A reposição das telecomunicações fixas nos territórios afetados pela tempestade Kristin continua «bastante atrasada», afirmou o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.
«Temos vários problemas nos diferentes operadores com a parte fixa e a situação mais complicada, aquela que sabíamos ir demorar mais, é a questão da fibra ótica», disse à agência Lusa, no final da conferência «Economia, Risco e Resiliência Depois da Tempestade Kristin», que teve lugar no passado dia 23. Segundo o responsável, os dados mais recentes apontam para um prazo de cinco a seis meses para a reposição da fibra.
Paulo Fernandes adiantou que estão a ser criados «modelos muito cirúrgicos» para entidades críticas, com o objetivo de mitigar impactos como o fecho de empresas que dependem da fibra para manter equipamentos a funcionar.
De acordo com o coordenador, o abastecimento de energia elétrica nos territórios atingidos está praticamente reposto «nos 100%», com exceção de casos pontuais e falhas associadas a avarias do sistema. As telecomunicações móveis, acrescentou, já estão totalmente repostas.
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