São 14 os elementos do património material e imaterial do concelho que o Município de Porto de Mós candidatou ao concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular. Os selos que atestam a aprovação em cada uma das sete categorias, já chegaram mas isso só não chega.

Agora Município e seus parceiros locais aguardam com expectativa pela fase seguinte, em certa medida a mais importante porque para se poder lutar por um lugar entre as 7 Maravilhas da Cultura Popular é preciso começar por se ser nomeado. O objetivo, então, é estar entre os 21 patrimónios locais mais votados a nível distrital, entre as largas dezenas, se não mesmo centenas, de candidatos [ainda não há números disponíveis]. A votação é feita por um painel de especialistas, estando os candidatos divididos pelas categorias “Artesanato”, “Lendas e Mitos”, “Festas e Feiras”, “Músicas e Danças”, “Rituais e Costumes”, “Procissões e Romarias”, e “Artefactos”. Em cada uma são escolhidos três elementos patrimoniais.

Porto de Mós apresentou duas candidaturas nas quais indicou um candidato por cada categoria. Assim, as Seiras e a Faiança do Juncal, concorrem a um lugar entre os nomeados na categoria “Artesanato”; D. Fuas Roupinho e a Lenda da bilha de São Jorge, em “Lendas e Mitos; as Festas de São Pedro e a Via Sacra (de Porto de Mós), em “Festas e Romarias”. Por sua vez, as Concertinas da Barrenta e as Danças de Porto de Mós são candidatos na categoria “Músicas e Danças. O Cantar das Janeiras de Mira de Aire e o Cantar às Almas Santas, entram na categoria “Rituais e Costumes”. A Procissão do Senhor dos Passos e a Procissão dos Ramos são candidatas em “Procissões e Romarias”. Finalmente, para a categoria “Artefactos”, o Município candidatou os Muros em Pedra e as Mantas de Mira de Aire.

Na segunda fase deste concurso, o painel de especialistas irá fazer nova votação, desta vez para das 21 canditatas distritais escolher apenas sete, independentemente da categoria em que foram inscritas e serão essas as finalistas regionais. Entra-se depois na votação por parte do público sendo as eliminatórias regionais entre os meses de julho e agosto, com transmissão televisiva no Canal 1 da RTP, ao longo de 20 programas. A Gala Finalíssima está marcada para 5 de setembro de 2020.

Até agora, em termos públicos, só era conhecida a candidatura do Cantar das Janeiras de Mira de Aire, mas a aposta do Município revelou-se bastante mais ambiciosa e em vez de um elemento patrimonial avança com 14. Se os prazos forem cumpridos, no final deste mês ou na pior das hipóteses, no início de maio, se saberá quem são, então, os nomeados e se entre eles estarão representantes do património material e imaterial do concelho.
Como nos confidenciava um representante de uma entidade parceira do Município neste projeto, «a próxima fase é crucial porque não só se sabe quem fica pelo caminho e quem vai em frente mas, os que forem nomeados terão hipótese de apresentar melhor o que são de facto». «Um vídeo de dois minutos, duas fotos e um texto de dois ou três mil caracteres é muito pouco para se conseguir apresentar uma coisa que, por vezes tem tantas nuances e tanto de que falar. Por isso também ser importante conseguirmos chegar a essa fase para que tenhamos hiptótese de divulgar a nível regional e nacional aquilo que de melhor temos», dizia-nos com a esperança que os próximos dias ou semanas tragam boas novas ao concelho.

 

Nota: Esta sexta-feira, O Portomosense divulgou uma noticia, publicada no site e que depois foi amplamente partilhada por vários internautas na rede social Facebook, de que o Cantar das Janeiras de Mira de Aire teria sido nomeado para o concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular [até ontem só tínhamos conhecimento dessa candidatura a nível concelhio]. Infelizmente, tratou-se de um lapso. A vontade em noticiarmos aquela que esperamos venha a ser a próxima conquista [neste caso de todos os concorrentes do concelho] e o desejo de vermos mais elementos locais a lutar por um título de prestígio a nível nacional acabou por nos fazer tropeçar nas palavras e confundir “nomeação” com “aprovação”, por isso importa retificar o lapso esclarecendo, ainda, que os Quarentões de 1980, não tiveram qualquer responsabilidade nem na informação que interpretámos de forma menos clara, nem, depois, no teor do texto publicado.