Um ano depois da assinatura do protocolo, firmado entre o Município de Porto de Mós e a Altice Portugal, que previa que até ao final deste ano 93% da população do concelho iria ficar servida com rede de fibra ótica, o tema voltou a ser levado à última reunião de Câmara pública pelo vereador da oposição, Rui Marto, que questionou o presidente da Câmara, Jorge Vala, sobre a evolução do processo e deixou algumas farpas sobre o facto de não lhe terem sido facultadas informações sobre essa matéria. «Já solicitei, seguramente, há mais de três meses dados sobre a evolução da implantação da fibra no concelho de Porto de Mós. Fez agora um ano desde a assinatura do contrato e parece-me que é uma boa altura para esses dados serem fornecidos a quem os pediu mas, pelos vistos, há quem entenda o contrário», considerou. Em resposta, Jorge Vala defendeu-se, justificando que o não fornecimento desses dados se deveu à própria empresa: «A Altice não me responde por escrito. Eu não posso dar por escrito uma coisa que tenho por telefone e eu já disse isso ao senhor vereador». «O que me disseram da Altice é que o contrato é para cumprir até ao final do ano. O protocolo diz que 93% da população vai ficar servida no concelho, assim sendo, ficamos, de certeza absoluta, melhores do que estávamos antes do contrato», acrescentou.

O presidente da Câmara assegurou que a evolução da colocação de rede de fibra ótica no concelho «está a correr bem», que tem estado a monitorizar o processo com «alguma frequência», e que há, inclusive, freguesias onde as pessoas já dispõem desse serviço nas suas casas. «Eu sei que estão a ser feitos trabalhos em Arrimal, uma parte da freguesia de São Bento também já está servida, assim como uma parte da freguesia do Alqueidão da Serra. Eu calculo que não haverá alterações a este percurso», afirmou.

Jorge Vala lembrou ainda que se não fosse feita a antecipação do protocolo (assinado a 15 de julho de 2020), o planeamento da Altice para investimentos no concelho de Porto de Mós apenas estava previsto começar em 2023 e terminar em 2025. Por outro lado, o autarca aproveitou para fazer uma “atualização” do protocolo que foi assinado com a Vodafone, pelo anterior executivo, e sobre o qual não quis deixar de tecer algumas críticas. «Continuamos exatamente como estávamos. Nem sequer respondem, não investem, não fazem rigorosamente nada. Foi um protocolo absolutamente nulo, esse sim, para a fotografia», considerou.