui.

Pedro Cordeiro (AD Portomosense): “Vai ser um campeonato muito competitivo”

Depois do Beneditense, Pedro Cordeiro, de 38 anos, prepara-se para abraçar um novo desafio, desta vez, à frente da Associação Desportiva Portomosense (ADP). Em declarações a O Portomosense, o técnico, natural de São Domingos de Benfica (Lisboa) mas residir em Rio Maior, enumera aqueles que são os grandes objetivos a atingir ao longo da próxima temporada: «Em comum acordo com a direção, o que tentámos delinear para a próxima época tem muito a ver com a luta pelos títulos distritais, andarmos nos primeiros lugares do campeonato distrital e tentarmos fazer uma boa carreira também na Taça».

Após dois anos à frente da Associação Beneditense de Cultura e Desporto, clube que liderou durante duas épocas, o treinador decidiu que estava na hora de fazer uma mudança, mudança essa que justifica «com a vertente desportiva». «A ambição que tenho vai muito ao encontro daquilo que a direção me pediu, lutar por títulos distritais, andar sempre nos primeiros lugares da tabela classificativa e tentar conquistar os três pontos. Foi isso que me estimulou mais a fazer esta mudança», revela. Do seu currículo faz parte uma curta passagem por outro clube do concelho, a União Recreativa Mirense. «Estive lá só três semanas, entretanto a COVID não permitiu acabar essa época. Foi pouco tempo mas acabou por ser bom», reconhece.

A poucos meses do arranque da nova época, Pedro Cordeiro antecipa já um «campeonato muito competitivo» o que, considera, em parte se deve à subida de equipas da 1.ª Divisão Série A (GD Ilha; Meirinhas; Figueiró Vinhos). «Acho que vai ser um campeonato muito equilibrado porque sobem três equipas que vêm para acrescentar valor na Divisão de Honra e quem errar menos poderá andar mais nos primeiros lugares», considera.

Sem querer adiantar muito sobre a constituição do plantel, não só porque, lembra, está-se ainda numa fase muito inicial mas também porque, acredita, «o segredo é alma do negócio», o novo treinador da ADP adianta apenas que o início da época está a ser planeado para arrancar «entre 21 a 22 de agosto».

Pub

Primeira Página

Em Destaque