A Câmara Municipal e o Ministério da Educação já assinaram o Acordo de Colaboração para remoção de materiais de construção com amianto nas escolas, nomeadamente na Escola Secundária de Porto de Mós e na Escola Básica Dr. Manuel de Oliveira Perpétua. O acordo foi assinado a 27 de julho, em São Pedro de Moel, e foi ratificado na última reunião camarária pública que decorreu no passado dia 6 de agosto. O presidente do Município, Jorge Vala, lembrou que a comparticipação é de 100%, «independentemente do valor». «Estamos a elaborar o caderno de encargos, vamos fazer a candidatura entretanto, para avançarmos com a obra e tentarmos que seja executada nas férias de Natal», adiantou o autarca.

Durante a reunião, o vereador Rui Marto (PS) questionou a possibilidade de a remoção de amianto não ser apenas relativa à cobertura dos edifícios, mas englobar uma «avaliação a uma série de outros materiais que compõem a escola» já que «é fácil termos, em obras dos anos 80, pavimentos, mastiques, tetos falsos, telhas e os pilares das galerias todas deste país, construídos em fibrocimento». Rui Marto apelou a que «uma vez que se estão a desenvolver estes projetos», se vá «um pouco mais além» e «já que se está a mexer, mexe-se em tudo».

O presidente da Câmara informou que este acordo se refere apenas à cobertura e explicou que teve até que discutir a «possibilidade de aceitarem as caleiras»: «Não faz sentido termos uma cobertura que não casa com a atual drenagem de águas. Temos obrigatoriamente que substituir essas caleiras e por isso têm que ser contempladas. Vamos incluí-las porque são parte integrante do telhado», afirmou. Jorge Vala concorda que esta solução «é poucochinho para aquilo que é preciso», porém considera que é «melhor que nada».

«Precisamos de uma escola secundária requalificada, ampliada, para dar uma dignidade diferente aos alunos da Manuel de Oliveira Perpétua, que estão mal acomodados», porém, essa empreitada «terá que ser empurrada para o próximo quadro comunitário por aquilo que nos parece», afirmou. «As obras são muito mais do que fazer uma simples requalificação, o nosso objetivo, e dentro do espírito e da política do Ministério da Educação, é não andar com duas escolas e acomodar na Escola Secundária os alunos dos 2.º e 3.º ciclos e secundário, e descontinuar a Oliveira Perpétua», explicou o presidente. O que acontece depois ao edifício da antiga escola preparatória? Jorge Vala recordou que a escola é do Estado e que se este entender entregá-la ao Município, logo se pensará o destino a dar-lhe. «No entanto é património municipal, estamos a preparar também a possibilidade de a classificar como edifício de interesse municipal, de forma a garantir que, se eventualmente o Estado não a passar para o Município, não seja depois alienada para ser arquitetonicamente alterada», sublinhou.