Quinze dias depois da sua chegada há apenas uma família ucraniana no centro de acolhimento temporário instalado na Quinta da Mirinha, em Porto de Mós. Todas as outras já estão a residir com famílias de acolhimento portuguesas e ucranianas. A informação foi dada pelo presidente da Câmara na última reunião daquele órgão autárquico, que teve lugar no Juncal, no passado dia 7 de abril.

De acordo com o autarca, a família instalada na Quinta da Mirinha irá lá ficar apenas pelo tempo estritamente necessário já que «a empresa onde o casal vai trabalhar ainda está a fazer obras de adaptação da moradia onde vão viver».

Jorge Vala revelou que dos ucranianos que chegaram ao concelho no dia 30 de março «alguns não se querem fixar cá e estão apenas a aguardar que as coisas na Ucrânia melhorem para poderem regressar». Há, inclusive, quem já tenha saído para a Polónia. «Num primeiro momento vieram refugiados mas num segundo tiveram a oportunidade e regressaram para perto do seu país».

Dos que ficaram «há três pessoas (dois adultos e um menor) que estão em Alcaria. Um dos adultos já está a trabalhar e o outro vai começar no mesmo sítio. No Tojal estão quatro adultos e dois menores. São costureiras e já estão a trabalhar. Os menores, naturalmente, estão integrados nas escolas. O casal que está na quinta, vai para a Calvaria de Cima e iniciar o seu percurso profissional no concelho».

Recorde-se que dos cerca de 80 cidadãos ucranianos refugiados que chegaram ao concelho no âmbito de uma missão humanitária local, 18 foram colocados no centro de acolhimento temporário da Quinta da Mirinha, em Porto de Mós.

Foto | Isidro Bento