Opções…

by | 16 Nov 2021

Esta quinzena acompanhei uma reunião de Câmara pública e constatei que em relação a um passado recente pouco ou nada mudou. Nalguns casos, até parece ter havido um retrocesso. Diria que se houvesse aqui por perto uma estação de comboios, poder e oposição estavam claramente com pressa para apanhar o comboio, tal a velocidade com que despacharam uma ordem de trabalhos extensa.

Ironias à parte, a verdade é que uma hora chegou e quase sobrou para passar em revista os mais de 20 pontos da ordem de trabalhos. É certo que alguns obrigam a uma mera informação do presidente, mas até nesses os vereadores podem pedir esclarecimentos. E não se pense que esta reunião foi uma daquelas em que a ordem de trabalhos é de uma pobreza franciscana. Não, entre a extensa lista, encontravam-se assuntos bastante importantes como o IMI Familiar, a fixação das taxas de IMI e de Derrama ou a participação da Câmara no IRS cobrado no concelho. Quanto à discussão destes assuntos, pouco ou nada se viu e nem sequer se pode acusar o presidente de se furtar ao confronto de ideias, porque se abre o tema a discussão e ninguém intervém é natural que passe ao ponto seguinte…

Mesmo nos casos em que a oposição nada tem a opor ao que é proposto, talvez não fosse má ideia, nalgumas situações, pela sua importância, partilhar o que pensa sobre o assunto. Isto serve também e especialmente para as situações em que vota contra. Quem está de fora até pode deduzir as razões para esse sentido de voto, mas não havendo ninguém que o explique, fica sempre a dúvida. E não, não nos peçam a nós jornalistas para que à posteriori questionemos o porquê de terem votado desta ou daquela maneira. Quando as pessoas se pronunciam e a sua ideia não fica muito clara é natural que depois os questionemos, agora quando nada dizem é supostamente, porque nada querem dizer.

Sinceramente, continuo a não perceber certas escolhas, o porquê de se perguntar, por exemplo, coisas para as quais já há muito se devia saber a resposta, porque estreante no executivo temos apenas um e esse nem sequer se pronunciou, ou de se discutir longamente questões que embora importantes, no caso em apreço, interessarão apenas a uma franja da população e depois haver outros de assuntos de âmbito concelhio que nem direito a uma palavra têm. Enfim, opções…

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