Há cerca de um ano e meio, João Ferreira trocou Porto de Mós, a sua vila natal, por Portalegre, a cidade onde escolheu estudar Jornalismo e Comunicação. Apesar de ter chegado a ponderar prosseguir estudos em Leiria, onde havia o mesmo curso, a influência de um amigo levou a que se inscrevesse no Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), onde hoje é presidente da Associação Académica. «A minha vida académica obrigou-me a abrir portas a outros sítios e foi a esta fantástica terra no Alto Alentejo que vim parar. O feedback que obtive, tanto da cidade como das pessoas e, principalmente, do Politécnico foi bastante positivo. Isso foi preponderante na minha tomada de decisão e fez com que avançasse para Portalegre, onde estou bastante feliz», confessa.

Embora esteja a quase 200 quilómetros de casa, seja um “aluno deslocado” e ainda só esteja no segundo ano da licenciatura, João Ferreira, de 22 anos, foi a pessoa escolhida para liderar a Associação Académica do IPP, segundo ditaram os resultados das eleições do passado dia 30 de novembro. «Ainda sou prematuro na cidade mas não é isso que faz com que a minha vontade de inovar e de levar Portalegre para a frente seja inferior», esclarece.

«Um ano repleto de trabalho e com muitos desafios», é desta forma que o portomosense antecipa o que será o ano de mandato que tem pela frente. Para já, são vários os projetos em cima da mesa e que pretende colocar em prática mas há um que dada a urgência se torna prioritário: Melhorar a situação económica [da Associação]. «É uma situação um pouco debilitada. Tivemos problemas no passado que esta direção pretende resolver, ou pelo menos ajudar a melhorar, como as direções passadas já fizeram e é um processo já de há longos anos, à qual também não vamos fugir à regra», afirma. Por outro lado, admite, a aposta no desporto é outro dos objetivos por ser «algo importante na vida académica».

Como presidente da Associação Académica do IPP, João Ferreira garante que quer dar continuidade a alguns dos projetos que têm sido implementados nos últimos anos, como é o caso do Olival Solidário, um projeto de cariz social, em que todos os anos «alunos e comunidade académica juntam-se na temporada da apanha da azeitona para fazerem a recolha». O azeite que for produzido é, depois, entregue a instituições de caridade.

Ciente daquela que é uma realidade cada vez mais preocupante em Portugal, sobretudo no interior, o portomosense quer, ainda, de alguma forma combater o «abandono e a solidão» dos mais idosos, dando-lhes apoio: «Sendo nós jovens e tendo mais tempo livre e consciência disso achamos que temos de intervir para que isso não seja um reflexo e para que um dia também não nos aconteça a nós», sublinha.