Prioridades…

by | 4 Mai 2021

Porto de Mós comemorou mais uma aniversário do 25 de Abril e, de uma forma geral, fê-lo com a dignidade que se impunha. Os órgãos autárquicos locais acordaram bastante tarde para a importância de assinalar tão importante data. Não temos, assim, grande tradição a este nível, mas se compararmos o que é feito por cá com aquilo que é levado a cabo na maioria dos concelhos, não saímos propriamente mal na fotografia.

Festejar Abril tardou a chegar à agenda municipal, mas desde que há vários anos se despertou para o interesse e a justeza de assinalar esse momento histórico, as comemorações têm sido de elevada qualidade. Este ano não foi exceção, no entanto, e mais uma vez, o hastear da bandeira, pelo reduzido número de autarcas que juntou e pelas características que assumiu, foi o momento mais pobre das comemorações que desta vez foram divididas por dois dias.

Faltou gente ao momento, a começar pelos autarcas. O cenário já não é novo, mas este ano, numa praça vazia, tornou-se mais notório. Onze representantes do poder local, num momento de tão grande simbolismo, é manifestamente pouco. A presidente da Assembleia (e na reta final outro elemento da Mesa), os sete elementos do executivo camarário, um presidente de Junta e dois elementos da Assembleia é, para ser simpático, manifestamente pouco.

Desconheço se tão reduzido número de participantes foi exigência da organização por força da pandemia, afazeres inadiáveis para muitos ou puro desinteresse de quem foi eleito (e recebe uma pequena retribuição) para representar os portomosenses em todos os momentos de relevo para o concelho. Independentemente dos motivos, continuo a achar que tão grande número de ausentes é indesculpável. Se queremos munícipes mais intervenientes na vida autárquica, o exemplo tem de vir de cima e nem a pandemia o justificará, já que a praça é suficientemente grande para albergar a todos em segurança e com o devido distanciamento social.

Para minha surpresa, também não houve a habitual presença de bombeiros e GNR. Presumo que não tenham sido convidados, mas que davam uma outra solenidade ao momento, davam. Ficaram também a faltar umas palavras de circunstância por parte de quem organizou, por poucas que fossem.

Que para o ano seja melhor e, eventualmente, com todos os momentos a decorrerem ao longo da manhã ou da tarde, como é habitual um pouco por todo o lado. Assim, acabam-se as desculpas e deixa de haver o que parece ser, para alguns, atividades ou momentos de “primeira”, e, para outros, outros de “segunda”. Como se honrar um dos símbolos pátrios não fosse de primeiríssima importância…