Na próxima avaliação de risco, Porto de Mós deverá entrar para a lista dos concelhos em que o risco de contágio é considerado “muito elevado”. Quem o diz é o presidente da Câmara, Jorge Vala, que informa que «na correspondência de 240 casos por 100 mil habitantes», o concelho já tem «mais de 500». Porto de Mós está viver «uma situação de aumento diário, generalizado por todo concelho». O autarca afirma que o Município tem «tentando alertar as pessoas para terem cuidado», mas que, «num primeiro momento por força de um surto num lar» e depois pelo facto de «a própria comunidade ter tido contágios de uma forma mais ou menos sistemática», desde o início deste mês, já há mais de 130 casos positivos a registar.

Salvaguardando que alguns munícipes têm feito o seu trabalho de prevenção, Jorge Vala refere que o passado fim-de-semana foi «de absoluta desregra em todo o lado, houve supermercados cheios, com filas na rua, houve esplanadas cheias, com pressão muito grande, com algum desrespeito». Em permanente contacto com as autoridades, o líder do executivo lembra que «não podemos pedir que, em cada canto, exista um polícia, não podemos exigir que as forças de segurança estejam em todos os espaços comerciais onde existem exageros. Isto tem de ser cada um de nós a cumprir a sua parte, é uma questão de cidadania», frisa.

Jorge Vala acrescenta que a Câmara tem cedido testes a empresas ou lares sempre que há conhecimento de um caso positivo e que esta é a única forma que têm de cooperar, já que a informação de quem são os casos positivos «não chega» ao presidente da Câmara. Sem delegado de Saúde e verificando-se situação semelhante na Batalha e em Pombal, tem sido a unidade de Saúde Pública de Leiria a assegurar a rede de contactos de pessoas infetadas, que «foi fundamental numa primeira fase». No entanto, com a sobrecarga de trabalho, tem sido muito complicado acompanhar acompanhar todos os casos.

Catarina Correia Martins
com Marília Bernardino