O Codaçal, pequena aldeia da freguesia de Serro Ventoso com, apenas, meia dúzia de habitantes, transformou-se por estes dias, especialmente no último fim de semana, na mais movimentada e animada povoação do concelho. Numa situação normal, a terra vive uma relativa pacatez. Há o vai-vem de viaturas e de pessoas de e para as pedreiras ali existentes mas, fora isso, quase não se vê vivalma. No entanto, de 19 a 29 de agosto, a realidade do Codaçal foi, a esse nível, tudo menos normal dado o corrupio de gente que rumou à aldeia para observar as obras de arte pública já expostas ou ainda em elaboração no âmbito do Stone Art, um festival de arte pública.

A iniciativa, de facto, juntou muitos visitantes e revelou-se um sucesso não só pela presença de numeroso público mas também a nível artístico levando a esta pequena aldeia e a três pedreiras ali instaladas, a arte pública nas dimensões de pintura mural, escultura e graffiti. A dar corpo a este projeto estiveram 20 artistas, três deles estrangeiros (dois de Espanha e um de Itália). Assim, quem se deslocou ou venha ainda a deslocar-se ao Codaçal pôde e poderá apreciar trabalhos de Asur, Jorge Charrua, LS, Werens, 2 Carry On (pintura mural), Alessandro Canu, Basílio [jovem artista residente no concelho] Noemi Palacios, Nuno Bettencourt e Sandra Borges (escultura), e Acer, Ayer, Eko, Dish, Johnny Double C, Kayro 197, Mike Stone, Observ, Trauma e Trip (graffiti). O festival culminou com um jantar de gala e um concerto com a fadista Fábia Rebordão.

(Leia a notícia completa na edição em papel d’O Portomosense do dia 2 de setembro de 2021)