A partir do próximo dia 26 de fevereiro, o balcão do Banco Santander situado na vila de Porto de Mós irá fechar portas, anunciou o presidente da Câmara, na última reunião camarária. O encerramento deste balcão faz parte de uma lista de 30 que o banco estima encerrar no primeiro trimestre de 2021, a que se juntam outros 60 encerrados durante o ano passado, segundo consta de uma carta enviada aos colaboradores no final de janeiro e a que a Agência Lusa teve acesso.

Depois de ter sido «confrontado» com um pedido de reunião online por parte daquela instituição bancária, Jorge Vala admite que a sua «preocupação imediata» não foi com o balcão de Porto de Mós mas sim com o de Mira de Aire, uma vez que é o único balcão existente nessa freguesia. «Seria mau para a população, seria certamente mau para o concelho de Porto de Mós, mas pior seria para a população com maiores dificuldades de mobilidade que se serve diariamente daquele balcão», sublinha. Apesar do receio inicial com esse balcão em particular, dada as suas características, o autarca revela: «O que me foi garantido é que o balcão de Mira de Aire não estava, nem esteve em cima da mesa para ser encerrado, tendo em conta esse facto, o de ser o único balcão na praça, mas também percebendo da sua importância social».

Com o encerramento do balcão do Banco Santander em Porto de Mós, os clientes que aí detenham as suas contas, como é o caso da Câmara Municipal de Porto de Mós, serão obrigados a transferi-las para outros balcões da periferia. «É um procedimento simples, quase automático. Eu sei como é que estas coisas correm porque, infelizmente, na minha outra vida ajudei a fechar muitos balcões», confessou o autarca [bancário de profissão]. Mesmo existindo um outro balcão do mesmo banco dentro do concelho, em Mira de Aire, Jorge Vala explica que «o automatismo será ir para a Batalha», contudo, essa é uma decisão que fica «à livre vontade das pessoas». No caso concreto da Câmara Municipal, adianta, a transferência de contas será feita «eventualmente» para Mira de Aire e não para o concelho vizinho. «O Município tem um princípio há muitos anos de que abre contas nos balcões da praça no concelho», justifica. O autarca confessou ainda o desejo de que, por causa deste encerramento em Porto de Mós, o balcão de Mira de Aire possa vir a «ganhar algum incremento de clientes».