Não é novidade para ninguém que é um sonho, da população e de todos quantos fazem e já fizeram parte do Centro de Apoio Social Serra D’Aire e Candeeiros (CASSAC), a construção da nova sede, com todas as condições para prestar um apoio mais qualificado à comunidade. Este é um projeto e um processo que se arrasta há algum tempo, com avanços e recuos motivados pelos processos legais e também pela questão financeira.

Na última reunião do executivo, o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, anunciou que o CASSAC está prestes a lançar uma candidatura ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) da Segurança Social, para obter fundos para a materialização desta obra, anúncio esse, confirmado, dias depois ao nosso jornal, pelo presidente daquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), João Cordeiro.

«Devido ao investimento que era, mandámos fazer um estudo económico e o resultado sugere que alteremos algumas coisas, nada de significativo. Brevemente teremos uma reunião na Segurança Social e já entregámos essas alterações na Câmara Municipal», conta o responsável. Ainda assim, refere João Cordeiro, prefere não adiantar muito mais, porque este tipo de processos sofrem, muitas vezes, «avanços e recuos» e não quer criar expetativas na população.

O presidente acredita que se esta candidatura for aceite, o CASSAC «tem todas as condições para que tudo corra bem, porque o peso da dívida é controlado», caso não se efetive é que as coisas se complicam. João Cordeiro diz que «agora» a ideia é avançar mesmo que o financiamento não chegue, no entanto isso vai ter consequências nos utentes: «Isto é um sonho para as pessoas, só que não será um sonho assim tão grande se não formos apoiados, porque a comparticipação dos utentes tem que ser muito mas elevada e vivemos numa região onde as pensões são muito reduzidas».
No entendimento do presidente, as IPSS foram criadas «para proteger os mais desprotegidos» e por isso faz todo o sentido que «os apoios estatais» cheguem, até porque os utentes que têm «meios financeiros podem ir para onde lhes apetecer», o que não acontece com uma larga maioria desta comunidade. O ideal seria, caso tudo corra bem, «iniciar a obra no início do próximo ano», prevendo João Cordeiro que se arraste por, pelo menos, um ano e meio.

O CASSAC vai criar uma nova sede de raiz, por enquanto mantém-se no espaço cedido pela associação da Marinha da Mendiga e a servir a população através do apoio domiciliário. Na nova sede, o CASSAC terá também a valência de lar e de centro de dia.