Em edição de aniversário, escolhemos lembrar um dos marcos importantes da história deste jornal e da cooperativa que o detém, assim como à Rádio Dom Fuas. A 20 de junho de 2009, eram inauguradas as novas instalações da Cincup, onde ainda se encontra atualmente, na Rua Mestre de Aviz, na vila de Porto de Mós. Luís Amado, portomosense e à data ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, presidiu à cerimónia de inauguração, que contou também com a presença de «fundadores, dirigentes, cooperantes, anunciantes entre várias pessoas ligadas à Cincup», lia-se neste mesmo jornal, na edição publicada alguns dias depois. Na sessão solene, Luís Amado sublinhou a «importância da comunicação social local», «por ajudar “a reequilibrar a enorme deriva de homogeneização informativa”, provocada pela crescente globalização da informação». Esta foi uma ideia partilhada pelo então presidente da Cincup, Eduardo Amaral, que, naquele dia, «recusou a designação de “imprensa de segunda”, muitas vezes atribuída aos órgãos de informação local, lembrando a maior proximidade com as pessoas e desafiando os portomosenses “a valorizar o que é nosso”». O à época presidente da Câmara, João Salgueiro, «manifestou o desenho que “esta casa continue a trilhar pelo mesmo caminho percorrido até aqui, valorizando e dignificando Porto de Mós e levando as notícias do concelho aos quatro cantos do mundo”».

No especial feito pel’O Portomosense nessa edição, foi dada voz a antigos colaboradores e diretores, como foi o caso de Luís Almeida, antigo presidente da direção, que referiu que, a partir daquele momento, a Cincup conseguiria «corresponder melhor ao concelho e estar mais aberta às pessoas desta terra»: «Sentimos que temos um jornal, uma rádio e uma televisão [entretanto extinta] cada vez mais atentos ao que se passa». Também Júlio Vieira, antigo presidente da Cincup, disse que era «uma enorme satisfação ver a evolução da cooperativa» e que havia «condições para conseguir dinamizar ainda melhor em termos culturais e informativos o concelho».

A cerimónia de inauguração foi aberta com uma atuação do grupo de cavaquinhos das Pedreiras e, após descerramento da placa evocativa, todos os convidados visitaram as instalações, que foram benzidas pelo padre Cristiano Saraiva, natural de Porto de Mós e à época administrador do Santuário de Fátima.