Foto: Isidro Bento

O concelho de Porto de Mós tem um novo aliado na erradicação das pontas de cigarro que tantas vezes, deixadas à mercê, sujam o chão das ruas por onde toda a gente circula. Chama-se Papa Beatas, está disponível junto a espaços municipais e outros espaços públicos, e como o próprio nome indica, destina-se ao depósito de pontas de cigarro. Este novo recipiente é uma iniciativa da Câmara Municipal e dificilmente passará despercebido, uma vez que o seu formato e aparência fazem lembrar um autêntico cigarro.

A autarquia explica que o projeto, com um cunho ambiental, tem como objetivo «sensibilizar a população para a colocação das pontas de cigarros, charutos ou outros cigarros no local correto».

O Papa Beatas foi idealizado e levado a cabo pelos funcionários da secção de serralharia da Câmara, que pegando em tubos de água antigos em ferro, que estavam a ser vendidos a peso, lhe deram uma função bem diferente daquela que cumpriram durante mais de 40 anos, como sublinhou o presidente da Câmara, Jorge Vala, na apresentação do novo projeto que decorreu no passado dia 13 de fevereiro, em Alvados e que antecedeu a reunião de câmara descentralizada. Na altura, o autarca deu os parabéns, na pessoa do chefe de secção, aos funcionários envolvidos e disse que esta ação é mais uma que se insere numa lógica de economia circular, na qual o Município está envolvido a vários níveis, aproveitando algo que depois de cumprir a sua função original pode ser reaproveitado para um novo fim.

Jorge Vala garantiu que o projeto Papa Beatas vai continuar a ser acarinhado e desenvolvido pelo Município, existindo, para já, pelo menos um em cada freguesia, mas a perspetiva é de vir a aumentar.

A criação dos Papa Beatas é uma ação que não só se integra no cumprimento da política ambiental do Município como segue as medidas decretadas pela Assembleia da República que obriga à existência de cinzeiros em espaços públicos e que a função dos colocar é da responsabilidade do executivo. Em nota de imprensa o Município recorda ainda o facto de o ato de mandar pontas de cigarros, charutos ou outros cigarros para o chão «ser, agora, punível por lei». A par com este projeto, a Câmara dá ainda conta do arranque de uma campanha antitabágica que pretende «alertar para os malefícios do tabaco e para os efeitos nefastos que têm para a saúde e para o meio ambiente».