«Nunca deixar de lutar pelos interesses e aspirações das populações deste concelho e pela resolução dos seus grandes e pequenos problemas» é nas palavras de Pedro Santos, o candidato da CDU à Câmara Municipal de Porto de Mós, o grande compromisso que assume perante os portomosenses.

Pedro Santos, operário fabril, 38 anos, o quarto a entrar na corrida eleitoral autárquica e o primeiro a apresentar publicamente o projeto e as ideias que tem para o concelho promete exercer «com uma política de grande proximidade e diálogo democrático» o mandato que a população de Porto de Mós lhe «entender dar».

Mas, mais do que propósitos políticos genéricos, Pedro Miguel Santos tem propostas concretas a apresentar ao eleitorado e foi isso que fez na apresentação pública dos cabeça de lista da CDU à Câmara e à Assembleia Municipal, que decorreu no passado dia 23 de maio, no Parque Almirante Vítor Trigueiros Crespo, em Porto de Mós. Parte substancial do seu discurso foi, precisamente, para anunciar ao que vem. Assim, o candidato da CDU estabelece como uma das suas prioridades «a defesa e o desenvolvimento de todos os setores produtivos do nosso concelho, os têxteis, a calçada portuguesa, a exploração de pedra, a cerâmica, o turismo e, claro, a agricultura, com especial atenção à agricultura familiar, contrariando assim a desertificação das zonas rurais do nosso concelho».

Pedro Santos considera que «para uma economia se desenvolver tem de ter respeito pela parte mais importante, os trabalhadores» e nesse sentido fez uma menção especial «aos trabalhadores do Município» prometendo que estará cá «para defender os seus direitos, os seus salários, o seu direito a viverem com estabilidade e felizes». Reconhecendo «a importância das micro, pequenas e médias empresas do concelho e sobretudo do comércio local» que no seu entender «mais do que nunca precisam do nosso apoio», anuncia que caso seja eleito irá propor «medidas para dinamizar o comércio local».

O candidato assume também «o compromisso de levar a cabo uma política de contacto direto com a população, com os agentes económicos, com as forças vivas do concelho, não esquecendo os emigrantes que tanto dão à nossa terra, ouvindo os seus problemas e colocando a Câmara ao serviço da melhoria da qualidade de vida de todos os munícipes do concelho».

«Na CDU não concebemos desenvolvimento económico sem progresso social. Por isso cá vamos estar para exigir o que é mais importante, desde logo, a nossa saúde, lutando para melhorar o atendimento e cobertura dos serviços de saúde em todo o concelho, não deixando ninguém para trás. Mas também na educação melhorando escolas e o acesso das nossas crianças a elas. E claro, habitação. Não basta ter uma casa, é necessário ter habitação de qualidade», afirma.

Para Pedro Santos, «Porto de Mós padece de problemas que já não deviam existir no século XXI como é o caso do saneamento básico que há muito deveria cobrir todo o concelho» e, nesse sentido, mostra-se disposto a «travar essa luta», bem como «avançar na defesa do meio ambiente para promover a requalificação de espaços verdes e históricos do concelho apostando também na sua promoção turística».

O cabeça de lista da CDU à Câmara assegura que vai «lutar para resolver graves problemas na rede viária do concelho e para criar uma verdadeira rede de transportes públicos em todo o concelho» e que cá estará para apoiar o associativismo, assumindo o compromisso «de que se for eleito vereador uma das primeiras medidas [que vai defender] será a dinamização de um programa plurianual de estímulo e apoio às associações», prometendo ainda dar maior atenção às três corporações de bombeiros. Quer, ainda, «auscultar a direção dos Bombeiros de Porto de Mós sobre a necessidade de um novo quartel para a corporação».

Outra das áreas onde Pedro Santos quer intervir é na da Cultura. O candidato quer «estimular o usufruto do castelo, organizando no seu interior exposições, espetáculos de qualidade», criando aí um espaço de convívio com cafetaria. Considerando que «é necessário criar condições para que o povo e sobretudo os jovens deste concelho possam produzir cultura na sua terra», adianta que uma das primeiras medidas que vai propor «é a criação de condições para que o Cineteatro de Porto de Mós e a Casa da Cultura de Mira de Aire estejam acessíveis a todas as associações culturais, de forma gratuita», e o estabelecimento de «um protocolo com a direção do Fórum Cultural de Porto de Mós com vista à recuperação do edifício da antiga Casa do Povo e transformar aquele espaço num multiusos direcionado para a juventude e a cultura». Uma das sua bandeiras, garante, «é dar vida nova ao Cineteatro com uma programação variada e regular, durante todo o ano».

E se o candidato à Câmara apresenta um rol de ideias que quer pôr em prática, o candidato da CDU à Assembleia Municipal, António Ferraria, acredita que o seu percurso político e de ativista pelos direitos dos pequenos agricultores, fala por si: «Já fiz três mandatos na Assembleia, as pessoas conhecem-me, sabem aquilo com que podem contar da minha parte. Procurei ser sempre a sua voz na Assembleia levando até lá, os seus problemas e é isso que voltarei a fazer agora», sublinha.

CDU quer recuperar votos e eleger mais pessoas

«Reforçar a votação e a força da CDU no concelho de Porto de Mós e eleger mais representantes que se coloquem ao serviço da população e que contribuam para uma gestão competente, com um projeto de futuro e desenvolvimento para este concelho» é o grande objetivo para o próximo embate eleitoral autárquico da coligação que junta comunistas e “verdes”. O anúncio foi feito por Ângelo Alves, o responsável pela Organização Regional de Leiria do PCP e membro da Comissão Política do Comité Central daquele partido, no decorrer da apresentação dos cabeças de lista à Câmara e à Assembleia Municipal.

«Aqui estamos, prontos para assumir todas as responsabilidades que a população de Porto de Mós nos quiser atribuir, mas com um objetivo imediato: recuperar a representação da CDU nos órgãos autárquicos do concelho. É que, passados alguns anos, depois de termos perdido a nossa representação na Assembleia Municipal, a realidade mostrou a falta que a CDU faz», disse o responsável político. «O debate democrático foi empobrecido e os órgãos autárquicos debruçaram-se menos sobre os problemas reais das populações, os grandes e os pequenos, e sobre as aspirações dos trabalhadores, dos setores mais desfavorecidos da população deste concelho», acrescentou.

Relativamente aos candidatos, Ângelo Alves disse que «com Pedro Santos a população de Porto de Mós pode estar ciente de uma coisa: ele nunca falhará com a sua voz, a sua força, a sua determinação e o seu apego às lutas e causas da justiça social e da valorização dos trabalhadores, às causas justas para o progresso e o desenvolvimento do concelho». Já quanto a António Ferraria, apresentou-o como «um lutador de longa data» e «o rosto da coerência de uma vida dedicada ao povo de onde vem», uma pessoa que a população de Porto de Mós conhece bem e que na Assembleia «foi sempre a voz de tantas causas justas que de outra forma nunca lá teriam chegado».