Sabia que pode receber jovens, de outras nacionalidades, em sua casa, nos dias antes da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa (JMJ) 2023? Susete Cordeiro é responsável pela Comissão Organizadora Vicarial (COV) que vai coordenar a vinda dos jovens para a vigararia de Porto de Mós (que inclui Alcaria, Alqueidão da Serra, Alvados, Arrimal, Mendiga, Mira de Aire, Porto de Mós, São Bento, Serro Ventoso, Minde e Serra de Santo António) e esclarece as dúvidas das potenciais famílias de acolhimento.

«É pedido que acolham o mínimo de dois jovens, porque um sozinho pode não se sentir tão bem, depois, é pedido que tenham pelo menos dois metros quadrados porque os jovens trazem saco de cama, claro que se a família tiver uma cama ou um sofá disponível, melhor», começa por explicar. É «solicitado que acolham os jovens de 26 a 31 de julho [de 2023], nos dias antes do arranque da JMJ», que se realiza de 1 a 6 de agosto em Lisboa, e que lhes garantam condições «para cuidar da sua higiene». Estes são os mínimos requeridos, no entanto, se «as famílias puderem fornecer o pequeno-almoço é uma ajuda, mas não é obrigatório». Também sem obrigatoriedade, é a possibilidade de «ir levar e buscar» os jovens à paróquia, que será um ponto de encontro. Uma das questões que mais lhe tem sido colocada é se os jovens ficam em casa quando as famílias saem: «As pessoas podem ir trabalhar normalmente, porque quando saem de manhã, os jovens também saem para as atividades». Há apenas um dia, «neste caso o domingo (30 de julho), quando as famílias estão mais por casa» em que, se desejarem, podem passar o dia com os jovens, «mas fica ao critério da família».

Quem se quiser inscrever como família de acolhimento poderá fazê-lo online na página sdpjleiria.com/JMJ2023/ da Diocese de Leiria-Fátima, onde, além do formulário de inscrição, encontra todas as informações. Quem preferir pode também dirigir-se ao padre da paróquia respetiva, bem como à COV, neste caso representada por Susete Cordeiro.

«Apesar das inscrições ainda não terem aberto, a Diocese já recebeu a intenção de vinda por parte de mais de 11 mil jovens, mas só terá a possibilidade de acolher até 10 mil, o interesse tem que ver com a proximidade a Fátima», revelou Susete Cordeiro. E existirão famílias suficientes para os acolher, nomeadamente na vigararia de Porto de Mós? «Ainda não temos muitas inscrições, mas, como bons portugueses, deixamos tudo para a última hora e como só há pouco tempo acabou a pandemia, é agora que vamos arrancar em força para conseguirmos mais famílias», salienta. Porém, «atendendo às que já mostraram interesse e que ainda não se inscreveram», a responsável acredita que se chegará ao número mínimo de famílias, evitando a solução dos pavilhões «que não é tão interessante». «Para acolher 200, número esperado, por exemplo, para a Paróquia de Porto de Mós, são precisas no mínimo 100 famílias, mas sei do caso de uma que vai acolher quatro jovens, já diminui as famílias necessárias», explica. Juntando ao facto de as pessoas não gostarem «de ter “estranhos” em casa», a «língua é também um dos entraves»: «Hoje, com o Google Tradutor, a língua já não tem que ser uma barreira», sublinha.

As paróquias vão receber um valor, ainda indefinido, para o acolhimento de jovens para ajudar, entre outras despesas, com a alimentação, embora «não seja suficiente para tudo». «Ainda estamos a debater como faremos em relação às refeições, se fizermos nós, precisamos de alimentos e de voluntários suficientes e estamos a falar de três dias durante a semana em que as pessoas trabalham, também podemos contratar a comida já feita que por vezes fica mais barata», explica, deixando “no ar” o pedido de patrocínios. Os voluntários são também precisos para outras tarefas, como «o transporte dos jovens e o acompanhamento nas diversas atividades», nomeadamente no dia em que vão a Fátima.