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Saúde Oral até ao final do ano

10 Outubro 2019
Catarina Correia Martins

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Catarina Correia Martins

10 Out, 2019

Até ao final do ano, ficarão disponíveis, no Centro de Saúde de Porto de Mós, consultas de medicina dentária. A adesão do Município ao Programa Nacional de Saúde Oral foi aprovada por unanimidade na última reunião de Câmara. De acordo com o presidente da autarquia, Jorge Vala, as obras de adaptação do edifício «serão feitas pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC)» e o Município tem a responsabilidade de adquirir «a cadeira, o compressor e o raio-x intra-oral e RVG», num investimento de 24 800 euros, a que acresce o IVA.

O vereador da oposição, Rui Marto, eleito pelo PS, considerou que o presidente da Câmara estava «muito otimista» em relação à data prevista para o arranque desta nova consulta afirmando mesmo que «já houve uma série de protocolos e o que é certo é que há alguns que estão a custar a arrancar». Depois de pôr em causa que o processo estivesse concluído antes do final do ano, acrescentou que a sua «desconfiança» não é para com a Câmara, mas sim para com a ARSC, no entanto comprometeu-se a não «inviabilizar» a assinatura do protocolo.

Anabela Martins (PS) partilhou da vontade de não «inviabilizar o processo», no entanto considerou que é necessário «acautelar»: «Vamos avançar com mais de 24 mil euros numa situação possível, que ainda não está concretizada. Faria mais sentido dizer que, após o termo das obras ou quando estiver tudo definitivamente pronto, a Câmara tinha um prazo de 10 ou 15 dias para adquirir [o material]».

Jorge Vala demonstrou também a sua preocupação com o uso dos dinheiros públicos já que, de acordo com o protocolo, o material comprado pelo Município passa a pertencer à ARSC e caso, por algum motivo, o serviço deixe de funcionar em Porto de Mós, a Câmara não tem como recuperar o material ou o dinheiro investido no mesmo. O presidente salvaguardou, no entanto, que este é «no fundo, um protocolo de adesão» no qual não são possíveis alterações. No entanto, Jorge Vala adiantou que é necessário «correr algum risco porque também há-de haver do outro lado, alguém que assuma a responsabilidade de ter sido adquirida uma cadeira perante cerca de 25 mil habitantes, e ela ser posta em funcionamento», concluiu.

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