«Porto de Mós, daqui para a frente, nunca mais vai ser igual». A frase proferida pelo presidente da Câmara, na apresentação do Plano Estratégico de Turismo Sustentável 2020-2030, é ilucidativa das elevadas expectativas que Jorge Vala deposita naquela que deverá passar a ser a cartilha municipal para a área do turismo.

«Projetar o concelho» é para o edil o grande objetivo deste plano. Jorge Vala lembrou que «além da ambição de colocar Porto de Mós no mapa, pretende-se afirmar o orgulho de ser portomosense mas com a consciência de que os territórios não têm fronteiras». Ciente «da importância dos fluxos de turismo que vão passando por Fátima, pelos três patrimónios mundiais – Batalha, Alcobaça e Tomar –, e pela Nazaré, e também do potencial de crescimento de Leiria», Vala sublinhou que o concelho «não pode nem quer ficar de fora deste triângulo» mas a sua estratégia em termos de turismo não se fica por aí.

«Porto de Mós, no nosso entender, tem um potencial enorme, uma capacidade de atrair muito grande e é um concelho de gente boa», disse o presidente da Câmara, deixando, no entanto, claro, que não basta que a terra tenha potencial e que as suas gentes sejam conhecidas pelo saber receber. É preciso também perceber «onde temos de centrar a atenção institucional e o que sentem os nossos operadores e empresários».

Assim, «não podemos pensar o futuro à medida que as coisas vão acontecendo. Precisamos de planear, de organizar para poder fazer acontecer e pensar o futuro, porque dele depende a capacidade de atrair investimento e aqueles que já cá estão a operar e que precisam de apoio institucional para poderem dar o passo seguinte e serem melhores do que são hoje e, sobretudo, terem mais retorno do que aquele que têm agora», realçou.

É, então, neste contexto que surge «um plano estratégico pensado para o presente e para deixar algo a quem vier a seguir» que «vai definir com linhas orientadoras aquilo que há de ser a estratégia do Município em termos de afirmação do turismo para o nosso concelho e do próprio território», afirmou o autarca, frisando, então, que a partir de agora nada mais será igual.
De acordo com o trabalho desenvolvido pelo IPL, a aposta de Porto de Mós no turismo deve incidir nas vertentes “natureza”, “cultural”, “gastronómico” e “industrial”. Jorge Vala concorda com as prioridades apresentadas reconhecendo, contudo, que se em termos do turismo de natureza e cultural já alguma coisa feita, a nível do gastronómico mas, principalmente, do industrial, as coisas estão ainda em fase embrionária, no entanto, o edil quer que as quatro vertentes cresçam e se desenvolvam e promete que o Município vai ser agente ativo nesse processo.

«Temos uma história bonita na área da indústria. Estamos associados à exploração de barro e à sua transformação, temos também no Juncal, um passado ligado à Real Fábrica e vamos com certeza reabilitar a Casa Calado onde esteve esta indústria e trazer ao presente essa memória. Estamos também a reabilitar a antiga Central Termoelétrica que nos recorda que fomos o primeiro concelho do país onde se produziu energia elétrica a partir do carvão. Portanto temos todas estas histórias para contar e agora só estamos à espera que o IPL nos diga como o devemos fazer», afirmou o autarca.

«Não direi que [já] temos um produto, mas temos a certeza absoluta da possibilidade de sermos mais alguma coisa no todo do território da região e a possibilidade de ser complementar vale muito», concluiu.