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	<title>Animais | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
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	<title>Animais | Jornal O Portomosense</title>
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		<title>Quando a eutanásia é a melhor solução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 08:28:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Eutanásia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando «em termos veterinários se chega a um limite, em que não há nada que possamos fazer», é hora de recomendar aos donos a eutanásia, explica a médica veterinária, Margarida Algarve. «Quando não há nada a fazer já não é justo adiar o problema, nem para o animal, nem para os donos, nem propriamente para nós profissionais», acrescenta, lembrando que nestas situações «o animal só está em sofrimento». O cancro está em número um na lista de doenças que levam a esta solução limite, seguem-se «traumas severos, como por exemplo uma lesão na coluna severa que leva a uma afetação neurológica dos nervos». «Chega a um ponto que não é viável para o animal, ele está em agonia, a tentar respirar, tem dor, infeções», reforça.</p>
<p>No entanto, não é fácil mentalizar os donos de que esta solução será a melhor para o animal. «Ainda há muito ceticismo em relação à eutanásia, por vezes os donos preferem que o animal vá morrer em casa e eu continuo a insistir que não é a melhor opção. Hoje em dias as pessoas humanizam muito o animal e nós quando estamos com dores choramos, os animais mesmo com dor ficam em silêncio e com esse silêncio as pessoas assumem que não estão a sofrer, mas sofrem muito mesmo», frisa Margarida Algarve. «Há certos sinais, o movimento das orelhas, os olhos mais em baixo, e outros» que permitem que os profissionais diagnostiquem essa dor.</p>
<p>A eutanásia é realizada através de uma injeção. «[Depois dessa injeção] vai haver uma paragem cardíaca repentina, 10 a 15 segundos depois o coração para. O cérebro recebe a mensagem que o coração parou e envia um choque elétrico e por isso, por vezes, pode manifestar-se na boca do animal, ele pode abrir a boca», explica, acrescentando «que isto é algo completamente inconsciente, é um reflexo e o animal já não sente nada», algo que a médica veterinária faz questão de explicar aos donos. Depois da injeção é «impossível reverter o efeito». O valor da eutanásia está dependente, por exemplo, do peso do animal. Fazer uma eutanásia ou assistir é das coisas que ainda hoje «custam a mentalizar» para a profissional já com longos anos de carreira. «Nós começamos a criar uma ligação com o animal e é muito difícil e há donos que sofrem muito, que lhes dói a alma», frisa.</p>
<p>Depois da eutanásia realizada, «há uma empresa que faz a recolha de cadáveres», uma vez que a lei atual não permite que a «pessoa leve o animal para enterrar em casa». Os animais são posteriormente cremados, cremação que pode ser «em grupos ou individual» e no caso da individual as famílias podem ficar com as cinzas, se desejarem.</p>
<p><strong>Foto | DR</strong></p>
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		<title>Mais de 600 animais adotados em quatro anos de funcionamento do canil municipal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 08:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Suplementos]]></category>
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		<category><![CDATA[Canil municipal]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo de quase quatro anos e meio de atividade, o Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Companhia de Porto de Mós já permitiu a adoção de «619 animais», por parte de «adotantes de todo o país», segundo dados facultados pelo Município. Destes 619, «mais de 80%» eram «bebés provenientes de ninhadas restadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de quase quatro anos e meio de atividade, o Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Companhia de Porto de Mós já permitiu a adoção de «619 animais», por parte de «adotantes de todo o país», segundo dados facultados pelo Município. Destes 619, «mais de 80%» eram «bebés provenientes de ninhadas restadas ou fêmeas gestantes resgatadas», um facto que está em consonância com aquela que tem sido a realidade dos últimos anos, em que o número de animais adultos adotados continua a ser baixo por «serem considerados difíceis de treinar ou de se ambientar aos novos donos».</p>
<p>Em termos de lotação, o canil de Porto de Mós alberga, atualmente, 43 cães e 15 gatos. Face a estes números, «só se efetuam recolhas de animais quando acontecem adoções». Por isso, o canil deixa o apelo à população para que «procure um animal de companhia» optando «pela via de adoção ao invés de compra». «Ao optar por adotar um animal não só estará dar uma segunda oportunidade a um animal rejeitado como a, indiretamente, tirar outro da rua, pois irá vagar um espaço», justifica. A cada animal que seja adotado formalmente no CRO, o canil garante que sai daquele espaço «vacinado contra a raiva e esterilizado gratuitamente». Além disso, o canil adianta que «todos os animais saem mediante a assinatura de um termo de responsabilidade, onde são explicadas todas a necessidades e responsabilidades da detenção de um animal».</p>
<p>Paralelamente, e ao longo de todo o ano, o CRO tem em vigor campanhas de vacinação e esterilização, que já permitiu que «530 animais» fossem esterilizados. No caso da campanha de vacinação antirrábica esta é levada a cabo pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e «executada pelo veterinário municipal nas freguesias e lugares publicados, assim como no CRO em dias e horários estabelecidos». «A campanha destina-se exclusivamente a vacinação da raiva para cães com mais de três meses de idade e com microchip registado», esclarece o Município, acrescentando que no caso de o animal não possuir microchip é obrigatoriamente colocado.</p>
<p>Recorrendo a dados oficiais, o CRO revela que, em Portugal, são abandonados «cerca de 30 mil animais por ano, a maioria cães» e o concelho de Porto de Mós não é exceção. «Diariamente recebemos denúncias, pedidos para entrada de animais no canil, para serem recolhidos ou são simplesmente abandonados nas nossas instalações, o que limita em muito a nossa capacidade de resposta», denuncia o CRO, lembrando que «quem abandonar um animal de companhia, pondo em perigo a sua alimentação, os cuidados que lhe são devidos ou até a sua vida, pode ser punido com uma pena de prisão até oito meses». Por outro lado, o abandono é considerado uma contra-ordenação muito grave punível com «uma coima que poderá ir dos dois mil aos 7 500 euros».</p>
<p><strong>Foto | Jéssica Silva</strong></p>
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		<title>Campanha anual de vacinação de animais de companhia já arrancou</title>
		<link>https://oportomosense.com/campanha-anual-de-vacinacao-de-animais-de-companhia-ja-arrancou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 11:09:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)]]></category>
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		<category><![CDATA[Vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[Começou, no passado dia 20 de julho, a campanha oficial de vacinação antirrábica (contra a raiva) e de controlo de outras zoonoses (doenças que podem ser transmitidas às pessoas através dos animais) nas várias freguesias do concelho de Porto de Mós. Trata-se de uma campanha que visa proteger a saúde pública e animal, sendo obrigatória [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Começou, no passado dia 20 de julho, a campanha oficial de vacinação antirrábica (contra a raiva) e de controlo de outras zoonoses (doenças que podem ser transmitidas às pessoas através dos animais) nas várias freguesias do concelho de Porto de Mós. Trata-se de uma campanha que visa proteger a saúde pública e animal, sendo obrigatória em Portugal para os cães a partir dos três meses de idade. No caso de gatos e animais de outras espécies sensíveis é arbitrária.</p>
<p>Até ao dia 7 de setembro, esta iniciativa irá percorrer todas as freguesias do concelho. Estão previstas paragens em Arrimal, Pedreiras, Mira de Aire, Alvados e Alcaria, Calvaria de Cima, Serro Ventoso, Alqueidão da Serra, Mendiga e São Bento (cujo calendário poderá ver <a href="https://www.municipio-portodemos.pt/cmportomos/uploads/writer_file/document/10273/edital_2024_2_folh_cvarporto_de_mos__003__signed.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>).</p>
<p>Não havendo veterinário municipal, o vereador do Ambiente, Eduardo Amaral, explica que esta campanha de vacinação resulta de um protocolo elaborado entre o Município e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), em que esta «assume a vacinação» e o Município faz o devido acompanhamento com os serviços camarários.</p>
<p>Além da vacinação, esta campanha prevê ainda a possibilidade de se realizar uma marcação para se poder proceder à identificação eletrónica dos animais com registo no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC) no Centro de Recolha Oficial (CRO) de Animais de Companhia. «Mediante a cobrança dos montantes» nos locais onde decorre a vacinação, a identificação será depois efetuada nos dias «14 de setembro, 19 de outubro, 16 de novembro e 14 de dezembro», entre as 10 horas e as 12h30, como refere o edital disponibilizado na página da Câmara.</p>
<p><strong>Foto | DR</strong></p>
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		<title>“Todos os dias são mandados animais para dentro do canil”</title>
		<link>https://oportomosense.com/todos-os-dias-sao-mandados-animais-para-dentro-do-canil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2023 08:06:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante o ano passado «foram abandonados, à porta do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Porto de Mós (CRO), 21 animais (16 cães e cinco gatos)», revelou o vereador do Ambiente, Eduardo Amaral, na última reunião camarária, na qual apresentou os números relativos a 2022 sobre o canil. Eduardo Amaral deu conta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o ano passado «foram abandonados, à porta do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Porto de Mós (CRO), 21 animais (16 cães e cinco gatos)», revelou o vereador do Ambiente, Eduardo Amaral, na última reunião camarária, na qual apresentou os números relativos a 2022 sobre o canil. Eduardo Amaral deu conta que «todos os dias mandam ninhadas de cães ou cães isolados para dentro do CRO». Este problema, que não é novo, tem-se verificado praticamente desde que o canil municipal abriu portas, em 2020, e onde estão albergados atualmente 57 cães e 19 gatos. Ao longo de 2022 foram «capturados 48 cães e 37 gatos errantes» e entregues nas instalações do CRO 97 animais (59 cães e 38 gatos), a maioria cadelas prenhas que acabam por «ter os animais dentro do canil», o que resultou no nascimento de 41 cachorros e oito gatos.</p>
<p>Outro dos dados relevantes, apontado pelo vereador, foi o número de cães «sequestrados» por ataques a pessoas «nos prédios onde moram ou na rua». Nestas condições, estão neste momento dentro do canil quatro cães, de raça labrador, naquele que Eduardo Amaral considera ser «um problema emergente»: «Isto é preocupante e leva-nos a pensar sobre o que está a acontecer com grande parte dos animais que estão em casas sem condições e sem o tratamento adequado», afirmou. Em contrapartida, quando se fala em gatos, «não há sequestros destes animais» nem registo de «ataques ou situações gravosas».</p>
<p>Quanto à vacinação, como forma de prevenção de doenças infeciosas, o CRO vacinou «cerca de 162 animais (120 cães e 42 gatos)» e, em campanhas dirigidas, foram inoculados 90 animais, juntamente com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Foram identificados eletronicamente, através de <em>microchip</em>, 133 animais (78 cães e 55 gatos), «que se perderam ou que apareceram» no canil e «que têm dono». Dos cães identificados, «foram restituídos aos donos 13 animais». Destaque ainda para o número de animais esterilizados, 92 no total – 55 cães e 37 gatos –, durante o ano passado, um procedimento que foi feito pela clínica a que o Município de Porto de Mós teve que recorrer por atualmente não dispor de um veterinário municipal. Esta é, porém, uma situação que esperam ver resolvida «entretanto». Segundo Eduardo Amaral, tiveram que ser eutanasiados nove cães e sete gatos.</p>
<p>Em termos gerais, foram adotados 133 animais (78 cães e 55 gatos), um dado que «importa destacar», defende o vereador, que justifica este «grande número de adoções» com a «divulgação dos animais» através de uma plataforma, à qual o Município aderiu, e com a «contribuição das voluntárias» na divulgação dos animais nas redes sociais. «Temos que valorizar o trabalho feito pelas nossas voluntárias», enfatizou.</p>
<p><strong>Foto | Jéssica Silva</strong></p>
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		<item>
		<title>PAN cria grupo de trabalho para estudar problemática dos javalis</title>
		<link>https://oportomosense.com/pan-cria-grupo-de-trabalho-para-estudar-problematica-dos-javalis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[O Portomosense]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 08:10:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Caça]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Distrital de Leiria do PAN]]></category>
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		<category><![CDATA[ICNF]]></category>
		<category><![CDATA[Javalis]]></category>
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					<description><![CDATA[Na sequência «de todas as notícias que têm surgido sobre a “suposta invasão” de javalis em zonas urbanas, o PAN criou um grupo de trabalho com o intuito de estudar o tema, perceber as razões para o sucedido e apresentar possíveis soluções», informou, em comunicado enviado à nossa redação, a Comissão Distrital de Leiria do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na sequência «de todas as notícias que têm surgido sobre a “suposta invasão” de javalis em zonas urbanas, o PAN criou um grupo de trabalho com o intuito de estudar o tema, perceber as razões para o sucedido e apresentar possíveis soluções», informou, em comunicado enviado à nossa redação, a Comissão Distrital de Leiria do partido. Deste grupo resultaram algumas «conclusões» e como Porto de Mós «e concelhos limítrofes têm sido afetados por este problema» a Comissão Distrital fez chegar a O Portomosense um artigo onde revela algumas delas.</p>
<p>No artigo, assinado por Luís Vicente e Ana Pereira, ambos pertencentes ao PAN, ao grupo de trabalho criado e também biólogos, são desmistificadas algumas ideias pré-concebidas sobre o tema. «O ICNF alargou o período e métodos de caça a pedido dos caçadores, a quem delega grandemente a gestão da caça. No entanto, (&#8230;) não existe qualquer estudo que valide o impacto desta atividade nos efetivos populacionais», começam por referir os biólogos, que acrescentam que o próprio ICNF «admite que esta solução encontrada está longe de ser a ideal e de resolver a questão».</p>
<p>Antes de avançarem com outras soluções, os membros do PAN optaram por clarificar o comportamento da espécie. «É um mamífero inteligente e inofensivo, vive em famílias por vezes numerosas e tem um comportamento social complexo e muito protetor dentro do grupo. São geralmente muito secretivos, adaptando a sua atividade ao período da noite durante o qual mais dificilmente se cruzam com os humanos. A sua alimentação é feita sobretudo de frutos, raízes, fungos e pequenos invertebrados que encontram na floresta natural, o seu habitat por excelência», dizem. «Porém», lembram os biólogos, «estes animais lutam pela sobrevivência»: «Quando o alimento escasseia ou existe algum desequilíbrio, arriscam a vida junto de povoações e percorrem maiores distâncias na procura de alimento. Atravessam estradas e dão-se então acidentes com vítimas mortais: os javalis quase sempre e, por vezes, pessoas».</p>
<p>Apesar de reconhecerem que estes acontecimentos «são lamentáveis», Luís Vicente e Ana Pereira também advertem que «são decorrentes do mundo altamente alterado, vulnerável, instável, complexo e em mudança que nós, pessoas, criámos». «Os seus habitats naturais foram sendo progressivamente humanizados e fragmentados. Na tentativa de sobreviver às alterações climáticas e à destruição causada pela desflorestação e pelos enormes incêndios e cheias que têm ocorrido, saem à procura de água e alimento», refletem. Os biólogos referem ainda que não podemos afirmar que existe um excesso de população de javalis: «O conceito de “excesso” só tem sentido na competição com os humanos. Sem existirem dados de biologia populacional (…), não podemos fundamentar cientificamente a veracidade do tão falado descontrolo populacional».</p>
<p><strong>“Mas afinal, qual é a solução?”</strong></p>
<p>Os membros do PAN acreditam que é preciso estudar os javalis, uma «espécie pouco estudada cientificamente em Portugal». No entanto, «conforme vários estudos científicos», a caça «não é um método eficiente» na regulação de populações naturais: «Se por um lado tem pouco impacto, por outro, é fortemente lesivo para outras espécies dos ecossistemas onde se realiza». Os biólogos defendem que «qualquer ação de controlo populacional passa, obrigatoriamente, pelo controlo da natalidade», que deve ser feito «através de esterilização ou colocação de dispositivos de contracepção, efetuadas por médicos veterinários e técnicos».</p>
<p>Uma das medidas fundamentais é também «a preservação de habitats naturais»: «Qualquer destruição para fins humanos de habitats naturais deveria, por lei, ser acompanhada por medidas compensatórias de criação de áreas de igual dimensão para proteção integral». Na opinião do PAN, é «urgente criar zonas de proteção integral em Portugal suficientemente grandes e interligadas no território por forma a que a vida natural possa coexistir em equilíbrio e sem intervenção antrópica». Também é, acreditam Luís Vicente e Ana Pereira, «muito importante aumentar a vigilância das zonas de proteção aumentando o efetivo e ações de fiscalização do SEPNA pois a pressão de caça nestas zonas naturais do seu habitat traduz-se numa mobilização dos espécimes para zonas urbanas».</p>
<p>«A solução possível para zonas urbanas ou agrícolas seria a colocação de vedações elétricas e outros métodos dissuasores», é referido no artigo. O «apoio à investigação científica que traga mais conhecimento sobre métodos dissuasores da presença do javali em hortas e campos agrícolas assim como povoações ou estradas e via férrea», é um apelo deixado pelo grupo de trabalho do PAN. Devia também ser proibida a «caça dos potenciais predadores naturais [dos javalis] como saca-rabos e raposas e eventualmente à reintrodução do lince e do lobo».</p>
<p>Luís Vicente e Ana Pereira concluem o artigo lembrando «as questões éticas», que devem ser tidas em conta nas soluções encontradas para esta problemática. «Sabemos que, como nós e os outros animais, os javalis também são sencientes, isto é, são dotados de capacidades cognitivas, de capacidades emocionais e empáticas, que sofrem, amam, têm alegrias e tristezas», frisam.</p>
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		<title>Cães vadios voltam a ser assunto de discussão</title>
		<link>https://oportomosense.com/caes-vadios-voltam-a-ser-assunto-de-discussao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Correia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 May 2022 07:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Alqueidão da Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia Municipal]]></category>
		<category><![CDATA[Cães vadios]]></category>
		<category><![CDATA[Canil municipal]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Recolha Oficial de animais de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Filipe Batista]]></category>
		<category><![CDATA[Freguesia do Alqueidão da Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Presidente da Junta de Freguesia do Alqueidão da Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[O assunto dos cães vadios volta a ter palco, desta vez no que respeita à freguesia do Alqueidão da Serra. Na última sessão da Assembleia Municipal, o presidente de Junta, Filipe Batista, informou que, a 25 de abril, percorreu várias ruas da freguesia tendo, ele próprio, contado «13 cães vadios». «As pessoas estão a fustigar-me [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto dos cães vadios volta a ter palco, desta vez no que respeita à freguesia do Alqueidão da Serra. Na última sessão da Assembleia Municipal, o presidente de Junta, Filipe Batista, informou que, a 25 de abril, percorreu várias ruas da freguesia tendo, ele próprio, contado «13 cães vadios». «As pessoas estão a fustigar-me a cabeça acerca destes animais, porque só transportam pulgas, carraças, piolhos…», revelou o autarca. Filipe Batista questionou o executivo acerca dos critérios para que os animais deem entrada no canil municipal, uma vez que diz ter conhecimento que outros animais foram recolhidos tendo ficado “para trás” os do Alqueidão da Serra. «Desafio-o a operacionalizar um plano de esterilização, quer para cães, quer para gatos, é urgente. Eu penso que temos que começar do zero, porque este problema não é só do Alqueidão da Serra, e enquanto não começarmos do zero, vamos ter esta problemática», considera.</p>
<p>A resposta veio do vereador do Ambiente e vice-presidente da Câmara, Eduardo Amaral, que começou por explicar que «a prioridade de recolha» é definida consoante o “tamanho” do problema. «As gaiolas estiveram no Alqueidão da serra, conseguiram apanhar alguns [animais]. Tivemos um problema nas Pedreiras em que alguns cães mataram animais domésticos, tivemos de deslocar as gaiolas para lá. Depois tivemos de as retirar para a freguesia de Serro Ventoso, onde alguns cães mataram ovelhas e era necessário interferir no imediato. Fizemos também a ligação com o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente [da GNR]», esclareceu Eduardo Amaral. O autarca afirmou, no entanto, que «mais importante do que identificar os animais», é conseguir capturá-los, o que traz «alguma dificuldade», ponto em que é «fundamental a colaboração das Juntas e da própria comunidade».</p>
<p>Depois de fornecer alguns dados acerca do trabalho do Centro de Recolha Oficial de animais de Porto de Mós (ver infografia abaixo) e de «enaltecer o trabalho dos voluntários» que lá prestam serviço, Eduardo Amaral revelou que a Câmara está a traçar um plano para a criação de colónias de gatos. «O grande problema é: quem é que se responsabiliza por estas colónias? E não é uma questão de alimentação, porque o Município está disposto a pagá-la. É, sim, porque, segundo a legislação, tem que haver um responsável e as pessoas não querem sê-lo», explicou. Apesar dos problemas que esta estratégia possa criar para quem não gosta de gatos e não quer «tê-los à porta», o vereador afirmou que a autarquia quer, ainda este ano, «fazer uma experiência», que depois será avaliada e, caso tenha resultados positivos, replicada em várias zonas do concelho.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16875" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/05/dados-animais-abandonados_infografia-e1653581947561.jpg" alt="dados animais abandonados infografia e1653581947561 | Jornal O Portomosense" width="1200" height="240" srcset="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/05/dados-animais-abandonados_infografia-e1653581947561.jpg 1200w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/05/dados-animais-abandonados_infografia-e1653581947561-980x196.jpg 980w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2022/05/dados-animais-abandonados_infografia-e1653581947561-480x96.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1200px, 100vw" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A importância da vacinação em cães e gatos</title>
		<link>https://oportomosense.com/a-importancia-da-vacinacao-em-caes-e-gatos-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 07:24:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[A importância da vacinação em cães e gatos]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Monteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Cães]]></category>
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		<category><![CDATA[Espaço Público]]></category>
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		<category><![CDATA[Médica veterinária]]></category>
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		<category><![CDATA[Plano vacinal]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes de falarmos sobre a importância da vacinação dos animais, vamos primeiro entender em que consiste uma vacina. As vacinas, tal como nos humanos, consistem num medicamento cuja função é estimular o sistema imunitário a produzir defesas (anticorpos) mais rapidamente quando se entra em contacto com uma determinada doença (antigénios). As vacinas mais comuns no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de falarmos sobre a importância da vacinação dos animais, vamos primeiro entender em que consiste uma vacina. As vacinas, tal como nos humanos, consistem num medicamento cuja função é estimular o sistema imunitário a produzir defesas (anticorpos) mais rapidamente quando se entra em contacto com uma determinada doença (antigénios).</p>
<p>As vacinas mais comuns no cão são contra a Parvovirose, Esgana, Leptospirose, Hepatite, Tosse do Canil e Raiva. No entanto existem outras vacinas disponíveis contra outras patologias como a Febre de Carraça e Leishmaniose. Já no gato, temos vacinas disponíveis contra a Panleucopénia, Rinotraqueíte, Calicivirus, Clamidiose, Leucemia Felina e Raiva. Hoje em dia, quer no cão quer no gato, existem as vacinas polivalentes que permitem proteger contra mais do que uma doença em simultâneo.</p>
<p>O ato vacinal é exclusivo do médico veterinário, que realizará um exame clínico minucioso de forma a garantir que estes se encontram saudáveis antes da vacinação. Se os animais estiverem a responder a alguma doença infeciosa, mal nutridos, parasitados interna ou externamente ou de alguma forma imunocomprometidos, podem ser incapazes de desenvolver ou manter uma resposta imunitária adequada após a vacinação.</p>
<p>O plano vacinal do cão deve-se iniciar a partir das seis semanas e no gato após as oito semanas. Enquanto o plano vacinal não estiver terminado, o seu animal de estimação deverá ter o mínimo contacto com outros animais, sobretudo que não se encontrem vacinados. Tenha atenção que as vacinas efetuadas enquanto o animal é jovem não dão resistência às doenças para a vida toda, necessitando assim de vacinações regulares.</p>
<p>Manter a vacinação em dia é muito importante para garantir não só a boa saúde do seu animal, como permitem a segurança da família que o rodeia, dado que algumas destas doenças além de fatais, podem também ser transmitidas aos humanos.</p>
<p>Por isso se tem ou pensa adquirir um animal de estimação, informe-se junto de um médico veterinário para que ele possa aconselhar o plano vacinal mais adequado, pois nunca se esqueça: prevenir é o melhor remédio!</p>
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		<title>Mira de Aire tem “hotel” para espécies ameaçadas</title>
		<link>https://oportomosense.com/mira-de-aire-tem-hotel-para-especies-ameacadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marília Bernardino]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 11:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Move Comunidades]]></category>
		<category><![CDATA[Espécies ameaçadas]]></category>
		<category><![CDATA[Freguesia de Mira de Aire]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo 276 de Escoteiros de Mira de Aire]]></category>
		<category><![CDATA[Hotel]]></category>
		<category><![CDATA[Insetos]]></category>
		<category><![CDATA[Mira de Aire]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Mira-Minde]]></category>
		<category><![CDATA[Quercus]]></category>
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					<description><![CDATA[Está prevista para amanhã, pelas 16 horas, em Mira de Aire, a inauguração de um refúgio de biodiversidade para insetos, anfíbios e répteis, numa organização conjunta do Grupo 276 de Escoteiros de Mira de Aire, a Associação Move Comunidades, o Movimento Mira-Minde e a Quercus, evento este enquadrado na campanha de sensibilização para a biodiversidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está prevista para amanhã, pelas 16 horas, em Mira de Aire, a inauguração de um refúgio de biodiversidade para insetos, anfíbios e répteis, numa organização conjunta do Grupo 276 de Escoteiros de Mira de Aire, a Associação Move Comunidades, o Movimento Mira-Minde e a Quercus, evento este enquadrado na campanha de sensibilização para a biodiversidade no PNSAC &#8211; Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. A ação decorrerá em três locais da vila diferentes: na zona das Grutas de Mira de Aire, no largo da Igreja e perto da Casa da Cultura.</p>
<p>Em conversa com O Portomosense, Miguel Tristão, presidente do Movimento Mira-Minde, explicou que os “hotéis”, «um conjunto de madeira de vários tamanhos, normalmente com um metro de largura e de altura», construídos pelos escoteiros de Mira de Aire, servem para «abrigar e proteger várias espécies ameaçadas pelo uso intensivo e generalizado de glifosato e outros herbicidas». A ideia, segundo o presidente do movimento, passa por «sensibilizar a população e, principalmente, as autarquias para a necessidade de estudar estratégias alternativas ao uso dos herbicidas» utilizados para limpeza das vias públicas e terrenos particulares, «porque estamos num contexto de parque natural e sob uma das maiores reservas de água potável do país», justifica. Miguel Tristão deixa o alerta que «para além de se destruir uma camada significativa da vida, estamos a fazer com que as árvores, os frutos, não sejam polinizados, todo o processo agrícola acaba por ficar comprometido, além de existir uma contaminação das águas que usamos depois».</p>
<p>No mesmo dia, pelas 18 horas inicia-se o <em>Fórum Biodiversidade, autarquias livres de Herbicidas</em> <em>e Glifosatos</em> na Casa da Cultura de Mira de Aire, aberto ao público, com a participação de municípios abrangidos pelo PNSAC, com o objetivo de, refere Miguel Tristão, «pôr as pessoas responsáveis pelos municípios e as entidades convidadas a pensar quais as soluções alternativas viáveis» ao controlo de plantas infestantes. «Não podemos apenas dizer que vamos deixar de usar os herbicidas e não termos estratégias alternativas», alerta, esclarecendo que «será, depois, da competência da Quercus e das câmaras discutirem e informarem sobre o que se pode fazer em alternativa aos métodos a usar neste momento».</p>
<p>Enquanto presidente do Movimento Mira-Minde, Miguel Tristão refere que esta é uma «associação que propõe o desenvolvimento ecológico e o equilíbrio com a natureza», deixando claro que «está alinhada com os restantes membros da organização [do evento] na luta para atingir essa mudança que têm feito». Apelar à «mudança de comportamentos», estimulando ainda o «diálogo entre famílias em casa», percebendo assim a «importância dos insetos polinizadores» são também propósitos das entidades. «A organização deste fórum e a inauguração dos “hotéis” visam “trazer para cima da mesa” esta temática e encontrar soluções», conclui.</p>
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		<title>Três Moscãoteiras, tiram de si para dar aos animais</title>
		<link>https://oportomosense.com/tres-moscaoteiras-tiram-de-si-para-dar-aos-animais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2021 07:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
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					<description><![CDATA[Athos, Porthos e Aramis são os nomes dos Três Mosqueteiros originais do romance que conta a história de três soldados ao serviço do rei de França, Luís XIII (com base nos factos históricos do século XVII). O trocadilho feito pelas Três Moscãoteiras, essas, bem atuais, entede-se: Estas são soldadas ao serviço dos amigos de quatro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Athos, Porthos e Aramis são os nomes dos Três Mosqueteiros originais do romance que conta a história de três soldados ao serviço do rei de França, Luís XIII (com base nos factos históricos do século XVII). O trocadilho feito pelas Três Moscãoteiras, essas, bem atuais, entede-se: Estas são soldadas ao serviço dos amigos de quatro patas, que fazem tudo o que podem para os proteger. Sílvia Caixeiro, Inês Silva e Joana Caetano não são um romance histórico, mas sim pessoas reais que têm «em comum o amor pelos animais». Resgatam animais da rua, levam-nos ao veterinário, acolhem-nos em casa, arranjam casas para eles, alimentam-nos, entre muitas outras coisas. Fazem-no não só a título individual como em colaboração com o Canil Municipal da Batalha. </p>
<p>Sílvia Caixeiro, natural do Reguengo do Fetal (Batalha), é a «mamã» do grupo e o motivo para despertar para a causa animal pode surpreender. «Em 2014 encontrei um cão de porte grande à beira da estrada que estava ferido. Tentei pedir ajuda a várias associações mas não consegui e por isso tentei eu ajudar o animal, reparei que ele não se conseguia mexer, dei-lhe comida, pus uma mantinha, mas quando me baixei, ele assustou-se e mordeu-me», conta. Ao inverso do que se podia esperar, Sílvia não ficou com medo, percebeu sim que os «animais precisam de atenção e apoio que não têm». Naquele momento teve de chamar o INEM e, por isso, não conseguiu continuar a ajudar o cão, mas pediu para que não o abatessem, algo que veio a acontecer.</p>
<p>A partir deste clique, começou a ajudar animais na sua área de residência e um dia foi chamada para ajudar nove cachorros que estavam junto ao pinhal atrás da Exposalão e foi nesse dia que conheceu a Inês Silva: «Uma cadela tinha tido nove cachorros e eu ia alimentando, mas não os conseguia apanhar. Um dia que ia dar alimento, encontrei uma “menina” com um púcaro na mão que ia fazer o mesmo». Nunca mais se largaram. Inês Silva é natural de Porto de Mós mas vive há vários anos na Batalha e para ela, a conexão com os animais foi algo inato. «Eu nasci assim. Desde que me conheço que consigo olhar nos olhos de qualquer animal e que os consigo sentir», refere. Sempre teve gatos em casa dos pais e aos 8 anos teve a primeira cadela: «A minha Lira», diz, carinhosamente. «Sempre quis ser mais, fazer mais, porque sou de uma geração [tem 41 anos] onde não havia este tipo de condições, onde a luta podia ser sozinha. Já depois de casada, sempre disse que queria ter uma casa com quintal para ter animais. E assim foi, os animais que ia vendo na rua iam também lá para casa».  Inês Silva sabia que queria ajudar, mas as associações que conhecia eram de longe e embora fosse ajudando e estando em contacto com o veterinário municipal da Batalha, isso ainda não chegava. O encontro com Sílvia no pinhal foi uma consequência deste seu ímpeto: «O meu pai viu a Sílvia e em conversa percebeu que ela gostava muito de ajudar os animais e que estava a cuidar deles e eu pensei logo que deveria ser de uma associação e quis ir descobrir». Desde esse momento que a dupla tem estado atenta na defesa dos animais e mais tarde, a dupla virou tripla. </p>
<p>Joana Caetano é natural de Porto de Mós e apesar de ter chegado mais tarde, o amor pelos animais é em igual medida. «Eu sempre tive animais, o meu primeiro cão viveu comigo 17 anos», recorda Joana. Um dia pediu «ajuda nas redes sociais por causa de um cão ou de gato e um amigo em comum com a Inês falou-me dela. A Inês era voluntária no canil, falei com ela e ela ajudou-me nessa situação. Uma semana depois apareceu em minha casa a perguntar se podia ficar com uma gatinha até arranjar uma família de acolhimento. Eu nunca tinha tido gatos porque era alérgica, mas a verdade é que depois a Inês arranjou uma família e eu não a deixei ir», conta, entre risos. </p>
<p>As três revelam ter «uma ligação muito forte» e começaram a destacar-se como voluntárias do canil da Batalha. «O mês de janeiro de 2020 foi a grande viragem para nós, conseguimos marcar a nossa diferença. Em agosto fizemos a página das Três Moscãoteiras», explica Inês Silva. </p>
<p>«Fazemos milagres»</p>
<p>A resposta curta e imediata é esta: «Fazemos milagres». Sem espaços adequados para ter os animais, com recursos financeiros pessoais, sem serem uma associação formal, as Três Moscãoteiras procuram fazer «o máximo» que podem. «Fazemos um pouco de tudo, ajudamos os “meninos” do canil, tentamos arranjar boas famílias para os animais, tentamos prestar cuidados de saúde. Por exemplo, os gatinhos bebés não estão no canil, mas sim nas nossas casas. Damos amor, carinho, compramos a alimentação. O canil dá resposta a isso, mas não em quantidade suficiente e pedimos hoje, vem na semana seguinte, tem um processo de aprovação», explica Joana. As Moscãoteiras já são reconhecidas por muitos e são, muitas vezes, solicitadas para recolher animais abandonados ou feridos. «Fazemos tudo isso mas não temos uma estrutura com condições para abrigar os animais. O ano passado chegámos ao cúmulo de não dormirmos nos nossos quartos porque estavam ocupados com gatos. Abdicamos do nosso conforto para poder ter uma divisão ou mais para ter espaço para as ninhadas, mãe e bebés, até porque não podemos misturar os gatos por causa dos vírus», explicam. «Quando falamos de gatinhos bebés doentes temos que lhes dar um bom paté, leite, ter biberões, de três em três horas de noite acordamos para dar o biberão. Temos de estimular o bebé a fazer as necessidades, basicamente fazemos a vez da mãe», acrescentam. Embora dispensem o «reconhecimento pelo esforço», há uma coisa que fazem questão de pedir: «Pedimos que, depois de nós termos depositado tudo naquele gatinho, entre alimentação, idas ao veterinário, noites sem dormir, a família que o receba dê todo o valor à vida que ali está».</p>
<p>As Três Moscãoteiras frisam, no entanto, que as pessoas boas com as quais se têm cruzado neste caminho, acabam por permitir todo este trabalho. Exemplo disso é o «Doutor Esteves», o atual veterinário do Canil Municipal da Batalha. Os animais que cuidam por “causa própria”, fora da área da Batalha e que nada têm que ver com os animais do canil, são também cuidados por ele. «Não entram no canil, mas entram na clínica dele e ele diz-nos que não precisamos de pagar tudo de uma vez, que podemos pagar conforme pudermos, mas que o animal não fica sem tratamento», salientam. Os donativos que recebem também são fundamentais para irem conseguindo fazer face às despesas.</p>
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		<title>A vida selvagem do Juncal e da região em exposição itinerante</title>
		<link>https://oportomosense.com/a-vida-selvagem-do-juncal-e-da-regiao-em-exposicao-itinerante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 07:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ACMós]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[João Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Juncal]]></category>
		<category><![CDATA[Vidas Entre Nós]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde o dia 17 de abril está patente no Juncal a exposição fotográfica itinerante Vidas Entre Nós da autoria de João Rodrigues, jovem natural da terra. A organização é da responsabilidade da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Porto de Mós (ACMós), na tentativa de trazer alguma vida à freguesia, depois de «mais de um ano [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o dia 17 de abril está patente no Juncal a exposição fotográfica itinerante <em>Vidas Entre Nós</em> da autoria de João Rodrigues, jovem natural da terra. A organização é da responsabilidade da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Porto de Mós (ACMós), na tentativa de trazer alguma vida à freguesia, depois de «mais de um ano quase sem atividades», explica a presidente da associação, Angélica Filipe. «O João é um jovem que colabora connosco, inclusivamente fez parte do grupo de teatro e ele estuda Biologia, gosta desde sempre da fotografia e dos animais e nós sabíamos que ele tinha uma bela coleção de fotos muito interessante sobre vida animal aqui da região», conta. A ideia de expor o trabalho do jovem fotógrafo surgiu numa reunião de direção e depois de «amadurecida a ideia», o convite foi lançado: «Ele ficou todo contente, claro, porque expor o trabalho é sempre aliciante». As espécies captadas pela lente de João Rodrigues obedecem a um critério, são espécies que existem na zona do Juncal e envolvente.</p>
<p>No total são «cinco painéis com quatro fotografias cada» que estão desde o início em constante movimento devido à pandemia, de forma a não «haver aglomerado de pessoas». «Começámos por colocar na Junta de Freguesia, depois passámos dois dos painéis para o Centro de Saúde, três ficaram na Junta, na semana seguinte fizemos a troca» até que todos os painéis passem por todos os locais destinados. Entre outros locais, a exposição ainda vai passar pela biblioteca, banco, padaria, cabeleireira e outras lojas, uma vez que são espaços onde as pessoas já têm de se deslocar normalmente para resolver os seus assuntos. «Enquanto estão à espera, para não estarem sempre a falar da pandemia, acabam por ter aqui uma lufada de ar fresco, queremos trazer cor ao olhar das pessoas, além de divulgar o trabalho do jovem João. Também queremos divulgar e alertar para a presença destes animais, da vida selvagem e da necessidade da sua preservação», frisa Angélica Filipe.</p>
<p>Inicialmente a organização previa que a exposição se estendesse por abril e maio apenas, mas «possivelmente irá durar mais tempo», uma vez que há interesse de vários espaços em receber estas fotografias. Na inauguração, realizada no passado dia 17 de abril, estiverem presentes alguns membros do executivo municipal, incluindo o presidente da Câmara, Jorge Vala, que manifestou «interesse em receber em Porto de Mós a exposição». </p>
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