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Paróquia procura mecenas para 16 vitrais na Igreja de São Pedro

20 Janeiro 2020
Isidro Bento

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Isidro Bento

20 Jan, 2020

Depois do karaoke nas missas e da colocação de um conjunto escultórico evocativo das Aparições de Fátima junto à Igreja de São Pedro, com sete peças em fibra de vidro, o pároco de Porto de Mós, padre José Alves, tem em mãos mais um projeto de vulto. Desta feita, o sacerdote quer aplicar um total de 16 vitrais nas janelas da Igreja de São Pedro e para isso está à procura de financiadores, dados os elevados custos associados ao projeto.

Numa primeira fase o objetivo é aplicar apenas sete vitrais mas cada um terá um custo de cerca de 3 500 euros, valores totalmente incomportáveis para a paróquia, tal como frisou o responsável na primeira sessão pública de apresentação do projeto. Assim, o sacerdote espera conseguir o apoio de empresas e de outras entidades com capacidade financeira para apadrinhar um ou mais vitrais. É mesmo sua intenção convidar diretamente alguns eventuais mecenas mas, com convite ou sem convite personalizado, todos são bem vindos, assegura, prometendo que quem financiar um vitral verá o seu nome ou o nome da empresa inscrito no mesmo «para perpetuar essa dádiva, bem como o ano».

A O Portomosense, o sacerdote explica que o projeto «apesar de só agora ver a luz do dia, tem sido um sonho» que o tem acalentado «há alguns anos a esta parte, imaginando a beleza exterior e interior, de um modo especial em dias de brilhante luz solar que refletirá nas paredes interiores, altas e brancas da Igreja de São Pedro, imagens que espelharão cenas marcantes da nossa fé». «Este projeto é de cariz cultural e estético mas ao mesmo tempo de espiritualidade e de catequese cristã», sendo enriquecedor em qualquer uma dessas dimensões, afirma, frisando que «chegou o momento de fazer nascer o sonho e passar à vida».

Depois de algumas diligências feitas, foi decidido entregar a obra à vitralista Clarisse Silva, com atelier em Casais de Baixo (Porto de Mós). À laia de justificação, o responsável refere que a artista conta «com trabalhos reconhecidos em todo o país, tanto na recuperação como na feitura de novos», brilhando alguns «nos mosteiros da Batalha e dos Jerónimos e em tantos outros edifícios públicos e privados».

Os sete vitrais com que arranca a primeira fase terão dimensões distintas mas a rondar 1,80 metros de altura por um metro de largura, ostentando «cenas e momentos marcantes na vida de São Pedro [presente nos Evangelhos de São Mateus, São João e São Lucas] já que esta igreja lhe é dedicada», estando já os esboços feitos.

«Além da fachada há ainda mais nove vitrais para preencher toda a igreja. Estes vitrais têm dimensões ainda maiores e por isso ainda serão mais caros. Apesar de serem para uma segunda fase, desde já, a vitralista irá fazer os desenhos para que todo o conjunto possa ficar harmonioso e serem desenhados com os mesmos critérios estéticos e técnicos pela mesma pessoa. Terão motivos diferentes dos da fachada. Nas alas laterais, as duas janelas farão desenho de conjunto e um será com o tema de Nossa Senhora da Conceição e o outro sobre Jesus Cristo. Outro versará sobre o Santíssimo Sacramento e os restantes serão cenas emblemáticas da vida cristã ainda não definidas».

«Todos os vitrais terão uma citação biblíca associada para que seja uma inspiração e uma linha condutora na interpretação de cada vitral», adianta o pároco de São Pedro e São João, sublinhando que «agora o que se espera é que os apoios apareçam para quanto antes se iniciar estes trabalhos e quanto antes podermos apreciar e maravilhar-nos com os vitrais». José Alves não esconde o seu desejo de que «durante o ano de 2020 algo se consiga fazer».

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