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	<title>Funcionários | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
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	<title>Funcionários | Jornal O Portomosense</title>
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		<title>Toca do Largo encerrado por falta de mão-de-obra qualificada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 08:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Hotelaria]]></category>
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					<description><![CDATA[Diz a sabedoria popular que «para grandes males, grandes remédios» e o caso da Toca do Largo mostra-nos isso mesmo: por vezes é necessário um grande espírito de sacrifício para resolver certos desafios e adversidades, mesmo que isso implique fechar as portas de um negócio, como fez Joey Gomes, proprietário do restaurante. O número 173 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diz a sabedoria popular que «para grandes males, grandes remédios» e o caso da Toca do Largo mostra-nos isso mesmo: por vezes é necessário um grande espírito de sacrifício para resolver certos desafios e adversidades, mesmo que isso implique fechar as portas de um negócio, como fez Joey Gomes, proprietário do restaurante. O número 173 do Largo Dom Nuno Álvares Pereira, em Mira de Aire, está encerrado desde o passado dia 1 de março, devido à falta de mão-de-obra qualificada e não há uma data prevista para a reabertura.</p>
<p>O problema surgiu há cerca de dois anos, com a saída repentina de vários membros do <em>staff</em> para o estrangeiro – onde, nalguns casos, passaram a auferir o triplo do ordenado que recebiam em Portugal – e ganhou outras proporções com a dificuldade em substituir esses elementos: «Até à pandemia nunca tivemos problema, podia sair um que, nesse mesmo dia, arranjava-se logo substituição, mas depois as coisas complicaram-se», afirma o proprietário da Toca do Largo.</p>
<p><strong>98% dos currículos são de estrangeiros</strong></p>
<p>Desde que a equipa se dispersou que o restaurante nunca mais conheceu estabilidade em termos de <em>staff</em>. Os que chegam são sobretudo estrangeiros que, em muitos casos, só querem arranjar trabalho para conseguirem obter os papéis para se legalizarem no país. «Há muita gente à procura de trabalho mas 98% dos currículos que recebo são de estrangeiros. A grande maioria são venezuelanos e brasileiros, pessoas que não têm qualificação para trabalhar [no ramo] ou para estar a dar a cara ao público, com dificuldade na língua», revela. «Em muitos casos estavam à procura de trabalho por necessidade, mas a vontade e o querer aprender não existiam», acrescenta.</p>
<p>Joey Gomes lamenta que as pessoas menosprezem as funções existentes na área, o que leva a que tenham uma ideia enviesada sobre o que significa trabalhar num restaurante: «Qualquer pessoa pensa que servir à mesa é só pegar num prato, que cozinhar é cortar uma cebola, pôr num tacho e está o refogado feito&#8230; e não é assim». Esta noção errada acaba por se refletir nas candidaturas que recebe e dá o exemplo dos últimos dois copeiros que teve a trabalhar consigo. «Um era professor de Química na Venezuela e a outra, uma brasileira, era enfermeira. As pessoas podem ter muita vontade e estarem a necessitar de trabalhar mas acabam por desistir porque é um trabalho duro», reconhece.</p>
<p>Ao longo deste tempo, a procura por funcionários que possam integrar a equipa da Toca do Largo tem sido feita não só através das redes sociais, como através do IEFP, mas sempre sem grandes resultados frutíferos. Cerca de «80% das pessoas que aparecem estão à procura de carimbo e as restantes 20% querem trabalhar mas não têm experiência», conta. «Em 100 currículos que recebi, não há um que tenha tido uma hora de experiência na área da hotelaria», acrescenta. Sem funcionários e com o receio de não conseguir oferecer o serviço a que os clientes estavam habituados, Joey Gomes sentiu que não lhe restava outra alternativa para além de fechar a porta, uma decisão difícil, tomada em conjunto com a esposa, o seu braço-direito: «Em vez de prejudicar, decidimos fazer uma pausa, respirar fundo e andar à procura. Isto é uma casa com um profissionalismo acima da média, levamos o que fazemos muito seriamente e temos orgulho do trabalho que apresentamos. Quando houver uma equipa em condições, a gente reabre a porta». «Estar a recusar tanta gente chega a um ponto que desgasta muito», desabafa, mostrando-se desanimado. O desespero é tão grande que Joey Gomes admite que «fazia e pagava o que fosse preciso, para arranjar uma equipa boa»: «Se tivesse um chef de cozinha que me dissesse que tomava conta do restaurante, dava-lhe 10/15% da minha caixa todos os dias e eu nem lá entrava».</p>
<p><strong>“O sacrifício da área é gigante” </strong></p>
<p>A trabalhar há mais de 20 anos em hotelaria, Joey Gomes reconhece que a área está carregada de dificuldades, das quais destaca os horários «complicados» e o trabalho com o público, fatores que, acredita, podem levar ao afastamento de pessoas da área. «O sacrifício da área é gigante. É preciso gostar mesmo e ter brio. Cada vez há menos pessoas, profissionais qualificados, a gostar da área», considera, ressalvando que, hoje em dia, «a área da hotelaria já paga relativamente bem». Por outro lado, critica as escolas que, muitas vezes, vendem um «sonho irreal» aos jovens recém-formados: «Os miúdos com 18 anos querem ir para Inglaterra, é um sonho normal mas é um sonho que se calhar 70% não vai atingir». Esta ambição leva a que depois as zonas menos atrativas, como o interior, sofram com a ausência de mão-de-obra. «Faltam-nos as pessoas, faltam-nos os miúdos formados a quererem arranjar um trabalho onde foram criados, mas eles querem ir para Lisboa, para o Porto, para o Algarve&#8230;», lamenta.</p>
<p>A reabertura é certa mas o dia ainda é uma incógnita. Por agora, a Toca do Largo vai continuar encerrada, à espera de melhores dias, que é como quem diz de pessoas formadas dispostas a trabalhar em Mira de Aire.</p>
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		<title>Câmara da Batalha contrata funcionários para reforço da rede escolar</title>
		<link>https://oportomosense.com/camara-da-batalha-contrata-funcionarios-para-reforco-da-rede-escolar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Santos Batista]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 08:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Agrupamento de Escolas da Batalha]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Aumento]]></category>
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		<category><![CDATA[Funcionários]]></category>
		<category><![CDATA[Rede escolar]]></category>
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					<description><![CDATA[A falta de funcionários no Agrupamento de Escolas da Batalha, motivada pelo aumento do número de crianças na rede escolar «está a ser solucionada com a contratação de mais auxiliares de ação educativa», avançou o vice-presidente da Câmara da Batalha, Carlos Monteiro, em declarações a O Portomosense. A necessidade de recrutar mais funcionários para as [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A falta de funcionários no Agrupamento de Escolas da Batalha, motivada pelo aumento do número de crianças na rede escolar «está a ser solucionada com a contratação de mais auxiliares de ação educativa», avançou o vice-presidente da Câmara da Batalha, Carlos Monteiro, em declarações a O Portomosense. A necessidade de recrutar mais funcionários para as escolas surge «com o crescimento substancial do número de crianças na rede escolar, a maior pressão nos ATL’s, o aumento da população imigrante e do número de crianças com necessidades educativas especiais», explicou. O reforço está a ser feito pela Câmara que, de acordo com o vice-presidente, já contratou cinco funcionários e, durante este mês, «irá admitir mais cinco», revelou Carlos Monteiro, explicando que «no âmbito do processo de descentralização passou para os municípios, todo o procedimento de recrutamento do pessoal».</p>
<p>Em termos de custos, o vice-presidente avança que «o recrutamento destes profissionais» é «um substancial aumento», refletindo-se, em média, entre os 100 e os 120 mil euros a mais, por ano», revelou Carlos Monteiro, lembrando «que o reajuste destas situações é feito no início de cada ano letivo em função da procura na rede escolar».</p>
<p>O vice-presidente considera ainda que, neste momento, «os encarregados de educação procuram uma resposta no apoio complementar para além da componente letiva» e que, também isso, está na causa das necessidades de reforço. Por agora, o vice-presidente frisa que «o problema, levantado por um membro da Associação de Pais na Assembleia Municipal, está a ser totalmente solucionado». Foram desde logo, «acionados todos os mecanismos, após o conhecimento desse número de crianças que aumentou na rede», reforçou o vice-presidente.</p>
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		<title>Mais 211 alunos nas escolas do concelho de Porto de Mós obrigam a contratação de funcionários</title>
		<link>https://oportomosense.com/mais-211-alunos-nas-escolas-do-concelho-de-porto-de-mos-obrigam-a-contratacao-de-funcionarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Catarina Correia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2022 07:11:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Município de Porto de Mós]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidades educativas especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[As escolas do concelho de Porto de Mós têm, neste ano letivo, mais 211 alunos do que no ano anterior. De acordo com declarações do presidente da Câmara, Jorge Vala, na última sessão da Assembleia Municipal, «felizmente, todas as escolas estão cheias». Este ano, e consequência desse aumento de inscritos, há também «mais alunos com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As escolas do concelho de Porto de Mós têm, neste ano letivo, mais 211 alunos do que no ano anterior. De acordo com declarações do presidente da Câmara, Jorge Vala, na última sessão da Assembleia Municipal, «felizmente, todas as escolas estão cheias». Este ano, e consequência desse aumento de inscritos, há também «mais alunos com necessidades educativas especiais e, naturalmente, com acompanhamento específico, nomeadamente alunos que têm necessidade de ter um auxiliar a tempo inteiro». A juntar a estes factos, o autarca informou ainda que, entre os auxiliares afetos à área educativa, há nove de baixa, «alguns deles de baixa prolongada». Nesse sentido, foi proposta a alteração ao mapa de pessoal do Município, com a contratação de seis novos funcionários para as escolas, «sobretudo tendo em conta as escolas primárias». «Não temos as escolas com pessoal suficiente para suprir este enorme aumento de alunos, portanto não nos resta outra coisa se não fazer aqui uma situação de emergência para dar resposta às escolas primárias», reiterou.</p>
<p>A presidente de Junta de Alvados e Alcaria, Sandra Martins, também ela professora e com conhecimento de causa, interveio, começando por dizer que «quer sejamos pais, cidadãos ou autarcas, todos pretendemos uma escola segura, saudável e inclusiva e isto não é possível fazer-se sem meios humanos. Os professores são fundamentais, mas os auxiliares também», frisou. A autarca lembrou que há escolas abertas entre as 7h30 e as 18h30 e «os funcionários têm um horário de sete horas, o que significa que tem que haver dois turnos, isto implica meios humanos». Referindo-se ainda às crianças com necessidades educativas especiais, apontou casos como «paralisias, autismo, crianças que não fazem a sua locomoção sozinhas, que o fazem em cadeira de rodas e que precisam de uma pessoa a tempo inteiro». «Sabemos que o Ministério [da Educação] contabiliza números, não contabiliza estas situações, e cria um rácio que não é minimamente real para as necessidades», apontou. Valorizando o papel dos alunos e a sua importância, Sandra Martins chamou a atenção para o facto de «podermos deixar uma resma de papel para resolver no dia seguinte, mas uma criança não pode esperar». «Acho que é importante termos a noção de que, para atender a todos os pedidos – e as solicitações são diárias –, é realmente necessário colocar mais pessoas», concluiu. O ponto foi aprovado com a abstenção de todos os deputados socialistas.</p>
<p><strong>PS aponta falta de planeamento</strong></p>
<p>A deputada Liliana Pereira (PS) que, recorrentemente, tem questionado o executivo acerca das Atividades de Animação e Apoio à Família, nomeadamente sobre a comparticipação destas, uma vez que os preços variam de freguesia para freguesia, consoante as respostas disponíveis, quis deixar «uma sugestão, caso seja possível»: «No Centro Escolar de Porto de Mós, as crianças podem entrar às 8h30. No Centro Escolar de Pedreiras, só podem entrar às 8h45. Isto para um pai faz toda a diferença, quando tem horários a cumprir. Se há centros escolares onde as crianças podem entrar mais cedo porque há uma funcionária do Município, se calhar nos outros isso também poderia existir e faria toda a diferença nalguns orçamentos familiares», disse. Em resposta, o presidente da Câmara explicou que os recursos humanos que são afetos ao Agrupamento de Escolas são geridos por este. «Aconselho-a a colocar essa questão no conselho geral, do qual faz parte», acrescentou ainda. Jorge Vala afirmou que «isto não é uma questão de Câmara e muito menos de política», é antes «uma questão de funcionamento e de articulação do Agrupamento», deixando ainda a porta aberta para a possibilidade de contratação de mais recursos humanos se assim se verificar necessário. O autarca não deixou, porém, de dar a alfinetada aos socialistas, recordando o sentido de voto no ponto que discutia a contratação de mais funcionários: «A bancada do PS, aparentemente, não quer mais recursos humanos, porque não votou a favor».</p>
<p>Samuel da Costa fez questão de falar para frisar que a oposição «nunca esteve contra a contratação de mais funcionários para as escolas», mas sim «contra a justificação» dessa mesma contratação: «Não concordamos que a contratação de funcionários seja feita apenas quando são necessários, mas sim na preparação do ano letivo. Uma boa preparação faria saber quantos funcionários iam ser necessários ao longo daquele ano letivo», frisou. A isto, Jorge Vala respondeu que aquilo que foi dito acerca da programação do ano «não pode ser mais errado». «Recebemos mais 211 alunos, sabe o que é senhor deputado? Enchemos as salas todas, precisámos de mais recursos humanos. Como é que isto se programa? Eu não sou o Zandinga, não adivinho, portanto o que fizemos foi encontrar uma solução imediata, com a qual os senhores não concordaram. Estão no legítimo direito de não concordar, aliás os vereadores do PS no executivo votaram contra», disse o autarca, referindo-se à reunião de Câmara de 22 de setembro, quando o assunto foi a discussão e mereceu o voto contra de Sofia Amado, a única socialista na reunião. Já depois da Assembleia Municipal, o assunto voltou a ir a reunião de Câmara tendo os três elementos da oposição votado, novamente, contra.</p>
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