O público continua a ser escasso e às vezes inexistente nas reuniões de Câmara e o executivo quer mudar esta realidade. Em mais uma reunião descentralizada na freguesia de Arrimal e Mendiga, uma das medidas para aproximar a população à política, o público voltou a ser pouco e o presidente da Câmara, Jorge Vala, abordou a questão. «Ao longo dos últimos quatro anos fizemos algumas experiências com o objetivo de adaptar o horário das reuniões à possibilidade de termos participação do público e concluímos que não é fácil», frisa. Para contornar este facto, o executivo está «a preparar a melhor forma do presidente de Câmara, numa periodicidade de dois em dois ou de três em três meses, ir a cada uma das freguesias à noite, no dia aberto da junta para concretizar a ideia “a população à conversa com o presidente”», revelou o autarca. O objetivo é que a população coloque questões: «Felizmente a nossa via autárquica tem sido estarmos disponíveis para ouvir as pessoas, para receber opiniões e muitas vezes, dessas conversas, resultam boas ideias e também a resolução de pequenos problemas que na perspetiva da comunidade são problemas importantes».

Também o vereador da oposição, Rui Marto (PS), considera que é importante «mais um esforço da Câmara» para sensibilizar a população para a relevância da sua participação. «É uma pena que não se consiga ter mais público e não estou a imputar as culpas a ninguém mas reconheço que a Câmara tem conseguido “vender” muito bem muitas iniciativas e esta é uma daquelas que aparentemente ninguém quer “comprar”», sublinha. O vereador disse ainda que seria «muito bom que houvesse mais gente, principalmente anónima e não ligada às juntas de freguesia e assembleias». Em resposta, Jorge Vala, voltou a referir que tem sido feito um esforço e que continuará a ser feito. «Os presidentes de junta dizem-me muitas vezes que avisaram a população, até através das redes sociais e que inclusive é feito um aviso à comunidade na missa», explica o presidente. Ainda assim, a resposta da população mantém-se aquém do desejado: «Não podemos fazer grande coisa, mas, para nós, não há nada que seja melhor que estarmos próximos da população», conclui Jorge Vala.