Foi no ano passado que o Município substituiu a cobertura do Pavilhão Municipal de Porto de Mós, mas o espaço prepara-se para novas requalificações depois das consequências da tempestade Kristin o terem deixado inutilizável. «A cobertura voou, ainda colocámos algumas lonas, mas elas fugiam. O que aconteceu foi que choveu torrencialmente no piso de madeira que ficou inoperacional», explicou Jorge Vala. Devido ao acordo que existe com o Ministério da Educação, para a utilização do Pavilhão por parte da escola, esta é «uma obra urgente». «Decidimos, ao abrigo da Kristin, contratar a empresa que já está a fazer as obras da escola, já tem lá equipamento, para fazer a substituição da parte da cobertura que está danificada, de todos os alumínios que ainda eram de primeira geração e já têm problemas de borrachas e impermeabilização e que se soltaram com o vento, vamos ter um piso de madeira totalmente novo e vamos pintar por dentro e por fora», detalhou o presidente. Este será um investimento de 660 226 euros.
«Só nesta obra e na obra de estabilização do talude na EN362 na Anaia (ver caixa ao lado) já ultrapassámos o valor que nos foi entregue pelo Estado, de 900 mil e qualquer coisa, para as obras da Kristin», advertiu Jorge Vala. O autarca lamentou ainda que até ao momento o Município «não tenha recebido qualquer resposta da seguradora». «Este edifício tem seguro, a Câmara investe mais 200 mil euros em seguros e temos colegas [de outras Câmaras] que não gastam um cêntimo e eu não lhes queria dar razão», salientou. Jorge Vala diz que já disse isso mesmo «ao administrador da seguradora» e que tem a expectativa que virão a ser ressarcidos pelos estragos no Pavilhão. «Senão, não vale a pena ter seguro», afirma.
Embora não esteja muito crente, «dado o tempo que falta», o objetivo é que o Pavilhão possa estar pronto o mais brevemente possível para o início do novo ano letivo.
Foto | Rafael Duque




