O vereador Rui Marto (PS) questionou, na última reunião pública do executivo, o presidente de Câmara de Porto de Mós sobre o estado em que se encontram duas das obras a decorrer na freguesia do Alqueidão da Serra, uma das quais a que está em curso na Rua de Nossa Senhora da Tojeirinha. «No dia 23 de agosto foi começada a fazer e no dia 12 de janeiro não se sabe quando é que vai acabar, não se sabe o que se vai fazer, não se sabe se haverá datas para a sua conclusão. Não se consegue perceber absolutamente nada do que se está ali a fazer», afirmou. «Pior do que este período de obras é não se ter a mínima noção do que é que vem a seguir, portanto gostava que me explicassem o que se passa com esta situação e que me dessem um timming», pediu. O vereador socialista foi mais longe e disse mesmo que o estado em que a rua está leva a que pareça «um autêntico carreiro de cabras». «Chegamos cá abaixo, ao fundo, e tanto podemos ter a esquerda como a direita fechada, como voltar para trás, tudo é possível», denuncia.

Para Rui Marto a situação em causa ganha outra gravidade, se se considerar que aquela rua, pela sua proximidade a serviços públicos, é uma das mais utilizadas pela população na freguesia, na sua maioria idosa. «É a rua que dá acesso à Junta de Freguesia e todos os dias vai lá uma série de pessoas fazer pagamentos, como serviço de correios, àquela instituição», refere. «Pior que tudo isto» é esse também ser o caminho que liga ao cemitério: «Acho que todas aquelas famílias, principalmente aquelas que vão numa hora de dor, não mereciam ser tratadas desta forma», considera, visivelmente indignado. Em resposta, o presidente da Câmara, Jorge Vala, admitiu que «efetivamente» no dia 12 de janeiro a Rua da Tojeirinha «não estava concluída» e explicou uma das razões que levou ao atraso da obra. «Como o senhor vereador sabe, quando se iniciou a obra tínhamos uma informação, depois até, por sua intervenção, acabámos por a suspender porque não queríamos ser teimosos a fazer uma coisa mal feita e decidimos parar a obra para iniciar um outro procedimento para a fazer em condições e foi o que se fez», recorda. O autarca acrescentou ainda que «a parte de intervenção nas águas pluviais e substituição de condutas já está concluída» desde outubro, mas que devido à persistência de chuva, os trabalhos de colocação do alcatrão ficaram suspensos desde então. «Era uma medida pouco sensata da nossa parte estar a colocar alcatrão e agora certamente o senhor vereador estaria aqui a dizer-me que eu tinha estado a deitar ao lixo dinheiro público, portanto o alcatroamento será feito logo que seja possível fazer», explicou.

Estrada de Covão de Oles vai “ficar melhor do que estava”

O vereador da oposição quis ainda saber o ponto de situação da obra que «foi ou está a ser feita no Covão de Oles» onde, considera, há um espaço que está «mais estreito do que anteriormente». «Penso que é algo que não é muito complicado de corrigir, assim haja vontade e algum bom senso. Se vem uma pessoa por aí abaixo no alcatrão, tem de saltar para cima da pedra, nem sequer pode ir a direito», descreve. Por sua vez, Jorge Vala acredita que este espaço vai «ficar melhor do que estava» e, «pelo menos sob esse ponto de vista, vai ficar seguro». «Aquilo que foi acordado com o empreiteiro e o proprietário do terreno foi fazer uma estrutura que suportasse a estrada para ficar exatamente à mesma dimensão que tinha», afirmou.

Foto | Jéssica Silva