A Região de Leiria registou 270 incêndios rurais até 15 de outubro, que consumiram 68 hectares. Em todo o ano de 2025, tinham sido contabilizadas 180 ocorrências e 616 hectares de área ardida, segundo dados fornecidos à agência Lusa pelo Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil.
O comandante Sub-regional, Carlos Guerra, afirmou que, «embora tenha aumentado o número de ocorrências em 2026, a área ardida foi 89% da área ardida em 2025, o que reflete a eficácia do ataque inicial».
Segundo o responsável, o aumento dos incêndios foi impulsionado pelas ocorrências nos municípios mais atingidos pela depressão Kristin, «particularmente Leiria, Pombal, Marinha Grande, Porto de Mós e Batalha». Além dos efeitos da tempestade, Carlos Guerra apontou o comportamento humano e as condições meteorológicas como fatores determinantes para o surgimento destes incêndios. O comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil, Carlos Guerra, referiu ainda que a queda de árvores deixou mais material combustível no solo e obstruiu caminhos, dificultando a circulação de operacionais e veículos durante o combate aos incêndios.
Apesar dos trabalhos de desobstrução, a chegada do primeiro veículo aos incêndios demorou, em média, mais dois minutos do que em 2025, sobretudo entre fevereiro e junho. «Apesar destes aumentos de chegada ao teatro de operações, a eficácia do ataque inicial foi de 99%, o que significa que, dos 270 incêndios, apenas cinco não foram dominados nos primeiros 90 minutos», declarou Carlos Guerra à Lusa.
Para estes resultados terá contribuído o reforço da resposta inicial. Este ano, o comando aumentou «de três para seis os veículos no primeiro despacho», ajustando os meios enviados ao local e às condições meteorológicas.
O comandante destacou ainda a ausência de vítimas mortais e feridos graves, a monitorização das ocorrências, o posicionamento antecipado de meios nos locais de maior risco e o treino das equipas.



