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Portomosense é vice-campeão europeu de duatlo

4 Outubro 2022
Jéssica Moás de Sá

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Jéssica Moás de Sá

4 Out, 2022

O portomosense, Fábio Durão, conquistou a medalha de prata no Campeonato da Europa Multisport em Bilbau, Espanha. O atleta, natural do Arrimal, ficou em segundo lugar no escalão 30-34 (relativo às idades) standard duatlo. A prova começou com uma corrida de 10 quilómetros, seguindo-se 35 quilómetros de bicicleta e para finalizar mais cinco quilómetros de corrida. Em representação da seleção nacional, Fábio Durão concluiu a prova em 1h59m45s.

Apesar deste excelente resultado poder induzir em erro, a verdade é que Fábio Durão se dedica ao duatlo há, apenas, cerca de três anos. Como muitos miúdos, o seu amor ao desporto começou “pela bola”, mais precisamente pelo futsal. Entrou aos 13 anos para a formação da Associação Recreativa Cultural e Desportiva da Mendiga e passou depois por outros clubes do concelho. Há oito anos, com um grupo de amigos, teve o primeiro contacto com o atletismo. «Fomos à corrida organizada pelo Sporting, apenas na brincadeira», recorda. A verdade é que “a brincar, a brincar”, o resultado não foi mau. «No ano seguinte continuei a jogar futsal, tudo igual, mas voltei a ir à corrida do Sporting e consegui um tempo ainda melhor», conta. À terceira foi de vez. «No terceiro ano, tudo muda, voltei a ir à corrida e o futsal começou a ficar de lado, comecei a treinar mais atletismo», explica.

«Dediquei-me à corrida, naquela altura, amadora. Estive apenas na corrida cerca de dois anos, depois tive uma lesão no tendão de Aquiles e foi aí que comecei a andar de bicicleta também porque estive sem treinar e comprei uma bicicleta para voltar, isto há uns quatro anos», esclarece Fábio Durão. Na vertente de corrida, começou por ser atleta do Clube Desportivo Ribeirense (CD Ribeirense), ainda sem ser federado. No ano seguinte, «já mais a sério», foi para a Juventude Vidigalense e depois voltou ao CD Ribeirense, «já como federado». Passou ainda pelo Grupo de Atletismo da Caranguejeira. Quando se especializou em duatlos, começou por representar o Clube Olímpico de Oeiras. Atualmente está no CD Ribeirense e também nos Morcegos do Centro Cultural, Recreativo e Desportivo do Arrimal. «As provas que tenho feito até agora pelo CD Ribeirense têm sido de duatlo e as provas pelos Morcegos têm sido mais dedicadas à bicicleta, BTT e ciclismo», esclarece.

A exigência da competição

Apesar dos atletas serem convocados pela Federação, muitos não «recebem apoio» para o treino específico. «Quem me ajudou bastante foi o meu treinador, Pascal Rojas Calvo, andava a treinar para este Europeu há seis meses. Fiz uma prova de teste, o Duatlo Multisport Coimbra, onde conquistei o primeiro lugar, foi aí que vi que realmente podia ter algum fruto indo ao campeonato da Europa», explica. Para treinar para estas competições, a disciplina é fundamental: «O meu horário no emprego é normalmente das 6 às 15 horas e treino depois disso, ou seja, levanto-me às 5 horas para ir trabalhar, chego a casa e ainda vou treinar. Não é para todos, é desgastante», admite.

Os bons resultados e distinções que tem conseguido têm sido o combustível para manter o foco, um dos quais «ter conseguido estar no top 10 nacional no ranking de duatlo de cross». Antes deste último Europeu em Bilbau, já tinha participado noutros Campeonato do Mundo e da Europa, onde ficou, respetivamente, nos 20.º e 17.º lugares, que, apesar de não serem lugares cimeiros, foram «bons» tendo em conta a sua experiência. «Isso levou-me a treinar mais, a dedicar-me mais, a fazer 15 horas de treino por semana», diz. Ainda assim, confessa, «não esperava em tão pouco tempo, três ou quatro anos», alcançar um pódio. O atleta atribui esta conquista a várias pessoas, agradecendo a todos os que o ajudaram, monetária e logisticamente: «À União de Freguesias de Arrimal e Mendiga, ao Município de Porto de Mós, à empresa onde trabalho, a Lusical, por me permitir sair para estas competições e aos Morcegos».

Fábio Durão ainda sonha representar uma «equipa grande de atletismo», mas acredita que com a sua idade, 33 anos, «já será difícil». «Se tivesse começado jovem, em vez de ter ido para o futsal, acho que tinha tido uma carreira de sucesso no atletismo. Porto de Mós devia ter, não tinha na minha altura e não tem agora, mais aposta no atletismo para os jovens. Na minha altura só havia futsal e foi por isso que fui para o futsal», reflete.

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