Várias críticas mas também alguns elogios foram ouvidos durante a sessão de Participação Pública do Projeto de Reabilitação e Valorização do Rio Lena aos Proprietários, que esta terça-feira teve lugar no auditório do Centro de Interpretação das Serras de Aire e Candeeiros, em Porto de Mós.
Nesta sessão apresentada pelo mentor do projeto, o engenheiro Pedro Teiga, e na qual também tomaram da palavra Emídio Barros (em representação da Agência Portuguesa do Ambiente) e o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, foram levantadas múltiplas questões por proprietários e agricultores de terrenos em vias de intervenção. Entre a plateia reuniram-se dezenas de proprietários, aos quais se juntaram especialistas ambientais, o empreiteiro do projeto e vários elementos do executivo municipal.
As dúvidas incidiram sobretudo nos métodos de intervenção em taludes e açudes do Lena, na manifesta preocupação com a preservação das espécies autóctones, na suposta falta de notificação dos proprietários sobre o início da intervenção ou questões relacionadas com necessidade da utilização da água do rio para rega de terrenos. Nenhum dos presentes ficou sem resposta e se numa primeira instância houve temáticas mais sensíveis que fizeram exaltar um pouco os ânimos, a verdade é que a sessão terminou com uma série de elogios e de boas expectativas para o resultado final desta que é, como recordou o líder autárquico, «apenas a primeira etapa para devolver o rio a Porto de Mós».
A sessão teve lugar durante o fecho desta edição, pelo que todos os detalhe serão abordados no número 1035 d’O Portomosense, nas bancas a 7 de novembro.
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