«O Município de Porto de Mós não cometeu um único erro no caso do projeto de requalificação do pólo das Pedreiras da Unidade de Saúde Familiar Novos Horizontes». Esta é, pelo menos, a firme convicção do presidente da Câmara.

Questionado pela deputada Cristiana Rosário (PSD), sobre o ponto de situação relativamente a este caso que tem causado um evidente mal-estar entre a Câmara e a Administração Regional de Saúde (ARS), Jorge Vala disse, de forma perentória, que hoje lendo toda a documentação e a correspondência trocada com a ARS e com o Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral (ACES), não tem «a mínima dúvida de que o Município não cometeu um único erro neste processo». «Tudo o que fizemos foi feito de acordo com aquilo que nos foi indicado e sempre no tempo em que era necessário fazer», sublinhou o autarca.

Depois de passar em revista toda a correspondência trocada e de enumerar as datas mais significativas deste atribulado processo que teve início formal «a 9 de agosto quando a Câmara remeteu pela primeira vez o projeto de requalificação ao ACES», Jorge Vala voltou a dizer que não percebe como é que uma coisa que já tinha sido verificada e validada pelo ACES é depois chumbada pela ARS e, pior que isso, que esta entidade tenha exigido que fosse feito um novo projeto que, depois acabou por enviar para o ACES para aprovação… Enquanto isso o Município continua à espera de uma declaração de conformidade do projeto, documento essencial para que se possa aceder a fundos comunitários.

«Não gosto nada que as pessoas não sejam frontais e não falem sério porque eu sou frontal e prefiro que o sejam comigo mesmo ouvindo eu aquilo de que não gosto, do que uma trapalhada destas que põe em causa a candidatura», disse o autarca lamentando ainda que sabendo-se que as regras comunitárias não admitem alterações ao projeto mesmo assim a ARS «não tenha tido consideração» por isso e obrigasse à sua substituição por um novo.

«A única coisa que pedimos à ARS foi a declaração. Não lhe pedimos um cêntimo para a obra, nem nunca pedimos um cêntimo do Pacto do Ministério da Saúde para pagar o que quer que fosse, no entanto, pasme-se, na primeira proposta que recebemos da ARS tinham-lhe tirado o elevador porque o pólo até tinha lá uma parte em que as pessoas podiam ir a pé e o elevador era muito caro», recorda, afirmando que todas estas situações o deixaram «indignado e perplexo», sentimento, aliás, partilhado com a vereadora da Saúde, Telma Cruz, que tem estado a liderar este processo.
Jorge Vala garantiu que não vai desistir do projeto mas também não vai propor alterações porque já percebeu «que se não for com este projeto não há mesmo declaração e quem tem o poder de a fazer é quem manda», lamentando que, neste caso, não seja a Câmara.