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	<title>João Matos | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
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	<title>João Matos | Jornal O Portomosense</title>
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		<title>Novo campeão ibérico de provas combinadas tem “selo” GD Pedreiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 06:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Local]]></category>
		<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Pedreiras]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Desportivo das Pedreiras]]></category>
		<category><![CDATA[João Matos]]></category>
		<category><![CDATA[Torneio Ibérico de Provas Combinadas]]></category>
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					<description><![CDATA[Três atletas do Grupo Desportivo das Pedreiras (GDP) competiram, no passado fim de semana, em representação da seleção Nacional, no Torneio Ibérico de Provas Combinadas que decorreu em Saragoça. João Matos conquistou o título de campeão ibérico, terminando a prova de heptatlo com um novo recorde pessoal de 5 308 pontos.  Também Alice Varino alcançou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Três atletas do Grupo Desportivo das Pedreiras (GDP) competiram, no passado fim de semana, em representação da seleção Nacional, no Torneio Ibérico de Provas Combinadas que decorreu em Saragoça. João Matos conquistou o título de campeão ibérico, terminando a prova de heptatlo com um novo recorde pessoal de 5 308 pontos.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Também Alice Varino alcançou um bom lugar em pentatlo sub-20. A atleta terminou em sexto lugar com um total de 2 799 pontos. Por fim, a representar o GDP esteve também Matias Ferreira, naquela que foi a sua primeira internacionalização, revelou o clube. Também em heptatlo sub-20, Matias Ferreira conseguiu um honroso sexto lugar com um total de 4 376 pontos, consumando um novo recorde pessoal. Coletivamente, Portugal venceu no escalão sub-18.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Ainda antes da participação destes três atletas no torneio, o GDP dizia, em publicação na sua página de Facebook, sentir um «imenso orgulho que atletas formados [no clube] cheguem a este patamar de excelência, não um, não dois, mas três atletas que conseguem integrar uma mesma seleção». «A Alice, o Matias e o João e tantos outros treinam a cada dia, constroem-se como atletas e como pessoas, e são felizes a fazê-lo, porque o desporto é aprendizagem, é crescimento, é emoção», pode ler-se ainda noutra publicação.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><strong>Foto | GDP</strong></p>
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		<title>O objectivo último da ciência</title>
		<link>https://oportomosense.com/o-objectivo-ultimo-da-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 07:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Público]]></category>
		<category><![CDATA[João Matos]]></category>
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					<description><![CDATA[Pensadores antigos como Aristóteles defendiam que o conhecimento científico é criado por indução. Através dela, é possível apreender os primeiros princípios, que são as verdades fundacionais a partir das quais uma teoria científica se constrói. Sem essas premissas universais, cair-se-ia numa regressão infinita e não seria possível chegar a uma conclusão. Ora, isto leva-nos ao [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pensadores antigos como Aristóteles defendiam que o conhecimento científico é criado por indução. Através dela, é possível apreender os primeiros princípios, que são as verdades fundacionais a partir das quais uma teoria científica se constrói. Sem essas premissas universais, cair-se-ia numa regressão infinita e não seria possível chegar a uma conclusão.</p>
<p>Ora, isto leva-nos ao problema da indução: o conhecimento gerado através de indução pode ser falso. Veja-se, por exemplo, a experiência mental da famosa &#8220;galinha de Russell&#8221;. Uma galinha que é alimentada generosamente todos os dias infere, com base na experiência passada,  que o agricultor é benevolente e que será alimentada para sempre, pois cada observação é corroborada por milhões de outras galinhas&#8230; Até que chega o dia em que encontra o seu final dramático, provando que a teoria estava, de facto, errada. O mesmo é típico de colapsos do mercado de capitais. Está tudo bem, até que o infame cisne negro aparece.</p>
<p>Assim sendo, a mera repetição de inúmeras observações não garante que estas voltem a ocorrer. Como podemos, então, resolver este problema? A solução, com base na epistemologia popperiana, é apresentada na obra do físico David Deutsch. Em vez de começarmos com observações, e, a partir delas, criarmos uma teoria, devemos partir de um problema. Conjecturar soluções, testá-las criticamente e,  finalmente, chegar a uma explicação melhor do que a teoria anterior.</p>
<p>Este processo vê-se, por exemplo, na evolução das interpretações das doenças. Durante muito tempo, pensava-se que as doenças infecciosas se propagavam devido a miasmas: ares nocivos provenientes de matéria em decomposição. Até que surge Luís Pasteur e explica melhor essa história, dizendo que estas se propagam devido à ação de microrganismos. Onde anteriormente a teoria dos miasmas dava conta apenas de correlações vagas, i.e., ares sujos = doença, Pasteur estabelece uma relação causal clara entre micróbios e doença, explicando assim também o sucesso da teoria anterior: ambientes sujos facilitam a proliferação de micróbios.</p>
<p>Outro exemplo é a teoria da gravidade de Newton, que descreve a gravidade como uma força que atua à distância entre duas massas. Mais tarde, Einstein generaliza esta teoria, sugerindo que a gravidade não é uma força, mas a curvatura do espaço-tempo. Massa e energia curvam o espaço e o tempo, e as massas apenas seguem essa curvatura. A gravitação newtoniana ainda é suficiente para resolver problemas clássicos de física do dia a dia, enquanto a teoria geral da relatividade é indispensável para medições astronómicas precisas, hoje essenciais para sistemas como o GPS. Contudo, também esta é incompleta, pois não explica a gravidade quântica, estando, portanto, uma nova explicação à espreita&#8230;</p>
<p>Deste modo, o progresso científico vai além da mera acumulação indutiva de observações, assentando sobretudo na capacidade explicativa, e explicações de ordem superior conduzem-nos a um conhecimento mais profundo da realidade: este é o objectivo último da ciência.</p>
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		<title>Sobre Decisões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 07:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Público]]></category>
		<category><![CDATA[João Matos]]></category>
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					<description><![CDATA[A máxima atribuída a Cícero: “perde-se mais pela indecisão do que pela decisão errada” resume, em poucas palavras, a necessidade de favorecer a ação sobre a dúvida. Por norma, é sempre melhor avançar com uma decisão rápida (confiando na nossa intuição) do que perder uma oportunidade importante, pois o livre-arbítrio é uma ilusão. Alto! Como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A máxima atribuída a Cícero: “perde-se mais pela indecisão do que pela decisão errada” resume, em poucas palavras, a necessidade de favorecer a ação sobre a dúvida. Por norma, é sempre melhor avançar com uma decisão rápida (confiando na nossa intuição) do que perder uma oportunidade importante, pois o livre-arbítrio é uma ilusão.</p>
<p>Alto! Como assim não existe livre-arbítrio? Sim, como mais se pode explicar a manifestação de atividade elétrica no cérebro cerca de 300 milissegundos antes de reportarmos uma decisão consciente? Isso sugere que a escolha é apenas uma sensação posterior de controlo, e não a causa da ação. Isto implica que as decisões simplesmente emergem de modelos de previsão inconscientes. Mas não é isto um paradoxo? Se as escolhas não são verdadeiramente livres, como podemos escolher ser decisivos?</p>
<p>Mesmo que o livre-arbítrio tecnicamente não exista, a neuroplasticidade existe. A determinação não é uma escolha “livre”, mas sim um padrão neuronal treinável. Por outro lado, a indecisão é, muitas vezes, o resultado de previsões contraditórias: qual delas traz mais recompensa? Ou menos dor?</p>
<p>Destes princípios, podemos inferir que pessoas decisivas aprenderam a: tolerar incerteza; confiar em heurísticas, ou seja, decisões boas o suficiente; e atuar mesmo quando os dados são incompletos. Estas capacidades podem ser moldadas pela experiência, regulação emocional e prática. Portanto, não é surpreendente que tornar a determinação num hábito nos torne pessoas decididas, pois cada pequena decisão feita rapidamente fortalece o “circuito decisivo”. Essas pequenas ações geram impulso, o qual, por sua vez, cria confiança, e confiança gera clareza.</p>
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		<title>João Matos destaca-se a nível europeu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[O Portomosense]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 07:05:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Olímpico da Juventude Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Desportivo das Pedreiras]]></category>
		<category><![CDATA[João Matos]]></category>
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					<description><![CDATA[João Matos, atleta do Grupo Desportivo das Pedreiras (GDP), integrou a comitiva da seleção portuguesa no Festival Olímpico da Juventude Europeia (FOJE), que decorreu em Skopje, na Macedónia do Norte, de 20 a 26 de julho, tendo regressado a casa com o título de finalista em Triplo Salto. O juvenil de 1.° ano, que é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>João Matos, atleta do Grupo Desportivo das Pedreiras (GDP), integrou a comitiva da seleção portuguesa no Festival Olímpico da Juventude Europeia (FOJE), que decorreu em Skopje, na Macedónia do Norte, de 20 a 26 de julho, tendo regressado a casa com o título de finalista em Triplo Salto.</p>
<p>O juvenil de 1.° ano, que é campeão nacional em triplo salto, disputou a final do festival, no passado sábado, dia 26 de julho, tendo alcançado o 7.º lugar na tabela de classificações.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>O atleta foi acompanhado pelo seu treinador, Cláudio Matias, naquele que é o maior evento multi-desportivo para jovens, com idades compreendidas entre os 14 a 18 anos, e que este ano contou com 15 modalidades desportivas diferentes.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Além de João Matos a nível europeu, o GDP teve outros atletas, de Sub-18, em destaque a nível distrital. Foram eles Alice Varino, Matias Ferreira e Tomás Sousa, que participaram no <i>Campeonato Distrital de Sub-20 de Leiria</i>, que teve lugar no Estádio Municipal de Leiria e no Centro Nacional de Lançamentos, nos dias 19 e 20 de julho. Alice Varino sagrou-se campeã distrital no triplo salto e no salto em altura, e ainda foi vice-campeã no salto em comprimento. Matias Ferreira sagrou-se campeão distrital no 110m bar e ficou em segundo lugar nos 400m bar, tendo também subido ao segundo lugar do pódio na sltura. Já Tomás Sousa sagrou-se campeão distrital nos 400m bar, além de ter alcançado a medalha de bronze nos 400 metros.</p>
<p><strong>Foto | DR</strong></p>
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		<title>Porque Sócrates preferia o diálogo à escrita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2025 07:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Público]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo Sócrates, o verdadeiro caminho para o conhecimento não é através da escrita, mas sim do diálogo interativo, pois este permite encontrar a verdade —  ao contrário do livro, que não interage, não se corrige, não responde nem adapta a explicação ao leitor. Em Fedro, Sócrates conta o mito egípcio de Theuth, o Deus que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo Sócrates, o verdadeiro caminho para o conhecimento não é através da escrita, mas sim do diálogo interativo, pois este permite encontrar a verdade —  ao contrário do livro, que não interage, não se corrige, não responde nem adapta a explicação ao leitor. Em <i>Fedro</i>, Sócrates conta o mito egípcio de Theuth, o Deus que inventou e levou a escrita ao rei Thamus. Theuth afirma que a escrita seria uma ferramenta de sabedoria e memória — mas Thamus contrapõe, que irá conduzir ao esquecimento, pois as pessoas passarão a confiar mais nos registos escritos que na sua própria memória e compreensão. «Pois inventaste um elixir para a memória, mas não para a verdadeira lembrança; ofereces aos discípulos a aparência de sabedoria, não a sabedoria real — Fedro, 275a.». Paradoxalmente, o método socrático sobreviveu, e os seus diálogos foram imortalizados graças aos escritos de seus discípulos, como Platão e Xenofonte.</p>
<p>Volvidos mais de dois milénios, deparamo-nos com uma situação semelhante. Com cada  avanço na Inteligência Artificial (IA), mais dependentes ficamos dela. Servimo-nos dela para conselhos de saúde. Utilizamo-la para adaptar a temperatura das nossas camas ao longo da noite, de modo a maximizar o nosso sono. Através do histórico dos nossos dados biométricos, recebemos indicações sobre os limites de treino e dicas para a nossa recuperação. No trabalho, permite-nos libertarmo-nos de tarefas repetitivas. No lazer, planeia as nossas viagens e encontra as opções mais baratas, de acordo com as nossas preferências. Assiste-nos na condução. Ajuda-nos a prever o tempo com maior precisão. É fundamental para a execução de tarefas burocráticas, a larga escala. Automatiza os nossos investimentos. Auxilia-nos na comunicação, incluindo em ambiente experimental, na interpretação dos nossos pensamentos e na sua conversão em texto através de interfaces cérebro-computador, entre outros.</p>
<p>A nossa dependência na IA já é enorme, e cresce a cada dia. Tal como a popularização da escrita reduziu no passado a capacidade de compreender, memorizar e transmitir histórias — como mostram a <i>Odisseia</i> e a <i>Ilíada</i>, passadas oralmente na Grécia antiga e apenas escritas séculos depois — também hoje corremos o risco de delegar à IA competências fundamentais da razão. Contudo, com os novos <i>chats</i>, recuperamos agora a interatividade que Sócrates tanto defendia, e podemos assim empregar o seu método — invertendo também os papéis, pedindo que adote o papel de um mestre socrático e nos questione. Ao recorrer a vários modelos, podemos mitigar a influência dos dados com que estes foram treinados, aproximando-nos assim da verdade — utilizando a IA como uma ferramenta, não como um substituto da nossa razão.</p>
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		<title>Ouro nas estrelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 07:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi lançado no início deste ano a partir do foguetão Falcon9, da SpaceX, o satélite Odin, da AstroForge. O objectivo era recolher dados sobre a superfície do asteroide metálico 2022 OB5, que se encontra actualmente a cerca de 18 milhões de quiómetros da Terra. Esses dados seriam utilizados para preparar uma futura missão de extração [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi lançado no início deste ano a partir do foguetão Falcon9, da SpaceX, o satélite Odin, da AstroForge. O objectivo era recolher dados sobre a superfície do asteroide metálico 2022 OB5, que se encontra actualmente a cerca de 18 milhões de quiómetros da Terra. Esses dados seriam utilizados para preparar uma futura missão de extração mineira, com o intuito de recolher algo como 1000 quilos de metais preciosos, entre eles platina. Embora estivesse previsto que chegasse ao asteroide em dezembro, o contacto com o Odin foi perdido. Apesar deste contratempo, uma nova missão (Vestri), com lançamento previsto para 2026, dará continuidade ao projecto.</p>
<p>Empreendimentos ambiciosos e de relativamente baixo custo como este abrem caminho para a corrida à exploração mineira espacial. Hoje em dia, os custos de lançamento caíram a um nível que torna essa atividade potencialmente rentável, com milhares de asteroides metálicos &#8220;acessíveis&#8221; para exploração.</p>
<p>Além da Astroforge empresas, como a britânica AMC, desenvolvem sistemas robóticos para extração mineira de esteroides, enquanto a Karman+ e a TransAstra apostam no desenvolvimento de tecnologias para a recolha de água de asteroides, com vista ao reabastecimento de sistemas de propulsão. Já a israelita Helios, está a desenvolver tecnologia para captar oxigénio do solo lunar, essencial para futuros habitats na Lua. Destaca-se também a missão científica ERO da Agência Espacial Europeia, que planeia trazer amostras do solo de Marte.</p>
<p>Actualmente, muitos dos conflitos geopolíticos resultam da disputa por recursos naturais escassos. A extração de matérias primas extraterrestres poderá reduzir as tensões ao disponibilizar novas reservas desses materiais, entre eles metais raros e valiosos como a platina, o níquel, o cobalto e terras raras, necessários para a produção de componentes electrónicos, baterias e tecnologia avançada — se extraídos em grande escala podem reduzir a dependência de minas terrestres, hoje dominadas por países como a República Democrática do Congo, Rússia e China.</p>
<p>David Deutsch explica, no seu livro The Beginning of Infinity, que é incorreto ver a Terra como um sistema fechado: «as pessoas sustentam-se através da criação de conhecimento» e «o universo é o nosso lar e o nosso recurso, quanto maior, melhor». Para Deutsch, a criatividade humana permite ultrapassar as aparentes limitações do mundo natural. Neste contexto, a abundância de recursos proveniente da exploração espacial — se for gerida de forma justa e ética — poderá contribuir para um mundo mais equilibrado, onde os bens seriam mais acessíveis e baratos, reduzindo os incentivos para conflitos e contribuindo para um cenário de paz global.</p>
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		<title>Ouro nas estrelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 08:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Público]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi lançado no final de fevereiro a partir do foguetão Falcon9 da SpaceX, o satélite Odin, da AstroForge. O seu objectivo era recolher dados na superfície do asteroide metálico 2022 OB5, que se encontra atualmente a cerca de 7 milhões de quilómetros da Terra. Esses dados seriam utilizados para preparar uma futura missão de extração [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi lançado no final de fevereiro a partir do foguetão Falcon9 da SpaceX, o satélite Odin, da AstroForge. O seu objectivo era recolher dados na superfície do asteroide metálico 2022 OB5, que se encontra atualmente a cerca de 7 milhões de quilómetros da Terra. Esses dados seriam utilizados para preparar uma futura missão de extração mineira, com o intuito de refinar e recolher algo como 1 000 kg de metais preciosos. Inicialmente, estava previsto que o satélite chegasse ao asteroide em dezembro, contudo, a equipa de operações terrestres perdeu contacto com o Odin &#8211; sendo agora a sua recuperação praticamente impossível. Apesar deste contratempo, um novo satélite (Vestri) já está em preparação (com as devidas lições tiradas do Odin) para dar continuidade ao projeto inicial.</p>
<p>Empreendimentos ambiciosos e de baixo custo como este abrem caminho para a corrida à exploração mineira espacial. Atualmente, muitos dos conflitos geopolíticos resultam da disputa por recursos naturais escassos. A extração de matérias primas extraterrestres poderá portanto reduzir as tensões ao disponibilizar novas reservas desses materiais, entre eles, metais raros e valiosos como a platina, níquel, cobalto e terras raras, necessários para a produção de componentes electrónicos, baterias e tecnologia avançada &#8211; se extraídos em grande escala podem reduzir a dependência de minas terrestres, que são controladas por poucos países.</p>
<p>Hoje em dia, países como a República Democrática do Congo, Rússia e China detêm a maioria dos recursos naturais essenciais para a economia global &#8211; a exploração espacial poderá reduzir essas dependências, bem como reduzir a degradação ambiental da terra (causada pelo desmatamento e poluição) e a exploração de trabalhadores. Assim sendo, a exploração de recursos espaciais &#8211; se for gerida de forma justa &#8211; ao contrário da colonização &#8211; tem potencial para criar abundância de recursos (para uso na terra e no espaço). Isso poderia levar a um mundo mais equilibrado, onde os bens seriam mais acessíveis e baratos, reduzindo portanto os incentivos para conflitos e contribuindo para um cenário de paz global.</p>
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		<title>Despertar criativo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 08:00:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com o advento da revolução industrial, novos processos mecanizados levaram à redução de trabalhos artesanais e manuais. No entanto, surgiram novas funções, sobretudo de natureza cognitiva, resultando num balanço positivo. Este progresso permitiu aumentar a eficiência, reduzindo os custos de produção e, consequentemente, beneficiando o consumidor final. O mesmo está agora a acontecer com a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o advento da revolução industrial, novos processos mecanizados levaram à redução de trabalhos artesanais e manuais. No entanto, surgiram novas funções, sobretudo de natureza cognitiva, resultando num balanço positivo. Este progresso permitiu aumentar a eficiência, reduzindo os custos de produção e, consequentemente, beneficiando o consumidor final. O mesmo está agora a acontecer com a Inteligência Artificial (IA).</p>
<p>Mas e se a IA se tornar consciente? Poderá isso levar à nossa extinção? Se olharmos para a questão de um ponto de vista puramente materialista : sim, já atravessamos o Rubicão. De acordo com os materialistas, a consciência é apenas um produto do nosso cérebro, o que significa que poderá um dia ser replicada por um computador &#8211; interpretando os sinais eletroquímicos que constituem os nossos pensamentos. Contudo, segundo Federico Faggin, inventor do primeiro microprocessador comercial, os nossos pensamentos não são meros sinais eletroquímicos, mas também processos quânticos. Esta visão vem melhorar as hipóteses de Platão, Hegel ou Leibniz sugerindo igualmente que a consciência é uma realidade mais profunda para além da matéria. No entanto, desta vez, com argumentos sustentados na física quântica, e não apenas em fundamentos filosóficos. Sendo assim, o computador não poderá desenvolver uma consciência genuína, pois os fenómenos quânticos (de natureza probabilística) não podem ser simulados através da computação clássica que é determinística e algorítmica &#8211; tal como os atuais sistemas de IA &#8211; onde o próximo estado já foi previamente definido pelo algoritmo, o que inviabiliza também a possibilidade de livre arbítrio.</p>
<p>Desta forma, a IA não veio para nos destruir ou roubar os nossos trabalhos, mas sim para nos libertar de tarefas repetitivas, permitindo-nos focar no trabalho criativo e inovador.</p>
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		<title>Triplo Salto: João Matos voou e aterrou recordista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Moás de Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 08:07:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Nacional de Sub-18]]></category>
		<category><![CDATA[Exclusivo]]></category>
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		<category><![CDATA[Grupo Desportivo das Pedreiras]]></category>
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					<description><![CDATA[14,91 metros. É este o novo recorde nacional de triplo salto sub-18 e foi atingido pelo atleta, de 15 anos, do Grupo Desportivo das Pedreiras (GDP), João Matos, natural de Alqueidão da Serra. A marca foi conseguida no Campeonato Nacional de Sub-18 em Pista Curta, realizado na Expocentro, em Pombal, a 1 e 2 de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>14,91 metros. É este o novo recorde nacional de triplo salto sub-18 e foi atingido pelo atleta, de 15 anos, do Grupo Desportivo das Pedreiras (GDP), João Matos, natural de Alqueidão da Serra. A marca foi conseguida no Campeonato Nacional de Sub-18 em Pista Curta, realizado na Expocentro, em Pombal, a 1 e 2 de fevereiro. João Matos ultrapassou uma marca que datava de 2017 no seu terceiro ensaio, momento que, descreve como «uma explosão de energia». «Lembro-me de cair na areia e ter sentido que foi muito bom, mas não me apercebi logo da marca, sabia que era bom e saí a correr aos pulos e a gritar», recorda o atleta.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>O, agora, recordista, já “voou” por várias paragens e o atletismo faz parte da sua vida desde os 12 anos. «Por volta dos 5/6 anos» começou por jogar futebol (no CCR Alqueidão da Serra), «mais para a brincadeira», depois deixou o desporto para se dedicar ao escutismo durante vários anos, mas, confessa entre risos, que se fartou e quis voltar ao futebol onde ia sobretudo ao encontro do ambiente de balneário que permitia o convívio com os colegas. «Primeiro estive no Alqueidão, depois deixou de haver o meu escalão e fui para o Vasco da Gama (Fátima), mas não gostei tanto do ambiente», recorda. Foi neste momento, aos 12 anos, que se sentiu um pouco «perdido», «sem rumo»: «Andava perdido, não sabia o queria, nem falar muito com as pessoas», conta. O desporto foi um aliado fundamental para dar a volta a esta fase. Depois de uma pausa de três meses (as férias de verão) e de ter estado indeciso entre o atletismo do GDP e o kickboxing, acabou por se decidir pelo primeiro.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>«O desporto faz-nos muito bem, faz-nos sentir mais confiantes, pelo menos no meu caso, ajuda-nos a saber interagir com as pessoas. Falo também com os meus rivais, o que é muito bom. Ensina a lidar com a pressão das provas», considera o jovem, referindo-se à importância que o clube e o atletismo têm tido na sua vida. Sentiu isto a partir dos primeiros treinos. «Eu gostei muito [logo no início] de estar lá. Comecei a apoiar-me nos treinadores e a falar com todo o pessoal do clube», reforça.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><b>Mais do que desporto, são ferramentas<span class="Apple-converted-space"> </span></b><b>para a vida</b></p>
<p>«Até tinha pedido palmas antes do salto para me dar mais motivação, era uma enchente de adrenalina», rebobinando o “filme”, é disto que se recorda antes de dar o salto que o tornou recordista. Antes do atletismo, este cenário podia não ser possível, diz. «Sinto que sou outra pessoa em prova, perco a timidez por completo, antes do atletismo, não me sentia tão à vontade», afirma. E estas competências ganhas no desporto são transportadas para a escola? «Muito, muito», responde-nos prontamente. O apoio incansável da estrutura do clube que está nas vitórias e derrotas dá «confiança» aos atletas: «Mesmo que não ganhemos, estão lá para nos dar os parabéns, para nos dizer que estivemos bem e que demos o nosso melhor». João Matos lamenta, por isto, «a falta de apoio» que o GDP tem, pelo trabalho que faz. «Às vezes é muito complicado, mesmo quando um atleta se lesiona, tem de se desenrascar por si, o clube não tem apoio», sublinha.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>O jovem atleta participa em várias modalidades, embora tudo o que tenha que ver com «saltos» seja a sua especialidade. Quando começou a treinar, no entanto, experimentou um pouco de tudo. «Quando começamos, o meu treinador (Cláudio Matias) opta sempre por nos fazer experimentar um pouco de tudo porque ele acha, na verdade, que se nos focarmos só numa coisa, não evoluímos. Eu nem treinava muito o triplo salto antes de fazer o recorde nacional e cheguei lá e fiz», explica.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>E o desporto faz parte do seu futuro? «Quero que seja um passo de cada vez, um dia de cada vez», responde. Acredita que o desporto será para levar para o futuro, mas não quer fazer planos a longo prazo sobre a sua carreira desportiva. A frequentar o 9.º ano de escolaridade, sabe apenas que no próximo ano, no Ensino Secundário, quer seguir a área das Ciências e Tecnologias, mas ainda sem uma meta final. «Tenho mais três anos pela frente e depois é que vou ver se quero ou não ir para a faculdade, tenho muito tempo para pensar», reforça.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Por enquanto quer continuar a evoluir e a trabalhar para se destacar, não só a «nível distrital, mas também nacional». Ao seu lado, continuará a família, mas principalmente a «mãe», a sua principal fã: «Ela é muito entusiasta», brinca, garantindo que não falha presença em nenhuma prova.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p><strong>Mês de janeiro recheado de medalhas</strong></p>
<p>Não foi apenas João Matos que se destacou e que trouxe para “casa” medalhas. O mês de janeiro (e início de fevereiro) foi mais um mês de vários pódios e lugares de destaque para o GDP. Alice Varino começou o ano [no Campeonato Distrital de Provas Combinadas sub-18] como campeã distrital de provas combinadas, batendo o seu recorde pessoal. No pódio masculino, João Matos foi vice-campeão distrital e Matias Ferreira medalha de bronze.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>No fim de semana seguinte, desta vez no Campeonato Distrital Sub-18, o GDP esteve presente com 11 atletas e conquistou 11 medalhas, cinco das quais de ouro, duas de prata e quatro de bronze. Já no Campeonato Distrital Sub-20, a história repetiu-se: mais oito medalhas. O GDP ficou ainda, nos masculinos, no 3.º lugar coletivo. A 25 e 26 de janeiro, o clube esteve representado no Campeonato Nacional de Provas Combinadas Sub-18, em Braga, obteve mais uma medalha de prata.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>No Campeonato Nacional de Sub-18 em Pista Curta, além do recorde nacional conseguido por João Matos, mais duas medalhas de prata e um 4.º lugar coletivo em masculinos.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Na página online “<a href="https://www.facebook.com/gd.pedreiras.94" target="_blank" rel="noopener">Atletismo GDPedreiras</a>” encontra informação pormenorizada sobre os atletas e respetivos resultados nas várias provas.</p>
<p><b>Foto | DR</b></p>
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		<title>Gaia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2025 08:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Público]]></category>
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					<description><![CDATA[Terminou no dia 15 de Janeiro o período de observações astronómicas do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA), lançado há cerca de 11 anos atrás do porto espacial europeu na Guiana Francesa. Segue-se agora um período de testes tecnológicos (com o intuito de preparar novas missões) antes de ser enviado para a sua órbita [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Terminou no dia 15 de Janeiro o período de observações astronómicas do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA), lançado há cerca de 11 anos atrás do porto espacial europeu na Guiana Francesa. Segue-se agora um período de testes tecnológicos (com o intuito de preparar novas missões) antes de ser enviado para a sua órbita final em março/abril, longe do campo de influências da terra, onde será desativado.</p>
<p>Gaia orbita em redor do ponto de Lagrange L2, a cerca de 1,5 milhões de quilómetros da terra (onde a interferência da terra e do sol é reduzida), girando em torno de si próprio através de gás propelente frio (consumido a uma taxa de aproximadamente uma dúzia de gramas por dia) para medir com detalhe<span class="Apple-converted-space">  </span>(i.e. determinar a posição, distância, movimento e propriedades como luminosidade) e descobrir novas estrelas, permitindo assim mapear a via láctea através dos seus instrumentos. Entre eles destaca-se um sistema de câmeras com resolução de quase 1 gigapixel : esta elevada resolução permite que o satélite meça posições estelares com ultra-precisão, essencial para a criação de um mapa 3D da nossa galáxia e para o estudo da sua formação e evolução.</p>
<p>Quando há visibilidade terrestre, os dados de observações científicas capturados e armazenados no satélite são descarregados através de uma das 3 estações terrestres da ESA alocadas à missão, equipadas com antenas de 35 metros de diâmetro (localizadas em Cebreros, Espanha; Nova Norcia, Austrália ou Malargüe na Argentina). Estas operações são monitorizadas e controladas pela equipa de operações de astronomia do centro de operações da ESA, em Darmstadt, na Alemanha, e os dados enviados para centros europeus de processamento espalhados pela Europa. Nesses centros, os dados astronómicos são analisados e processados por um consórcio (do qual Portugal é membro) composto por mais de 400 cientistas e engenheiros.</p>
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