Ponto de situação no concelho de Porto de Mós na sequência da depressão Kristin (30 de janeiro)

30 Janeiro 2026

Texto

Isidro Bento

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Mais de metade do concelho de Porto de Mós continua ainda sem eletricidade em consequência da depressão Kristin que causou elevados danos na rede elétrica. De acordo com o Vice-presidente da Câmara, Eduardo Amaral, às 19 horas de hoje (30 de janeiro), cerca de 71% do território continuava sem luz, o que afetava cerca de 1 500 famílias e empresas.

Depois da reunião diária que desde há três dias junta as várias entidades que constituem a Proteção Civil municipal, o responsável autárquico fez a O Portomosense, de forma pormenorizada, o ponto de situação no concelho até a essa hora.

Eduardo Amaral explica que perante a queda massiva de árvores, o que afetou grande parte das vias de comunicação a prioridade foi para a desobstrução dessas vias, o que já foi feito. Entretanto, hoje mesmo foi interditada a estrada que liga Porto de Mós a Mira de Aire, entre Alcaria e o Livramento, devido ao abatimento do piso.

Relativamente ao abastecimento de água, foram instalados 15 geradores nas estações elevatórias, mas mesmo assim ainda há franjas do território sem fornecimento, no entanto, o responsável acredita que até ao final do dia de amanhã, sábado, será possível ultrapassar esta situação.

Em termos de comunicações de rede móvel, Meo e Vodafone instalaram, provisoriamente, duas antenas o que faz com que parte do concelho já possa ter acesso a essas redes.

As escolas foram também muito afetadas e, por isso, não vão abrir na segunda-feira. Nesse dia será feita nova avaliação para se decidir se abrem na terça-feira.

O Vice-presidente do Município garante que a par da desobstrução das vias e do fornecimento de água, a principal prioridade foi para a identificação e tentativa de resolução das necessidades mais prementes das populações afetadas e entre estas, uma atenção especial para quem, por doença, idade avançada ou outro tipo de debilidades pudesse necessitar de maior acompanhamento.

Há uma família cujo telhado da casa caiu e outra em que além do telhado foi parte da habitação que ruiu, no entanto, Eduardo Amaral, refere que nenhuma delas quis sair do seu lar, pelo que, perante essa decisão, a Câmara, com os seus funcionários tentou garantir que ambas as habitações ficassem minimamente habitáveis até que se procedam a obras de fundo.

Entretanto, a Câmara irá divulgar em breve locais onde as pessoas que necessitem, poderão tomar banho e carregar os seus telemóveis. Estas e outras informações serão dadas nas redes sociais do Município.

Questionado se há alguma forma do cidadão comum poder ajudar nas situações mais complicadas, o Vice-presidente sublinha que a melhor forma que cada pessoa tem de ajudar é procurar saber se o seu vizinho necessita de alguma coisa e ajudá-lo no que puder. Não podendo a Câmara e outras entidades chegar a todo o lado e conhecer todas as situações, a melhor ajuda mesmo é ser um bom vizinho, garante, confessando a satisfação com que viu várias situações com toda a gente na rua a ajudar-se mutuamente.

Foto | Isidro Bento

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