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	<title>Alunos | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
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	<title>Alunos | Jornal O Portomosense</title>
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		<title>Mérito e sustentabilidade marcam cerimónia do Rotary Club onde são reconhecidos melhores alunos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fábio Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 08:04:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi ao soar do sino – na Central das Artes – que se deu início à cerimónia de reconhecimento dos melhores alunos e companheiros das escolas do concelho, pelo Rotary Club de Porto de Mós, que atribuiu prémios aos estudantes que se destacaram, graças ao seu mérito escolar, ou que foram escolhidos pelos seus colegas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi ao soar do sino – na Central das Artes – que se deu início à cerimónia de reconhecimento dos melhores alunos e companheiros das escolas do concelho, pelo Rotary Club de Porto de Mós, que atribuiu prémios aos estudantes que se destacaram, graças ao seu mérito escolar, ou que foram escolhidos pelos seus colegas como os melhores companheiros.<span class="Apple-converted-space">  </span>Antes de se proceder à atribuição dos galardões aos alunos, seguiram-se vários discursos, sendo o primeiro o da vereadora da Câmara Municipal de Porto de Mós, Telma Cruz, que, com «honra e privilégio» fez parte da cerimónia onde se celebrou «o mérito, a dedicação, e os valores que fazem a diferença na vida académica e pessoal» dos jovens do concelho. «O percurso académico reflete a capacidade de enfrentar desafios, de aprender com perseverança e superar as expectativas, mas mais do que as notas ou os prémios, representa a formação de cidadãos conscientes, preparados para contribuir ativamente com a sociedade», disse a vereadora, a respeito dos prémios que foram atribuídos aos estudantes. <span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Depois foi a vez da intervenção da presidente do Rotary Club de Porto de Mós, Paula Santos, que centrou o seu discurso na «magia do Rotary» e na importância de «transformar a realidade através do serviço, da dedicação e do compromisso».<span class="Apple-converted-space">  </span>«Se todos nós, todos os dias, cuidarmos daqueles que se cruzam connosco, se nos colocarmos no lugar do outro, se formos empáticos e gentis, e se todos os dias fizermos algo de bom pelo outro, nem que seja apenas fazê-lo sorrir, já estamos a fazer magia», disse a responsável, deixando o desafio para aqueles que são o «futuro».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Outro membro da associação, Bruno Campos, sucedeu-se à presidente do Rotary Club para falar, não de mérito, nem do seu percurso escolar, mas para apelar para a temática da sustentabilidade e apresentar alguns dados, uma vez que essa é uma das suas áreas de atuação profissional. O portomosense, que estudou no Instituto Educativo do Juncal (IEJ), é um dos fundadores da empresa Tailoredtile, que criou uma «reinterpretação do azulejo tradicional» utilizando plástico reciclado. No final da sua apresentação, Bruno Campos apelou aos alunos presentes para que «não se desliguem» da temática da sustentabilidade, que continuem a investigar, a ler e a partilhar o que aprendem, uma vez que deve haver «esta interligação e partilha com a comunidade».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><b>Elogios entre a entrega dos prémios<span class="Apple-converted-space"> </span></b></p>
<p>Findadas as intervenções foi a vez de os alunos, os protagonistas desta cerimónia, serem premiados. Os estudantes do IEJ foram os primeiros. A diretora pedagógica do estabelecimento escolar, Tânia Galeão, chamou Tiago Tomás Nascimento que foi o <i>Melhor Aluno</i>. O jovem finalizou o curso de informática com 17,9 valores, o que de acordo com a responsável do IEJ, «reflete não apenas a inteligência como aluno, mas também a dedicação, disciplina e perseverança».<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A escolhida, pelos seus colegas, para <i>Melhor Companheira</i>, foi Isa Pires Ferreira que esteve ausente e acabou por ser representada pelo pai. Tânia Galeão reconheceu que a jovem «para além de ser estudiosa» e de participar em tudo o que lhe é pedido, é também uma «excelente atleta», sendo campeã nacional de marcha. Aliás, à hora da cerimónia, estava a deslocar-se para o Algarve para realizar uma prova.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Seguiu-se o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós (que inclui a Escola Secundária de Porto de Mós e a Escola Secundária de Mira de Aire). Para apresentar os galardões foi chamado o diretor, Pedro Gil Vala. A <i>Melhor Aluna</i> do ensino secundário regular foi a «metódica, trabalhadora e participativa» Sónia Sousa Paulo que, dada a sua ausência, foi representada pela sua mãe. Nathan Franco, representado pelo avô, recebeu o prémio de <i>Melhor Aluno</i> do ensino secundário profissional, destacando-se a sua «postura correta», a sua calma e respeito. A <i>Melhor Companheira</i> da Escola Secundária de Porto de Mós foi Rute Santos Alves, que com um «sorriso contagiante e uma serenidade inspiradora» foi eleita pelos colegas. Lara Coutinho Carreira foi a mais votada na Escola Secundária de Mira de Aire como <i>Melhor Companheira</i>, destacando-se o seu «sentido de responsabilidade, maturidade e proatividade».<span class="Apple-converted-space">  </span>Foi ainda entregue um diploma de reconhecimento a uma bolseira do Rotary Club, Maria dos Santos Silva.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><b>Foto | Fábio Sousa</b></p>
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		<title>Mais de nove milhões de euros para a requalificação e ampliação da Secundária de Porto de Mós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jun 2024 13:50:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Ampliação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Secundária de Porto de Mós]]></category>
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		<category><![CDATA[Projeto]]></category>
		<category><![CDATA[Requalificação]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi recentemente aprovado o financiamento para o projeto de requalificação e ampliação da Escola Secundária de Porto de Mós, no valor de mais de 9 milhões e 300 mil euros (9 308 299,57 euros), por parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), divulgou, em nota de imprensa, a Câmara Municipal de Porto de Mós, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi recentemente aprovado o financiamento para o projeto de requalificação e ampliação da Escola Secundária de Porto de Mós, no valor de mais de 9 milhões e 300 mil euros (9 308 299,57 euros), por parte do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), divulgou, em nota de imprensa, a Câmara Municipal de Porto de Mós, acrescentando que este financiamento «corresponde à totalidade dos custos elegíveis do investimento».</p>
<p>O projeto «prevê a requalificação dos atuais pavilhões e a construção de novas infraestruturas que dotarão a Escola Secundária de Porto de Mós das condições adequadas para responder às modernas exigências técnicas e pedagógicas».</p>
<p>A previsão é que as obras de requalificação e ampliação da Secundária de Porto de Mós estejam concluídas «em junho de 2026». Após a conclusão das obras, os alunos da EB2 Dr. Manuel Oliveira Perpétua, na Corredoura, serão transferidos para as instalações da Secundária, juntando-se, assim, aos alunos do 3.º ciclo, secundário e técnico-profissional.</p>
<p>Neste momento, a Secundária de Porto de Mós «conta com 857 alunos», um número que se prevê que chegue aos «1288» com «a integração de 227 alunos» da EB2 Dr. Manuel Oliveira Perpétua.</p>
<p>O Município explica que esta obra foi aprovada no âmbito do Next Generation EU, «um instrumento extraordinário e temporário de recuperação elaborado pelo Conselho Europeu para mitigação dos graves impactos da pandemia nas economias europeias». Em termos de contexto, a autarquia refere ainda que este projeto se enquadra no PRR e insere-se na medida de Investimento, no âmbito de “Escolas novas ou renovadas”, que por sua vez está inserida na Componente 6 “Qualificações e Competências” do PRR.</p>
<p>O principal objetivo, esclarece ainda, é «a modernização e requalificação dos estabelecimentos públicos de ensino dos 2.º e 3.º ciclos e do secundário».</p>
<p>«A aquisição de competências no domínio da transição digital» está prevista nesta medida que entende que as «infraestruturas escolares sejam equipadas com meios digitais».</p>
<p>O Município revela também que o investimento total aprovado no âmbito deste projeto foi de 9 527 606,87 euros, sem IVA, valor que considera «bastante significativo» mas que justifica com o «elevado nível de degradação das instalações da Escola, pela necessidade de ampliação da mesma no âmbito da integração do 2.º ciclo do Ensino Básico e pelas próprias dimensões das áreas dos edifícios da escola».</p>
<p>Na mesma nota de imprensa, a Câmara Municipal esclarece que o valor acima mencionado foi estimado de «acordo com o valor adjudicado dos estudos realizados, nomeadamente, Estudo Prévio, Estudo Geotécnico e Geológico, Projeto de Execução, Revisão do Projeto de Execução, Fiscalização, Empreitada, Aquisição de Mobiliário e Equipamento Escolar e Despesas de Promoção e Divulgação».</p>
<p><strong>Foto | Luís Vieira Cruz</strong></p>
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		<title>Semana da Juventude de Porto de Mós destaca futuro dos jovens</title>
		<link>https://oportomosense.com/semana-da-juventude-destaca-futuro-dos-jovens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 11:41:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[semana da juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Semana da Juventude de Porto de Mós]]></category>
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					<description><![CDATA[De 6 a 10 de maio, o Parque Almirante Vítor Trigueiros Crespo recebeu a Semana da Juventude, certame que permitiu a vários estudantes o contacto com múltiplos workshops focados na orientação vocacional, sessões de esclarecimento, palestras, exposições, entre outras atividades. O primeiro dia teve como público-alvo os alunos do 9.º ano de escolaridade e centrou-se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De 6 a 10 de maio, o Parque Almirante Vítor Trigueiros Crespo recebeu a Semana da Juventude, certame que permitiu a vários estudantes o contacto com múltiplos <em>workshops</em> focados na orientação vocacional, sessões de esclarecimento, palestras, exposições, entre outras atividades.</p>
<p>O primeiro dia teve como público-alvo os alunos do 9.º ano de escolaridade e centrou-se na temática <em>FuturMós; 9.º ano e agora? Regular ou profissional?</em>. O Município convidou o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós e o Instituto Educativo do Juncal a divulgar a sua oferta educativa para o ensino secundário no próximo ano letivo.</p>
<p>Segundo a vereadora com o pelouro da Educação, Telma Cruz, «os alunos tiveram a oportunidade de visitar os<em> stands</em> com a divulgação de cada um dos cursos cientifico-humanísticos e profissionais das escolas do concelho (…) e a oportunidade de esclarecerem as suas dúvidas nos <em>stands</em> dos Serviços de Psicologia e Orientação».</p>
<p>No dia 7 de maio, o foco foi para os alunos do 12.º ano do ensino regular e profissional. No <em>FuturMós; Estou no secundário. O que preciso de saber?</em>, os jovens assistiram a <em>workshops</em> sobre o ingresso no ensino superior e no mercado de trabalho. Nesse sentido, estiveram presentes universidades, institutos politécnicos, GNR, PSP, Exército e IEFP.</p>
<p>Neste dia foi também apresentado o TESP em Gestão e Tecnologias Avançadas em Recursos Minerais «que pela primeira vez será ministrado em Porto de Mós, numa parceria com o Politécnico de Leiria e as empresas da região». Segundo a autarca, «após apresentação do TESP, foi entregue um documento aos alunos no sentido de fazer o levantamento dos potenciais interessados, apurando alguns alunos já interessados em frequentar o curso».</p>
<p><strong>&#8220;Os jogos e a realidade virtual poderão ser usados como ferramenta educativa&#8221;</strong></p>
<p>O dia 8 de maio foi um <em>Game Day</em>, reservado exclusivamente a jogos, contando com a presença dos alunos do 8.º, 10.º e 11.º. «Os jogos e a realidade virtual poderão ser usados como uma ferramenta educativa e oferecem um conjunto de benefícios que vão desde o desenvolvimento cognitivo, organização do pensamento até às competências sociais (…) No entanto é importante que esses recursos sejam usados de uma forma equilibrada e supervisionada», refere Telma Cruz.</p>
<p><em>O Poder da Inteligência Artificial (IA) na Liberdade</em> foi o mote do dia 9 de maio, direcionado para os alunos do 10.º e 11.º ano. Para orador, o Município convidou o professor Ernesto Costa, da Universidade de Coimbra, fundador e responsável pela área de IA na universidade durante vários anos. «A Inteligência Artificial já faz parte das nossas vidas e em particular da dos jovens. Neste sentido considerámos importante dar a conhecer os seus primórdios, quais as potencialidades e quais os riscos», sublinha a vereadora.</p>
<p>No último dia do certame, da parte da manhã, aconteceu a <em>Final Municipal do Empreendedorismo nas Escolas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL)</em>, um «concurso de ideias onde foram apurados os alunos que irão representar o concelho na Final Intermunicipal». «Estiveram a concurso seis ideias de negócio apresentadas pelos alunos do 3.º ciclo e oito pelos alunos do ensino secundário», informa a responsável.</p>
<p>De tarde, celebrou-se a Festa da Juventude em parceria com a associação juvenil MataJovem, um espaço de diversão e de convívio e à noite decorreu a atuação dos Smells like 90’s e a atuação do Dj Hot Crazy Boy.</p>
<p>Para Telma Cruz, o balanço do evento é «muito positivo, dada a abrangência das atividades das temáticas e o seu impacto no futuro dos jovens».</p>
<p><strong>Semana da Educação acontece no mês de junho</strong></p>
<p>No próximo mês vai realizar-se a Semana da Educação, de 4 a 6 de junho, com o tema <em>Sentir Porto de Mós</em>. As atividades vão decorrer no Parque Verde, no Castelo, na Biblioteca Municipal, nos Bombeiros Voluntários, na Junta de Freguesia, no FabLab, na Central das Artes, no CIAN e ao longo da vila. Segundo Telma Cruz, a Semana da Educação vai fechar no Parque Verde com o projeto <em>Crianças ao Palco</em> no dia 7 de junho.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>IPL integra projeto de apoio a atletas de alto rendimento</title>
		<link>https://oportomosense.com/ipl-integra-projeto-de-apoio-a-atletas-de-alto-rendimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[O Portomosense]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 15:46:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[alto rendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Atletas]]></category>
		<category><![CDATA[IPL]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa reunião realizada no Instituto Politécnico de Leiria (IPL), o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, lançou o desafio para a instituição se tornar parceira de um projeto que quer promover o sucesso académico dos estudantes-atletas &#8211; Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE). Desafio aceite, disse o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa reunião realizada no Instituto Politécnico de Leiria (IPL), o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, lançou o desafio para a instituição se tornar parceira de um projeto que quer promover o sucesso académico dos estudantes-atletas &#8211; Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE). Desafio aceite, disse o IPL, e o politécnico vai mesmo fazer parte do lote restrito que tem, até agora, 25 escolas da rede pública e cerca de 1 300 alunos-atletas de 55 modalidades desportivas, em apenas oito anos (foi criado em 2016 no ensino básico e secundário).</p>
<p>O objetivo, de acordo com nota de imprensa, é «facilitar a conciliação entre a carreira desportiva e o desempenho académico dos estudantes-atletas de alto rendimento e de alta competição». Assente numa articulação entre as instituições de ensino superior e os diferentes intervenientes nos sistemas desportivos, tais como diretores, treinadores, interlocutores desportivos, médicos e psicólogos, o UAARESuperior assume como propósito «o desenvolvimento de mecanismos de apoio, formal e estrutural, de promoção da carreira dupla nas instituições de ensino superior, que permitam aos estudantes-atletas, matriculados num ciclo de estudos de ensino superior, a conciliação entre o sucesso desportivo e o sucesso académico».</p>
<p>O IPL assume assim a proposta tendo em conta que «a prática desportiva é um dos eixos fundamentais da sua estratégia , não só ao nível da formação, mas também da investigação e dos serviços relacionados com a atividade física». O presidente da instituição, Carlos Rabadão, crê mesmo que «no caso do desporto universitário, tem sido forte aposta e os resultados estão à vista, com centenas de estudantes-atletas a alcançarem todos os anos resultados extraordinários. Na reunião estiveram ainda presentes o coordenador nacional das UAARE, Victor Pardal, e o presidente da Federação Académica do Desporto Universitário e membro do Conselho de Acompanhamento do projeto, Ricardo Nora.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Professoras reconhecem mudança nos alunos e no ensino ao longo dos tempos</title>
		<link>https://oportomosense.com/professoras-reconhecem-mudanca-nos-alunos-e-no-ensino-ao-longo-dos-tempos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Santos Batista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 11:30:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Ano letivo]]></category>
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					<description><![CDATA[O que mudou ao nível do Ensino? Qual o papel do professor e do aluno hoje, comparativamente ao que era no século passado? Como são os alunos da atualidade? As respostas a estas perguntas foram díspares, mas as faixas etárias dos alunos que as professoras entrevistadas acompanham também divergem. Se por um lado a professora [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que mudou ao nível do Ensino? Qual o papel do professor e do aluno hoje, comparativamente ao que era no século passado? Como são os alunos da atualidade? As respostas a estas perguntas foram díspares, mas as faixas etárias dos alunos que as professoras entrevistadas acompanham também divergem. Se por um lado a professora do 1.º ciclo na Escola Básica de Serro Ventoso, com 37 anos de experiência, Delfina Rosário, considera que o aluno de hoje é mais ativo e participativo, e que mais facilmente comunica com o professor; por outro, a docente do 3.º ciclo no Instituto Educativo do Juncal (IEJ), com 26 anos dedicados ao Ensino, Paula Cordeiro, sente que o aluno está mais fechado e que a relação com o professor é menos próxima e carente de comunicação e de partilha. Ainda assim, apesar das opiniões diferenciadas, ambas reconhecem que existiu uma grande evolução no Ensino, essencialmente por conta das novas ferramentas digitais disponíveis, que permitem dinamizar as aulas de outra forma, tornando-as mais ricas.</p>
<p><strong>&#8220;Hoje o aluno tem um papel muito ativo na construção da sua aprendizagem&#8221;</strong></p>
<p>De 1986 até agora «as coisas mudaram muito a todos os níveis. Mudou o papel e a postura do professor e do aluno em sala de aula, mudaram as instalações, as metodologias e, portanto, as alterações têm sido muitas, para melhor», diz Delfina Rosário, que vê esta evolução de forma positiva embora reconheça que «o professor tenha deixado de ser a principal fonte de conhecimento», sendo aquilo a que chama de «facilitador da aprendizagem, de orientação e de apoio aos alunos, que passaram a ser o foco e o ponto de partida para a aquisição de conhecimento». O «tipo de Ensino alterou-se» e as prioridades agora são outras, aponta: «Apela-se muito ao desenvolvimento das competências, da criatividade, do pensamento crítico, da capacidade de comunicação e da colaboração». Ao contrário do que acontecia antes, quando existia um Ensino mais individual, atualmente estimula-se o trabalho em grupo, o que é vantajoso para as crianças, que «têm um papel muito mais interventivo», considera. A forma de trabalhar veio também alterar o comportamento dos mais novos e a dinâmica em sala de aula, que se tornou «muito mais participativa ao invés de silenciosa». A professora primária reconhece, no entanto, que este tipo de Ensino permite uma maior libertação do aluno e por vezes «um bocadinho mais de indisciplina», também «porque a educação é outra». A exigência e as regras continuam a existir em sala de aula, garante a professora, só que de outra forma. «Nós somos exigentes, mas um exigente carinhoso, com regras apreendidas por eles». Deste modo, a aprendizagem «consegue ser muito mais rica e estimulante», abandonando «o medo de falar», presente noutros tempos.</p>
<p>Presentemente, «as novas tecnologias» permitem que o professor tenha à sua disposição vários materiais, o que facilita o trabalho, motiva os alunos e prepara-os «para a integração na sociedade que cada vez é mais digital». Portanto, estas novas ferramentas motivam os alunos e «um aluno motivado aprende melhor», reforça a professora, acrescentando que «o Ensino veio beneficiar das novas ferramentas digitais, porque é mais dinâmico, divertido e interativo e as crianças apreciam isso».</p>
<p><strong>O aluno de hoje é &#8220;mais fechado, insatisfeito e difícil de cativar&#8221; </strong></p>
<p>Em 26 anos de experiência ao nível do Ensino, Paula Cordeiro, professora de Português e Espanhol no IEJ, consegue ver grandes diferenças, tendo em conta as experiências que fizeram parte do seu caminho enquanto docente. O comportamento dos alunos foi uma das mudanças apontadas pela professora que acompanha sobretudo turmas do 3.º ciclo. «Antes os alunos ficavam comigo na sala, à espera de uma conversa, de um “olá”, de um “como é que tu estás?”, “como é que as coisas vão lá em casa…?”. E, neste momento, eles saem e só querem é ir ao intervalo, para ver quais é que são as mensagens que estão no telemóvel ou quais é que são as notificações», conta a docente, lamentando o atual relacionamento entre professor e aluno, que é mais distante, comparando com aquele que tinha com antigos alunos, que ainda hoje mantêm contacto consigo.</p>
<p>Na visão de Paula Cordeiro, hoje é mais difícil de «cativar os alunos» e fazê-los perceber que existem vários momentos numa aula. Há espaço para «quizzes interativos, jogos no telemóvel e para visualização de vídeos», mas tem, igualmente, de existir uma parte teórica, que dificilmente consegue a sua atenção: «É preciso escrever e copiar apontamentos do quadro se for preciso, mas é muito difícil», reforça a docente. Se por um lado a internet veio ajudar a dinamizar as aulas, por outro veio minimizar a dedicação e o esforço dos jovens. «Tanto na aula como em casa, eles tinham que fazer apontamentos. Agora, vão à internet, copiam, imprimem uma página de um site qualquer e têm o apontamento feito». «Escrever e ler deixou de ser uma coisa natural», aponta a docente, considerando que «é uma luta inglória um livro competir com um telemóvel, não vale a pena, temos de arranjar outras estratégias», sublinha. «Ser professor hoje é mais exigente, mas eu continuo a acreditar muito no nosso sistema e na nossa educação», garante Paula Cordeiro, ciente do desafio que tem pela frente com os adolescentes de hoje, que «acham tudo uma seca».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Foto | DR</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Número de alunos nas escolas do concelho com aumento superior a 10% em dois anos</title>
		<link>https://oportomosense.com/numero-de-alunos-nas-escolas-do-concelho-com-aumento-superior-a-10-em-dois-anos-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 19:16:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
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					<description><![CDATA[O Município de Porto de Mós voltou a assinalar o início do ano letivo com uma manhã dedicada aos professores. A Receção ao Professor deste ano realizou-se no Cineteatro de Porto de Mós e contou com a presença de professores do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós e do Instituto Educativo do Juncal. Educação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Município de Porto de Mós voltou a assinalar o início do ano letivo com uma manhã dedicada aos professores. A Receção ao Professor deste ano realizou-se no Cineteatro de Porto de Mós e contou com a presença de professores do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós e do Instituto Educativo do Juncal. Educação Positiva e Inclusiva numa Escola para Todos foi a temática escolhida para este ano que foi abordada em dois momentos distintos. O professor Nuno Pinto Martins falou sobre Educar pela Positiva e António Lopes, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares do Centro, debruçou-se sobre o tema Escola inclusiva, uma escola para todos.</p>
<p>Antes de se iniciarem as palestras, a sessão de abertura contou com alguns discursos. A “abrir as hostes” esteve o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala. «Esta iniciativa de receção e boas-vindas aos docentes, embora recente, é uma marca deste executivo onde pretendemos incluir todos, porque todos são o pilar da educação dos nossos jovens», começou por referir. O autarca garantiu que a «Educação constitui» para o Município «um processo privilegiado de emancipação, de formação do carácter, da personalidade e da integração de cada cidadão, potenciado a construção de uma sociedade mais culta, mais desenvolvida, mais empreendedora, mais solidária e mais justa». Por isso, diz Jorge Vala, o Município tem feito um «esforço» em apoios diretos e indiretos às famílias para lhes garantir o acesso, entre outras coisas, à Educação. O autarca deu alguns exemplos como o «IMI Familiar, a devolução do IRS, o cartão de saúde, os transportes escolares gratuitos» ou a atribuição de bolsas aos jovens do concelho que ingressam no Ensino Superior.</p>
<p>«Em 2018 referi que, para nós, deixar de contar com um aluno cuja família reside no nosso concelho é perder um pouco do nosso futuro, nessa altura todos os anos perdíamos alunos», recorda. Agora, a realidade é outra: «Com a alteração de algumas regras e também com o contributo dos docentes, fomos invertendo esta tendência e é com orgulho e até alguma vaidade que vos digo que nos dois últimos anos temos ganhado futuro. Ganhar futuro é ter a frequentar as escolas do nosso concelho a quase totalidade das crianças e jovens que cá residem, um crescimento efetivo superior a 10% em dois anos».</p>
<p><strong>Os projetos em andamento</strong></p>
<p>Jorge Vala aproveitou o momento para recordar ou adiantar os projetos que estão em curso nesta área. «Neste momento já está lançado o concurso público internacional para a requalificação e ampliação da Escola Secundária de Porto de Mós, uma obra que irá proporcionar condições de excelência para toda a comunidade escolar e que visa integrar os alunos dos 2.º, 3.º ciclo e Secundário numa só escola», explicou. Está também neste momento a ser elaborado «um projeto para a construção de um espaço adjacente ao centro Escolar de Pedreiras», cuja intervenção o presidente conta que se inicie «ainda neste ano letivo». Está também mapeado «para apoio de fundos comunitários um novo centro escolar no Juncal». Em curso está ainda «o plano de intervenção das escolas do pré-escolar e 1.º ciclo, para garantir melhores condições» para fixar os alunos, onde, sublinha Jorge Vala, «as Juntas de Freguesia são um parceiro fundamental».</p>
<p>A concluir o seu discurso, o autarca falou sobre o tema do projeto educativo deste ano – Liberdade – que «não poderia vir mais a propósito, relembrando que em 2024 se assinalam 50 anos da Revolução de Abril». «Estamos num tempo em que importa trazer à discussão, de todos, os direitos e obrigações de cada um e sobretudo onde começa e acaba a Liberdade. É, aliás, esta Liberdade que nos permite estar aqui a falar abertamente da escola inclusiva, para todos, sem exceção».</p>
<p><strong>Que seja “um ano tranquilo”</strong></p>
<p>Para dar as boas-vindas aos professores esteve também presente o diretor do Centro de Formação da Rede de Cooperação e Aprendizagem, António Rodrigues, que já tem sido presença habitual. O responsável aproveitou para desejar aos professores presentes um «ano sereno», porque, diz, «já chega de anos disruptivos». António Rodrigues evidenciou ainda o importante papel da escola na «transformação dos indivíduos em cidadãos». Fazendo a alusão a um livro que leu, assume ter percebido nesse momento que «a Liberdade só é conseguida de houver disciplina»: «As pessoas normalmente não se apercebem disso porque fazem uma confusão entre obediência e disciplina, que são coisas completamente distintas. A obediência recorre de uma relação com o outro, é obedecer a alguém, a disciplina recorre da auto-regulação de nós próprios. E se alguma coisa nós podemos dar à Liberdade e à construção de sociedades democráticas é exatamente essa auto-regulação e o que as escolas fazem são processos de transformação dos indivíduos em cidadãos».</p>
<p><strong>Os diretores das escolas…</strong></p>
<p><strong>Pedro Gil Vala, Agrupamento de Escolas de Porto de Mós</strong></p>
<p>Gostaria de felicitar o Município por manter esta iniciativa bem viva, uma iniciativa que é um momento marcante da vida escolar do concelho, que assinala o início de cada ano letivo e que se encerra nesta missão tão nobre e tão central da nossa comunidade que é a Educação. Como foi bem assinalado pelo presidente do Município, o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós tem vindo a crescer, a crescer principalmente em números, a crescer em diversidade com alunos de 21 nacionalidades, e a crescer em complexidade e em problemáticas que exigem respostas e recursos. No ano letivo 2021/2022, estavam matriculados 2 301 alunos. Esse ano terminou com 2 485. No ano passado, também em setembro, estavam matriculados 2 523. Esse ano terminou com 2 703 alunos. Neste ano, em setembro, estamos muito perto destes números e estamos de facto perante um fenómeno com crescimento. Este fenómeno tem origem bem conhecida no elevado número de famílias estrangeiras que escolhem o nosso concelho para se estabelecerem. São boas notícias, mas também é uma grande responsabilidade para todos nós. Este é um dos nossos grandes desafios nos tempos vindouros. Precisamos de espírito de entreajuda, de espírito colaborativo, precisamos de convocar a nossa melhor versão. Às vezes, também precisamos de boa vontade, de “know how”, de capacitação, mas também de recursos.</p>
<p><strong>Tânia Galeão, Instituto Educativo do Juncal</strong></p>
<p>Nesta caminhada que agora iniciamos, quero enfatizar o tema desta sessão pela pertinência e pela importância de sermos cada vez mais uma escola com ambiente inclusivo e positivo, onde cada aluno encontra o seu lugar e pode desenvolver as suas diferentes capacidades. A inclusão é o alicerce da nossa missão educativa, não se trata apenas de garantir que todos têm acesso às oportunidades de aprendizagem, mas sim de criar um espaço onde cada jovem, cada criança, se sente valorizado e aceite tal como ele é. Devemos celebrar, de facto, a diversidade de talentos, de personalidades, de experiências, porque é aqui que está a riqueza da escola e do nosso trabalho. A nossa escola deve ser ainda um farol de positividade. Sabemos que a Educação não se limita apenas a transmitir conhecimentos, mas também a formar o caráter de cada um, os valores que promovemos, a empatia, a importância da empatia que demonstramos e a forma como enfrentamos os desafios influenciam diretamente o desenvolvimento dos nossos alunos. É nosso dever criar um ambiente de respeito, compreensão e apoio. Quando somos positivos e inspiradores, motivamos os nossos alunos, e eles vão motivar outros, e assim motivamos a sociedade.</p>
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			</item>
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		<title>O impacto das mudanças de ciclo em crianças e jovens</title>
		<link>https://oportomosense.com/o-impacto-das-mudancas-de-ciclo-em-criancas-e-jovens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Sep 2023 10:23:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro ciclo]]></category>
		<category><![CDATA[Professora]]></category>
		<category><![CDATA[Psicóloga]]></category>
		<category><![CDATA[Secundário]]></category>
		<category><![CDATA[Segundo Ciclo]]></category>
		<category><![CDATA[Terceiro Ciclo]]></category>
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					<description><![CDATA[Mudanças «são sempre momentos potencialmente causadores de ansiedade», sejam elas quais forem. As mudanças que as crianças e jovens atravessam quando transitam, por exemplo, da pré-escola para o ensino primário ou do 9.º ano para o secundário, impactam as suas vidas, e disso não tem dúvida a psicóloga clínica Carla Alves, que trabalha há algum [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mudanças «são sempre momentos potencialmente causadores de ansiedade», sejam elas quais forem. As mudanças que as crianças e jovens atravessam quando transitam, por exemplo, da pré-escola para o ensino primário ou do 9.º ano para o secundário, impactam as suas vidas, e disso não tem dúvida a psicóloga clínica Carla Alves, que trabalha há algum tempo em contexto escolar. «A mudança acarreta uma passagem para o desconhecido e o desconhecido, por si só, potencia ansiedade, dúvidas e portanto tem impacto no bem-estar e no dia-a-dia de quem vive essas mudanças», reforça.</p>
<p>Não é possível, defende a psicóloga, comparar qual das passagens de ciclo tem um impacto maior, porque cada uma acarreta desafios diferentes. «Na mudança da pré-escola para o primeiro ciclo, as crianças são pequeninas, não conhecem ainda a realidade escolar propriamente dita, conhecem uma realidade de pré-escola onde existe uma componente lúdica muito grande, que na entrada para o primeiro ano diminuiu bastante», começa por referir. «As crianças acabam por se ressentir, no primeiro ano há uma maior exigência em termos de concentração, em termos de realização das tarefas escolares, que não existe com a mesma obrigação e responsabilidade no pré-escolar», acrescenta.</p>
<p>Já na transição do quarto para o quinto ano, não se coloca a questão das crianças não saberem o que é o ambiente de escola, no entanto, colocam-se outras questões. «Transitam de um contexto de uma única professora, com poucas disciplinas, para um contexto com muitos professores e muitas disciplinas, muitas vezes mudam também de escola, e portanto são estas as adaptações a fazer», explica. Na mudança do sexto para o sétimo ano, a psicóloga acredita que o «impacto não é assim tão grande»: «Eventualmente uma mudança de escola física, mas em termos de ritmo escolar e hábitos escolares são semelhantes».</p>
<p>Do 9.º para o 10.º ano voltam a colocar-se algumas inquietações, sobretudo centradas numa palavra: escolhas. «Aqui os alunos já estão num patamar em que sabem que nos próximos três anos estão a preparar a sua entrada para a universidade, aqueles que seguem o ensino regular ou a entrada no mercado de trabalho, no caso dos cursos profissionais», refere. Portanto, nesta fase, «as adaptações têm muito a ver com isso, o dedicarem-se e aplicarem-se para conseguirem uma média compatível com o percurso universitário que querem seguir ou então a aquisição de conhecimentos técnicos para os trabalhos», frisa.</p>
<p><strong>Psicóloga recebe muitos alunos</strong></p>
<p>Chegam «muitos alunos, muitos mesmo», junto de Carla Alves: «Principalmente os do 9.º ano e 10.º ano demonstram muito estes receios», diz. No entanto, o que sobressai primeiro «não é propriamente a questão das mudanças de ciclo, são identificados nos jovens outro tipo de sintomas como ansiedade, dificuldade em dormir, dificuldade nas relações com os pares, sinais de carácter mais emocional, mas depois quando vamos trabalhar com os alunos percebemos que não é só isso que está em causa, a origem destas ansiedades pode ser, é uma das possibilidades, a mudança de ciclo».</p>
<p><strong>Professora há mais de vinte anos frisa que é importante “ouvir e dialogar” com alunos</strong></p>
<p>Sílvia Marques é professora, há mais de vinte anos, no Agrupamento de Escolas de Porto de Mós onde leciona a disciplina de Português ao 3.º ciclo e Secundário. Ninguém melhor do que quem “vive” perto dos alunos para lhes identificar as angústias. «As mudanças de ciclo, muitas vezes, fazem ecoar “medos”: mudam os espaços, mudam os professores, mudam as disciplinas, mudam as escalas de classificação, mudam muitas coisas mais&#8230;», começa por salientar. Mais obstáculos «terão de ser vencidos» pelos estudantes e por isso, na opinião de Sílvia Marques, para lhes poder «assegurar o sucesso escolar», bem como «o seu bem-estar», «terá de haver uma verdadeira política de inclusão». A professora considera «especialmente impactante a mudança do 2.º para o 3.º ciclo, pela multiplicação de disciplinas e de docentes, mas também pelo facto de esta coincidir, genericamente, com a assunção da adolescência, com implicações, por vezes, ao nível da relação com os pares e com as hierarquias».</p>
<p>Quais são as estratégias que utiliza em sala de aula? «Ao longo destes anos, tenho-me apercebido de que, às vezes, as estratégias mais impactantes são as mais simples», frisa Sílvia Marques. «Mais do que muitas teorias ou formações, que são muito importantes, na medida em que suscitam a reflexão e nos fornecem novas ferramentas, aquilo que faz realmente a diferença, estou em crer, é a disponibilidade para ver, ouvir e dialogar», acrescenta.</p>
<p>Apesar de poder «parecer simples», por vezes «é difícil conseguir tempo de qualidade com os alunos, devido aos múltiplos constrangimentos com os quais nos deparamos na escola de hoje». «Não há receitas: às vezes, uma conversa de poucos minutos entre blocos de aula, no intervalo, ou no bar da escola, impele à transformação; outras vezes, longas sessões não produzem esse efeito. É importante que os alunos saibam e sintam que podem contar com a Escola: o essencial é mesmo nunca esquecermos que cada aluno é uma pessoa e, felizmente, faço parte de um Agrupamento onde este princípio é valorizado», reforça.</p>
<p><strong>Estratégias para lidar com as mudanças</strong></p>
<p><strong>Do Pré-escolar para o primeiro ciclo: </strong>«Em todos é importante o acompanhamento dos pais, mas nestes pequeninos, então, ressalvo ainda mais. Ou seja, é importante que haja aqui uma preparação por parte também dos pais de irem falando sobre a entrada no primeiro ano, o que vai implicar, mas tudo de uma forma muito leve, não de uma forma que logo à partida estejam a transmitir ansiedade».</p>
<p><strong>Do 2.º para o 3. ciclo: </strong>«A preparação já é um pouquinho diferente porque, como disse anteriormente, as crianças já sabem a realidade escolar, portanto aqui a preparação será mais no sentido de sensibilizar ou conversar com as crianças sobre a alteração que vai haver em termos de passarem a ter muitos professores. Eles estão habituados a um só professor e portanto veem esse professor como um elemento de segurança. Agora vão ter vários professores, portanto, podem-se sentir um bocadinho perdidos».</p>
<p><strong>Do 3.º ciclo para o secundário: </strong>«É necessário, com alguma antecedência, os pais fazerem um acompanhamento no que diz respeito às escolhas que vão fazer nesta transição. Por vezes, há pais que tentam influenciar os miúdos nas escolhas e colocam demasiada pressão, os miúdos referem-me muito isso. Costumo dizer, tanto aos miúdos como aos pais, que se houver uma escolha acertada por parte dos jovens ótimo, mas também é preciso haver flexibilidade para perceber que pode acontecer que os jovens façam uma escolha que depois percebam que não foi a mais acertada. É importante que haja abertura por parte dos pais para os filhos poderem fazer uma reestruturação da escolha que fizeram, ainda que implique voltar a repetir o 10.º ano. Alguns pais veem isso com muito bons olhos, para outros é como se estivessem a reprovar ou a perder tempo. Tento transmitir que não é isso que está em causa, que muito pior será se o jovem seguir o caminho que não quer, isso terá impacto no futuro de variadíssimas formas».</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Câmara de Alcobaça lançou projeto para controlo de obesidade infantil nas crianças</title>
		<link>https://oportomosense.com/camara-de-alcobaca-lancou-projeto-para-controlo-de-obesidade-infantil-nas-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[O Portomosense]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jun 2023 14:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara de Alcobaça]]></category>
		<category><![CDATA[Estou na Linha]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de Massa Corporal (IMC)]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Rastreio]]></category>
		<category><![CDATA[Sedentarismo]]></category>
		<category><![CDATA[Unidade de Cuidados na Comunidade de Alcobaça Nazaré]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Alcobaça desenvolveu o projeto Estou na Linha, «um rastreio de obesidade infantil nas crianças no ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico das escolas do concelho». Este rastreio foi realizado «entre os meses de janeiro e abril, sendo os casos considerados de risco (percentil Índice de Massa Corporal [IMC] superior a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Alcobaça desenvolveu o projeto <em>Estou na Linha</em>, «um rastreio de obesidade infantil nas crianças no ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico das escolas do concelho». Este rastreio foi realizado «entre os meses de janeiro e abril, sendo os casos considerados de risco (percentil Índice de Massa Corporal [IMC] superior a 95) encaminhados para o respetivo médico de família», revelou a autarquia numa nota. O estudo «abrangeu 82% das crianças do jardim de infância e 85% dos inscritos no 1.º ciclo» e teve resultados gerais muito positivos: «A grande maioria das crianças do pré-escolar (78%) e do 1.º ciclo (74%) apresentam níveis normais de IMC».</p>
<p>«É muito importante ter a noção concreta da realidade local do concelho, tendo em conta que os recentes números apontam para os 30% de crianças com excesso de peso em Portugal», afirma o presidente da Câmara, Hermínio Rodrigues. O autarca salientou ainda que «vivemos num tempo em que a alimentação e sedentarismo contribuem seriamente para estilos de vida pouco saudáveis». «Cabe-nos, quer como responsáveis políticos, quer como pais, trabalhar para inverter esta tendência», defende. Os resultados conseguidos são, no entanto, «motivadores e refletem naturalmente todo o trabalho de promoção de alimentação saudável que a Câmara tem vindo a efetuar desde 2005», sublinha.</p>
<p>O <em>Estou na Linha</em> foi desenvolvido em «parceria com a Unidade de Cuidados na Comunidade de Alcobaça Nazaré (Equipa de Saúde Escolar) do ACES Oeste Norte». No jardim de infância, «da totalidade dos alunos rastreadas constatou-se que 4% apresenta o percentil peso abaixo do recomendado, 78% apresenta dentro dos valores recomendados, 13% apresenta excesso de peso e 5% apresenta obesidade». Desta faixa etária, 3,6% com percentil IMC superior a 95, foram encaminhadas para o médico de família. Já no 1.º ciclo, «constatou-se que 3% apresenta o percentil peso abaixo do recomendado, 74% apresenta dentro dos valores recomendados, 16% apresenta excesso de peso e 6% apresenta obesidade». Destas, 5,7% com percentil IMC superior a 95, foram também encaminhadas para o médico de família.</p>
<p><strong>Foto | DR</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Três alunos do AEPMOS na final dos Desafios Matemáticos 2023</title>
		<link>https://oportomosense.com/tres-alunos-do-aepmos-na-final-dos-desafios-matematicos-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[O Portomosense]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 May 2023 07:50:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Agrupamento de Escolas de Porto de Mós (AEPMOS)]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Desafios Matemáticos 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Superior de Educação e Ciências Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Politécnico de Leiria]]></category>
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					<description><![CDATA[Final realizou-se na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Três alunos do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós (AEPMOS) chegaram à final dos Desafios Matemáticos 2023, que se realizou no passado dia 18, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-23281" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2023/05/Alunos-AEPMOS_provas-matematica-SITE-1.jpg" alt="Alunos AEPMOS provas matematica SITE 1 | Jornal O Portomosense" width="1280" height="720"></p>
<p>Beatriz Batista (aluna do 4.º ano da Escola Básica n.º1 de Mira de Aire), Yurii Kononenko (do 2.º ciclo da Escola Básica e Secundária de Mira de Aire) e Duarte Ribeiro (EB2 Doutor Manuel de Oliveira Perpétua) foram os alunos de Porto de Mós que se destacaram entre 2600 inscritos e 110 finalistas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-23280" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2023/05/Aluno-AEPMOS_provas-matematica-SITE-1.jpg" alt="Aluno AEPMOS provas matematica SITE 1 | Jornal O Portomosense" width="1280" height="720"></p>
<p>Segundo uma nota do AEPMOS, os alunos consideraram «que a atividade correu bem».</p>
<p><strong>Fotos | DR</strong></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Semana da Juventude de Porto de Mós para “orientação vocacional”</title>
		<link>https://oportomosense.com/semana-da-juventude-de-porto-de-mos-para-orientacao-vocacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 May 2023 09:07:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[FuturMós]]></category>
		<category><![CDATA[FuturMós – Feira de Orientação Vocacional e Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Oferta educativa]]></category>
		<category><![CDATA[Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Semana da Juventude de Porto de Mós]]></category>
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					<description><![CDATA[Realizou-se, entre 15 e 20 de maio, mais uma edição da Semana da Juventude de Porto de Mós. Esta é uma semana que «tem como foco principal o FuturMós – Feira de Orientação Vocacional e Profissional com vista à capacitação e informação», como explicou a O Portomosense a vereadora da Educação, Telma Cruz. Esta iniciativa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Realizou-se, entre 15 e 20 de maio, mais uma edição da <em>Semana da Juventude de Porto de Mós</em>. Esta é uma semana que «tem como foco principal o FuturMós – Feira de Orientação Vocacional e Profissional com vista à capacitação e informação», como explicou a O Portomosense a vereadora da Educação, Telma Cruz. Esta iniciativa destina-se tanto a alunos a frequentar o 9.º ano como aos jovens do ensino secundário. «Para os alunos do 9.º ano, foi apresentada toda a oferta formativa existente nas escolas do concelho, através da partilha de experiências de alunos que estão a frequentar os cursos gerais e profissionais», explicou Telma Cruz. Já para os 10.º e 11.º anos a FuturMós «tem como objetivo dar início à orientação vocacional, através da promoção de dinâmicas que desenvolvam competências e lhes deem as ferramentas certas para uma escolha mais informada e assertiva». Por fim, os alunos do 12.º ano, que estão numa «fase determinante na tomada de decisão para o futuro», o intuito foi dotá-los «de ferramentas que lhes permitam realizar a candidatura ao ensino superior, ou uma candidatura para uma oferta de emprego, se essa for a sua opção».</p>
<p>Indo «ao encontro do tema do projeto educativo municipal» deste ano letivo, a <em>Solidariedade</em>, promoveu-se ainda «a dinamização de um encontro que abordou a temática do voluntariado como opção de vida, em paralelo com a vida estudantil e profissional». A Semana da Juventude terminou com a Festa da Juventude com a presença de vários artistas. «O Município de Porto de Mós tem recebido um retorno muito positivo por parte das escolas e professores, mas sobretudo dos alunos e jovens, que veem nesta iniciativa uma forma de ver respondidas muitas das suas dúvidas, considerando-a muito importante, nomeadamente, na tomada de decisão», frisou a também vereadora da Juventude. O facto do programa ser «elaborado com o contributo dos jovens», inclusive dos que «constituem o Conselho Municipal da Juventude e as Associações de Estudantes das escolas do concelho» ajuda a que o evento se torne «facilmente do agrado desta camada da população, indo ao encontro dos seus gostos e interesses».</p>
<p>Telma Cruz falou ainda sobre a evolução da oferta educativa do concelho que, na opinião da vereadora, tem crescido ao longo dos anos «quer na oferta de cursos gerais, quer na oferta de cursos profissionais». «Ao nível dos cursos gerais, científico-humanísticos, o concelho, no Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, dispõe da totalidade da oferta nacional existente no ensino secundário. Quanto aos cursos profissionais, existe um leque alargado de oferta, indo ao encontro das preferências dos jovens, mas também das necessidades do tecido empresarial da região, motivo que garante uma enorme taxa de empregabilidade aos alunos que frequentam estes cursos», refere.</p>
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