O Município de Porto de Mós promoveu, pela primeira vez, no passado fim-de-semana, o Festival do Folar e Licor, uma iniciativa que segundo a autarquia «pretende promover e incentivar a produção e comercialização de produtos existentes no concelho» e ainda «motivar os produtores a privilegiar o uso de ingredientes locais e/ou tradicionais, como forma de manter a qualidade, a genuinidade e a diferença». O Município lançou o desafio às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho e também a cafés, pastelarias e doceiros para estarem presentes com os seus folares e licores, tendo havido espaço ainda para mostrar mais alguns produtos que se enquadram nesta época. Foram 10 as barracas a compor o festival, duas das quais pertenciam a IPSS, outras duas estavam representadas por duas pastelarias com sede na vila de Porto de Mós e uma outra era de um restaurante. As outras cinco barracas pertenciam a doceiros ou pequenos produtores locais, sem casa aberta, mas que, em alguns casos, já são solicitados e conhecidos pelo seu talento para a doçaria e produção de licores.

O Portomosense falou com todos os vendedores presentes que consideraram que este tipo de eventos são sempre «positivos» e são ainda mais de saudar «depois de tanto tempo sem convívio» motivado pela pandemia. Para quem tem negócio aberto esta é uma forma «de dar a conhecer» a “casa” ou reforçá-la junto de quem já a conhece, consideram os proprietários. Para as IPSS esta é também uma forma «de despertar para estas instituições e para o trabalho que realizam», aproveitando para manter uma tradição que já há muito muito tempo existe: fazer o folar por esta altura para os utentes. Antes da pandemia, era também hábito juntar as IPSS do concelho e promover um festival do folar entre elas, recordam.

Com poucas horas de abertura já as vendas estavam «a compensar». «Já vendemos qualquer coisa» ou «já tivemos que ir a casa amassar mais folares» foram algumas das frases ouvidas. Estes participantes podem ser já rostos conhecidos para alguns, uma vez que estão habitualmente presentes «nas festas de São Pedro ou nos mercados de Natal» precisamente com o mesmo intuito: divulgar os seus estabelecimentos e produtos.

Fotos | Jéssica Moás de Sá