A paróquia de Porto de Mós vai ser uma realidade em menos de 15 dias. Respondendo a um anseio antigo das comunidades locais, o bispo da diocese de Leiria-Fátima, cardeal António Marto, assinou no passado dia 20 de janeiro o decreto que confirma a unificação das paróquias de São João Baptista e de São Pedro, numa única, que passa a denominar-se, apenas, como Paróquia de Porto de Mós.

Cumpridos os 30 dias regulamentares a partir dos quais o decreto tem efeito, a paróquia de Porto de Mós que, na prática já funcionava como tal, fica formalmente constituída.

Apesar da unificação, «os dois padroeiros que davam nome às paróquias continuarão atribuídos à nova paróquia e as duas igrejas manterão os direitos de igreja paroquial. Ou seja, a paróquia de Porto de Mós contará com duas igrejas matrizes», informa a diocese de Leiria-Fátima, em nota enviada à nossa redação.

A nível civil, esta alteração levará a que a Fábrica da Igreja Paroquial de São João altere o seu nome, «passando a designar-se como Paróquia de Porto de Mós, assumindo todos os bens, direitos e obrigações daquela, mantendo o número de contribuinte». Já a Fábrica da Igreja Paroquial de São Pedro deixa de existir, «passando todos os seus bens, direitos e obrigações para a Paróquia de Porto de Mós», adianta a mesma nota.

Entretanto, em mensagem enviada aos paroquianos, o bispo de Leiria-Fátima começa por recordar que a unificação «era uma necessidade pastoral sentida e um desejo manifestado por variadas pessoas nas ditas paróquias, na vigararia de Porto de Mós e mesmo em outros âmbitos da Diocese». Assim, «percebendo o sentir favorável dos fiéis e as vantagens pastorais e administrativas, em 21 de abril passado», o pároco local, padre José Alves, entregou-lhe o pedido para unir as paróquias numa única, mantendo os dois oragos, São João Baptista e São Pedro, e ainda um estatuto equiparado para as duas igrejas paroquiais, o que foi aceite, após cumpridas todas as determinações do Direito Canónico para este tipo de situações.

O bispo diocesano considera que o pedido se encontrava «solidamente fundamentado na atenção às realidades locais e sobretudo às exigências pastorais, em ordem a favorecer e promover mais e melhor a comunhão e a missão da Igreja a nível paroquial, formando uma só comunidade fraterna de fiéis sob a presidência de um só pastor». Além disso, justifica António Marto, «é muito significativo o parecer favorável dos paroquianos das duas paróquias e do clero da Vigararia, após a respetiva auscultação promovida pelo padre José Martins Alves, testemunhada pelo Vigário Geral».

António Marto, enquanto pastor da Diocese, diz-se alegre «com esta proposta que serve seguramente o bem da Igreja» e informa que assinou o respetivo decreto de unificação, confirmando, a seguir, o padre José Martins Alves «como pároco desta paróquia unificada».

«Este momento marca certamente uma nova etapa na vida da vossa comunidade cristã. Espero que seja um novo impulso para todos renovarem o amor, a dedicação, a disponibilidade e a colaboração necessários para a edificação da comunidade e para a sua missão de irradiar na sociedade a alegria do Evangelho», conclui o responsável diocesano.