A Pordata, a base de dados de Portugal contemporâneo, está a festejar este ano o seu 10.º aniversário e entre outras iniciativas para marcar a efeméride, decidiu partilhar com a comunicação social o retrato estatístico dos 308 municípios portugueses. Os dados são tornados públicos por ocasião do feriado municipal de cada município e, no caso de Porto de Mós, correspondem a 54 indicadores-chave baseados em mais de 20 fontes oficiais, que comparam dados de 2010 com a realidade mais recente (2018). É, então, esse manancial de informação que nos serve para o mais completo retrato de Porto de Mós, em números, que alguma vez lhe apresentámos.

Um concelho onde o envelhecimento começa a preocupar

O concelho de Porto de Mós estende-se por uma área de 261,8 km2. De acordo com os dados mais recentes conta com 23 282 habitantes (menos 1 101 que em 2010), sendo que desses, 712 são estrangeiros. Temos assim, três estrangeiros por cada 100 habitantes. Em 2010 havia 817 cidadãos estrangeiros, devidamente legalizados, a morar em Porto de Mós.

Voltando a olhar para a população no seu todo, as estatísticas revelam que por cada 100 residentes, há 11 jovens com menos de 15 anos, 65 adultos, e 23 pessoas com 65 anos ou mais. Por sua vez há 185 idosos por cada 100 jovens, mais 28 idosos que a média nacional.

A maioria da população está em idade ativa (64,7%), vindo a seguir o grupo dos idosos (22,7%) e, por último, os jovens com menos de 15 anos (12,6%). Comparando 2010 com 2018 verifica-se que agora há menos 2,8% de jovens e mais 2,9% de idosos.

Em 2019 nasceram 189 bebés e morreram 270 pessoas. O saldo natural agravou-se substancialmente de 2010 para 2018: a diferença entre o número de nascimentos e o de óbitos passou de -12 para -85. A taxa de mortalidade infantil (o óbito de crianças com menos de 1 ano de idade por cada 1000 nascimentos) é de 6%, praticamente o dobro da média nacional (3,3%).

Comparando os dados de 2018 com os de 2010 constatamos que no caso do número de casamentos o valor se manteve praticamente igual (-4). Relativamente aos divórcios, embora o número apurado para 2018 seja, para já, provisório, constata-se uma redução significativa (-36 divórcios).

Quatro maiores empregam 11% total dos trabalhadores

Em 2018, Porto de Mós contava com 2 866 empresas não financeiras que empregavam 8 417 trabalhadores, sendo que as quatro maiores empresas do município davam trabalho a 11% do total dos trabalhadores. Se compararmos os mesmos dados com o ano de 2010, verificamos que tanto ao nível do número das empresas como dos trabalhadores não houve alteração significativa. No entanto, constata-se que no contexto concelhio em termos de emprego, aumentou o peso das quatro maiores empresas, já que de 8% passaram a empregar 11% de toda a mão de obra.

O salário médio dos portomosenses é de 1 055 euros, menos 112 que a média nacional. Em 2018 havia 493 desempregados inscritos nos centros de emprego, o que correspondia a 3% da população em idade ativa, no entanto, a pandemia veio agravar a situação e em maio de 2019 havia já mais 82 inscritos, temendo-se que a situação pudesse agravar-se nos meses seguintes.

Em 2018, 7 568 pessoas estavam a receber pensões da Segurança Social (velhice, invalidez e sobrevivência) e 761 da Caixa Geral de Aposentações. Em termos percentuais isto equivale a 41% da população residente, com 15 e mais anos, a receber pensões, o que é outro indicador que aponta para o envelhecimento da população.

Em 2018, no concelho de Porto de Mós havia 275 pessoas a beneficiar do Rendimento Social de Inserção (RSI), valor substancialmente inferior ao verificado em 2010 (747).