As obras de ampliação e requalificação da Escola Secundária de Porto de Mós irão ser totalmente suportadas por fundos comunitários e nacionais, informou o presidente da Câmara, Jorge Vala, na última reunião pública do executivo camarário. Assim, já não será necessária a comparticipação financeira que Jorge Vala se disponibilizara a efetuar por forma a garantir o rápido arranque das obras e numa lógica de colaboração institucional em que as entidades assumem ser seu interesse comum a resolução do problema. Recorde-se que o autarca se comprometera a pagar o projeto e assegurar 50% da componente nacional, caso o Governo decidisse fazer uma candidatura a fundos comunitários.

Outra boa notícia relativamente a esta obra é que, depois de muito se ter batalhado para a ver incluída no documento que define as escolas que necessitam de intervenção urgente por parte do Estado, a mesma está, atualmente, no grupo das “muito urgente”, disse o autarca, explicando que o novo documento «conta agora com 451 escolas de todo o país, divididas por três tipos de prioridade: 1 (muito urgente), 2 (urgente), 3 (prioritária), e a Secundária de Porto de Mós está entre as 31 da prioridade 1». Em consequência disto, a esperança do Município é que a escola «possa entrar rapidamente em obras para poder acomodar os alunos da Escola Dr. Manuel de Oliveira Perpétua e assim cumprir-se a política do Ministério da Educação no sentido de juntar numa única escola, os segundo e terceiro ciclos e o secundário». Aqui o “rapidamente” ainda não se sabe bem a quanto tempo corresponderá, mas Jorge Vala disse que a informação que tem é a de que «a assinatura do acordo com o Ministério da Educação deverá acontecer até ao final deste ano».

Com o processo bem encaminhado e a garantia que a Secundária da sede de concelho, não só será alvo de intervenção de fundo, como de ampliação, o autarca adianta que o Município, no âmbito do processo de delegação de competências da Administração Central nas autarquias, irá, finalmente, aceitar esta escola, a Secundária de Mira de Aire e a Dr. Manuel de Oliveira Perpétua (que deixa de ser considerada prioritária em termos de realização de obras).

Tal como já o tinha feito aquando da confirmação da entrada da escola na lista das prioritárias, Jorge Vala disse que valeu a pena a luta, «apesar de incompreendida por algumas pessoas», sublinhando que «quando acreditamos na nossa razão e lutamos por ela até ao fim, vale sempre a pena». O edil expressou, ainda, a sua gratidão a quem partilhou com a Câmara estas dores e sobretudo ao Governo e ao Ministério da Educação, que compreenderam a importância e a urgência da requalificação e ampliação da Escola Secundária de Porto de Mós».