Foto: Jéssica Moás de Sá

Porto de Mós é «um bom exemplo» para o país daquilo que se pretende em termos de prevenção de incêndios florestais disse o secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, no final da sessão de apresentação da operação da GNR Floresta Segura 2009 que teve lugar no passado dia 14 no Centro de Meios Aéreos, instalado em Alcaria.

Além de marcar presença nesta sessão, o governante assistiu nessa mesma tarde, a uma ação de gestão de combustível através de fogo controlado promovida pela Câmara em parceria com o Instituto Nacional da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Escola Agrária de Coimbra e não poupou nos elogios.

«Prevenção, prevenção, prevenção» é, de acordo com José Artur Neves, o mote a seguir pelos municípios e a esse nível Porto de Mós está «no bom caminho» ao aproveitar o período não crítico para desenvolver ações de prevenção que envolvem todos os agentes de proteção civil.

«Neste caso, está a ser feito um trabalho de queimas e queimadas que a Câmara baseou, e bem, num plano de fogo controlado» até porque «o que se queimar agora servirá para criar faixas de descontinuidade que no caso da ocorrência de um incêndio no período de verão, dificultarão a propagação do fogo e irão facilitar o combate», referiu o responsável, acrescentando que «é importante o treino permanente das equipas operacionais para que depois no período crítico o combate esteja facilitado.

O secretário de Estado elogiou ainda «o curso de formação [na área do fogo controlado] que está a ser desenvolvido com a colaboração da Escola Agrária de Coimbra e que diz bem da importância que está a ser dada do ponto de vista do conhecimento e da colaboração científica das próprias universidades e politécnicos para que este trabalho se faça com o conhecimento técnico que é requerido». Artur Neves lembrou, ainda, a vasta experiência que o ICNF tem nesta área e enalteceu como «boa nova» a «interligação de todos os agentes, desde autoridades locais, presidentes de junta e de câmara, serviços florestais municipais e intermunicipais».

Para o membro do Governo é também importante integrar e dar conhecimento destas ações aos agricultores, pastores e criadores de gado «que habitualmente fazem queimadas para renovar os pastos, para que se evite que sejam eles próprios, sem o conhecimento devido, a fazer esse trabalho». Segundo o secretário de Estado, a legislação que determina a obrigatoriedade das pessoas comunicarem previamente, as queimadas que pretendem fazer, «está a ter um sucesso extraordinário, o que indicia bem a preocupação dos cidadãos com a propagação destes fogos» em consequência de queimadas que, por qualquer motivo, a determinada altura, ficam fora do controlo de quem as está a levar a cabo.

Em suma, diz José Artur Neves, «o facto de termos aqui professores do ensino superior a orientar esta formação diz bem da preocupação dos decisores públicos» com estas questões, e com o desenvolvimento de «uma cultura de segurança e do conhecimento».

Co-Autora: Jéssica Moás de Sá