No passado dia 22 de maio realizou-se a 29.ª edição da prova de atletismo de montanha 17 Km Porto de Mós – Serra de Aire, organizada pela associação Porto de Mós a Correr em parceria com a Câmara Municipal. No total estiveram presentes 75 atletas, «número que atingiu as expetativas» da organização: «A prova correu muito bem, em termos de adesão tivemos o que era expectável. Após dois anos de interregno por causa da pandemia sabíamos que era difícil voltar a levantar a prova», salientou o presidente da associação, Hélder Costa. Na classificação geral masculina, a medalha de ouro foi para Ricardo Carreira da OCS Arrábida trail team, no segundo lugar do pódio ficou Francisco Reis do Atlético Clube São Mamede (ACS Mamede) e na terceira posição Tiago Tomás do GRF Benedita – Atletismo. No feminino, Bárbara Fernandes do Montanha Clube Trail Running/EFAPEL conquistou o primeiro lugar, a segunda posição pertenceu a Ana Conceição da Associação Recreativa Cultural e Desportiva de Mendiga e o terceiro lugar foi alcançado por Ana Filipa do ACS Mamede. Já na classificação por equipas, o melhor tempo foi do AC São Mamede, na segunda posição ficou o GRF Benedita – Atletismo e a fechar o pódio o clube Fátima Trail Team.

Quem ajudou ao sucesso da prova «foi São Pedro com tempo fresco e alguma chuva ligeira que proporcionou que os atletas pudessem usufruir melhor da prova», uma vez que não se atingiram as temperaturas «altas previstas no início da semana». O «feedback dos atletas foi muito bom», frisou Hélder Costa, que acredita que «grande parte dos que estiveram presentes este ano irão estar numa próxima edição e farão boa publicidade da prova».

Para quem nunca participou, o presidente define esta como «uma prova diferente» essencialmente por dois motivos: o grau de dificuldade e a beleza. «É quase toda a subir, normalmente uma prova de estrada será mais plana, mas esta é praticamente sempre a subir, quando não está a subir, desce para voltar a subir de imediato», explica. Este fator torna-a numa «prova com alguma dureza e exigência que requer um tipo de preparação diferente». «Aliando esta dureza à beleza do percurso, as pessoas têm aqui uma prova de montanha quase perfeita», acredita.

Estes 17 quilómetros passam pela vila de Porto de Mós «com as suas ruas em calçada», seguem para o «Livramento com as suas curvas», depois entram em Alcaria «onde se abre o horizonte para o chamado vale encantado por tantos habitantes». Depois de chegarem a Alcaria, «começam as maiores dificuldades»: «A primeira subida é demolidora de Alcaria até à Barrenta». Na Barrenta os atletas voltam a deparar-se «com uma paisagem muito bonita», onde, «se ainda conseguirem levantar os olhos do alcatrão, podem ver toda a zona de Mira de Aire e Minde, com o polje à distância». Segue-se Alvados, com «dificuldade extrema na subida até às grutas», a última deste percurso. «O atleta aí pode fazer os últimos 500 metros no topo da serra e tem uma paisagem fenomenal, assim que avista a meta tem todo o planalto de Santo António pela frente». Uma prova «muito difícil mas muito bela» e, se por um lado, o tempo facilitou a realização da prova, por outro, não permitiu vislumbrar tão bem a serra: «É por isso que acredito que os atletas regressem, para terem a hipótese de fazer o percurso com um horizonte mais alargado».

 

(Notícia atualizada)