Pedro Gil Vala, 56 anos, natural da Corredoura, é o novo diretor do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós. A acompanhá-lo como sub-diretora, Assunção Capaz (que se mantém no cargo), e adjuntos, Sandra Martins, Rui Cláudio Almeida (o até agora diretor) e José Carlos Farinha. À exceção de Sandra Martins, todos faziam parte da anterior direção.

O novo diretor é professor de informática há 24 anos e quase toda a sua carreira foi feita em escolas do Ribatejo. Enquanto docente, chegou há quatro anos a Porto de Mós e durante esse período teve a oportunidade, rara, de trabalhar com crianças desde o 1.º Ciclo aos jovens do ensino profissional, experiência que classifica como «muito enriquecedora» e no decorrer da qual tomou contacto com as várias realidades do Agrupamento.

À conversa com O Portomosense, Pedro Gil Vala mostra-se «bastante motivado» mas admite que não terá «missão fácil», até pelo «trabalho de excelência levado a cabo pelo diretor» que o antecedeu. «É desse ponto que partimos, o que é uma enorme responsabilidade», frisa.

Num retrato sumário do Agrupamento, o responsável destaca, entre outros, a qualidade do ensino afirmando que «é umas das áreas reconhecidas como de excelência, graças a um corpo docente de exceção». Realça também «a rica oferta educativa e toda a parte de projetos, clubes, apoios e oficinas e gabinetes, bem como a oferta em termos de ensino profissional». Com cerca de 15% dos alunos que chegam ao Secundário a optarem pelos cursos profissionais, essa continuará a ser também uma das apostas fortes, garante.

Num Agrupamento que recebe crianças e jovens de 19 nacionalidades, faz todo o sentido «apostar numa formação mais global dos alunos e mesmo nalgumas experiências internacionais», defende. «O Clube Europeu tem feito um bom trabalho», mas o responsável quer ir mais longe. Vão voltar os intercâmbios com escolas estrangeiras e já no próximo ano, «serão acolhidos alunos franceses». Outra das prioridades é «a desmaterialização de documentos e a informatização de processos». «Tem sido feito um grande esforço nesse sentido, há uma estrutura bem montada e a funcionar bem mas queremos continuar a investir nisso», justifica. Interessa também comunicar mais e melhor com o exterior «para que a comunidade saiba do trabalho e das conquistas efetuadas pelos alunos».

Como antigo aluno, professor e atual responsável máximo, confessa-se muito satisfeito por ver que estão criadas as condições para que «a ambição já muito antiga de ver a Secundária de Porto de Mós requalificada» se cumpra porque «é algo que alunos, professores e funcionários já há muito necessitam e merecem».

Em jeito de conclusão, Pedro Gil Vala, recorda o provérbio africano que diz que para educar uma criança é precisa uma aldeia, expressando a convicção de poder contar com o apoio do «corpo docente, não docente e comunidade escolar alargada, na qual se insere o parceiro privilegiado, Município» para que, entre outras, o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós continue a ser visto com uma referência pelo seu «serviço educativo de excelência».