No dia 23 de setembro, o primeiro-ministro, António Costa, fazia o anúncio que faltava: bares e discotecas podiam reabrir na semana seguinte, para satisfação de clientes mas, sobretudo, de proprietários que há mais de 18 meses aguardavam pelo momento em que iriam conseguir novamente faturar. A promessa concretizou-se e passados exatamente 563 dias, as pistas de dança dos bares, discotecas e danceterias de todo o país voltaram a abrir no passado dia 1 de outubro. Sem limite de lotação, nem de horários, a entrada nestes espaços de diversão noturna passa a ser feita mediante a apresentação do certificado digital COVID numa das seguintes modalidades: de vacinação (com a vacinação completa há mais de 14 dias), de recuperação (num período entre 11 a 180 dias após o registo da infeção) ou de testagem (os testes PCR têm uma validade de 72 horas, ao passo que nos testes rápidos a validade é encurtada para 48 horas).

“As pessoas estavam desejosas de dançar”

A notícia de que podiam, finalmente, voltar a reabrir portas foi recebida com grande entusiasmo pelo staff da danceteria Dom Pirata, em Porto de Mós. O dia 1 de outubro ou “Dia da Libertação”, como chegou a ser apelidado, foi sinónimo de festa e José Carlos, o proprietário, não quis que a data passasse indiferente. Para celebrar, e à semelhança do que havia feito noutras ocasiões, decidiu comprar um porco no espeto para oferecer a todos os seus clientes, muitos deles presença assídua na danceteria ao longo dos seus quase 16 anos de existência. As perspetivas eram boas mas, ainda assim, a adesão superou todas as expetativas: «Tivemos à volta de 400 pessoas, não esperávamos ter tanta gente», admite.

O dia 1 foi apenas o primeiro de cinco dias de festa na dancetaria Dom Pirata, que se prolongou até dia 6 de outubro (devido ao feriado nacional), permitindo que, quem quisesse, tivesse mais dias para poder ir matar as saudades da animação noturna. José Carlos presenciou in loco o regresso das pessoas à pista de dança e, em alguns casos, pôde testemunhar o reencontro de quem já não se via há dezenas de meses. «Nós sentimos a alegria das pessoas a agruparem-se e a juntarem-se. Fossem de Rio Maior, Coimbra ou Figueira da Foz conviviam todos os dias umas com as outras. As pessoas estavam desejosas de dançar. Estavam fartas de estar em casa, fechadas…».

(Leia a notícia completa na edição em papel d’O Portomosense do dia 14 de outubro de 2021)