Os concelhos de Porto de Mós e Pedrógão Grande vão ter até julho mais duas torres de videovigilância florestal, passando a Região de Leiria a ter 11 no total, o que vai permitir cobrir 85% do território, segundo revelou à Lusa, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL).

As duas novas torres estão inseridas num contrato de alargamento das capacidades do Sistema de Videovigilância e Deteção Automática de Incêndios Florestais da Região de Leiria, assinado em janeiro e com prazo de execução de oito meses, acrescentando a CIMRL que este sistema é atualmente composto por nove torres, instaladas em «locais estratégicos», e que «cobrem 75% da Região de Leiria».

«Uma mais-valia a vários níveis» é como a CIMRL caracteriza este sistema, justificando que «a deteção automática de incêndios florestais permite auxiliar a GNR de Leiria na sua missão de vigilância florestal». «Assim que o sistema deteta uma coluna de fumo é gerado um alerta» nos centros de Gestão e Controlo, «o que contribui para a deteção o mais precoce possível do incêndio», refere ainda a CIMRL.

O presidente do Município de Porto de Mós, Jorge Vala, responsável pelo pelouro da Proteção Civil na CIMRL, explicou à Lusa que o investimento total ascende a um milhão de euros, financiado por fundos comunitários do POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos. «Os incêndios de 2017 abriram uma nova frente de grande preocupação, que é a prevenção» reconheceu o autarca, destacando que, como este sistema possui automatismos de deteção, consegue-se «ter na primeira intervenção muito mais eficácia» e, consequentemente, menos danos. Segundo disse Jorge Vala, «os meios são acionados com maior rapidez, para que o combate seja conseguido a partir do momento imediato do foco de incêndio». «Há 15% do território que não é coberto pelas torres de videovigilância florestal, pelo que é completado pelas torres de vigia, com a presença de recursos humanos», esclareceu ainda o autarca portomosense enquanto representante da CIMRL.