Sem grandes festas a Paróquia das Pedreiras comemorou no passado dia 5 os 95 anos da sua criação, pois foi nesse dia, mas de 1924, que o então bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, assinou a provisão que dava como certa a Paróquia de São Sebastião das Pedreiras que, até então fazia parte das paróquias de São João Batista e de São Pedro de Porto de Mós e de São Miguel do Juncal.

Esta decisão do prelado leiriense teve como consequência o pedido formalizado pelos habitantes dos lugares que hoje compõem a dita paróquia, a que se juntou o desejo do prelado leiriense em dinamizar estruturas assistenciais e educativas. Por isso e preocupado com uma pastoral social ao serviço dos seus diocesanos, incentivou os movimentos laicais naquela dinamização e criou novas paróquias.

À data da sua criação a paróquia das Pedreiras tinha «350 fogos», como refere a provisão diocesana, detendo já uma Capela, onde semanalmente se rezava missa dominical, que passaria, a partir de agosto de 1924, a ser a matriz, deixando de o ser em finais de 1970, ano em que foi inaugurada e benzida a atual igreja matriz.
O templo primitivo era de invocação a São Sebastião (o orago da paróquia) e foi criado em 1602 abrindo ao culto em 1604, oferecido na altura ao povo do lugar, por pessoa particular, que tudo leva a crer, tratar-se de uma senhora abastada de nome Catarina Dias.

Com a abertura desse templo havia sido criada a Confraria de São Sebastião ou, segundo escritos da época, também outras Confrarias como de Santo António, das Almas e de Nossa Senhora do Rosário. O certo é que a Confraria de São Sebastião foi a que prevaleceu até aos dias de hoje, tendo sido muito importante para a vida desta paróquia.
Estamos em crer que estes foram, também contributos para a criação da paróquia de São Sebastião das Pedreiras.