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	<title>Portuguese Facts | Jornal O Portomosense</title>
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	<description>Atualidade, Economia, Cultura, Desporto, Saúde, Sociedade, Educação, Artigos de Opinião. O jornal de Porto de Mós. Desde 1983.</description>
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		<title>Tiago Martins entrega prémio de 500 euros aos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Nov 2021 08:04:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A residir em França mas com raízes na Barrenta, Tiago Martins já nos começa a habituar às ações solidárias em prol da terra de que tanto diz gostar e que faz sempre questão de enaltecer. Depois de há dois anos ter criado o projeto <em>Aldeia Artística</em> que encheu de cor as ruas da Barrenta e de no passado mês de agosto ter doado artefactos ao Museu Municipal de Porto de Mós, o lusodescendente foi recentemente distinguido na Gala da Cap Magellan, em Paris, com um prémio de 500 euros que decidiu entregar aos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós. «Queria mostrar que não é por estarmos no estrangeiro que nos esquecemos das nossas raízes e de ajudar onde as temos. Tudo o que faço é por isso», enfatiza. </p>
<p>Organizada pela Cap Magellan, uma associação de jovens lusodescendentes, a gala celebra a implementação da República Portuguesa e visa homenagear pessoas ou instituições que se têm distinguido no seio da comunidade luso-francesa, e na qual são entregues vários prémios, divididos por categorias. Tiago Martins foi distinguido, juntamente com mais duas pessoas com o prémio <em>Melhor Iniciativa Cívica</em> devido, precisamente, à doação de vários artefactos da Primeira Guerra Mundial que fez ao Museu de Porto de Mós. Um dos objetos foi uma medalha, outrora atribuída a um soldado português que participou nessa Guerra, comprada através de uma campanha de angariação de fundos que o lusodescendente lançou na sua página de Instagram <em>Portuguese Facts</em>. </p>
<p>Assim que soube que tinha sido um dos vencedores, Tiago Martins enviou logo uma mensagem aos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós a contar o sucedido e a explicar o que tinha em mente. O lusodescendente sublinha que, tendo em conta a razão do reconhecimento, doar o prémio àquela instituição foi uma decisão praticamente natural. «Como a iniciativa da medalha foi para o Museu também achava que o dinheiro deveria ir [para Porto de Mós]. Decidi entregar aos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós porque acho que este foi um ano complicado por causa da COVID-19 e além disso, eles ajudam muito as comunidades», justifica. Após ter feito a transferência do valor doado e apesar de ainda não ter data prevista para regressar a Portugal, Tiago Martins espera agora poder entregar em mãos, no quartel da corporação, o «cheque simbólico» para que possa servir para memória futura. </p>
<p>A 11.ª edição da Gala da Cap Magellan aconteceu no passado dia 9 de outubro, no Salão de Honra da Câmara de Paris, e na qual estiveram presentes mais de 650 pessoas, entre deputados, embaixadores, artistas, empresários, dirigentes associativos e estudantes. «É um dos maiores eventos da comunidade portuguesa em Paris», considera.  </p>
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		<title>Lusodescendente doa artefactos da Primeira Guerra Mundial ao Museu de Porto de Mós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jéssica Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2021 07:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não nasceu em Portugal mas é como se tivesse nascido. Filho de emigrantes portugueses, com fortes ligações à Barrenta, Tiago Martins é um verdadeiro entusiasta da história e cultura portuguesas. A viver em França, onde nasceu, há quase 30 anos, o lusodescendente vê nos acontecimentos decorrentes da História de Portugal, aqueles que mais lhe curiosidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não nasceu em Portugal mas é como se tivesse nascido. Filho de emigrantes portugueses, com fortes ligações à Barrenta, Tiago Martins é um verdadeiro entusiasta da história e cultura portuguesas. A viver em França, onde nasceu, há quase 30 anos, o lusodescendente vê nos acontecimentos decorrentes da História de Portugal, aqueles que mais lhe curiosidade lhe despertam. Há dois anos decidiu criar a página <em>Portuguese Facts</em>, onde dá a conhecer diversos episódios e curiosidades acerca de Portugal, depois de se ter cansado da oferta existente para as comunidades portuguesas no estrangeiro. «Só havia paródias e anedotas, nada de cultura e eu gosto de partilhar outros aspetos de Portugal e, assim, mostrar que os portugueses de França não são só “avecs” e azeiteiros», explica.</p>
<p>A ideia teve uma aceitação positiva e hoje a página <em>Portuguese Facts</em> já conta com mais de 14 mil seguidores, na sua maioria, pessoas de países como França, Suíça e Bélgica. As publicações, que não obedecem a nenhum tema específico, são feitas três vezes por semana e em três línguas: francês, português e inglês. «Pode ser sobre história, gastronomia, lendas ou arte. Não há bem um critério, é o que me passar pela cabeça», afirma. O lusodescendente reconhece que «não é nenhum historiador ou especialista» e como tal, esclarece, que cada<em> post</em> resulta não só do seu conhecimento e experiência pessoal mas também de pesquisas que realiza. «Eu identifico sempre o sítio onde fui buscar as informações. Acho importante mostrar várias fontes para as pessoas poderem ir elas próprias verificar», considera. Embora admita que, por vezes, possa cometer alguns erros ortográficos, Tiago Martins não considera que esse seja um aspeto relevante porque, defende, «o essencial é a partilha de conhecimento». Com as suas publicações, procura ainda causar outro tipo de sensações em quem o segue. «Gosto de provocar a curiosidade nas pessoas para depois estas irem visitar um museu ou um monumento», revela, acrescentando, por outro lado, que aprecia as discussões que, muitas vezes, se geram por causa dos <em>posts</em>. «Gosto muito dessa interatividade», admite.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12982" src="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2021/08/espolio_ok.jpg" alt="espolio ok | Jornal O Portomosense" width="1200" height="630" srcset="https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2021/08/espolio_ok.jpg 1200w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2021/08/espolio_ok-980x515.jpg 980w, https://oportomosense.com/wp-content/uploads/2021/08/espolio_ok-480x252.jpg 480w" sizes="(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1200px, 100vw" /></p>
<p><strong>Dezoito pessoas contribuíram para a compra da medalha</strong></p>
<p>Por trás de um interesse pela história e cultura de Portugal está, também, um colecionador de artefactos portugueses. Sejam selos, moedas, notas ou postais, há vários anos que Tiago Martins tem por hábito comprar «relíquias», como gosta de lhe chamar, na Internet e foi durante uma dessas pesquisas que viu à venda uma medalha outrora atribuída a um soldado português na I Guerra Mundial. Nesse momento, pensou, de imediato, que o «melhor lugar» para esse artefacto seria num museu. Decidiu lançar uma angariação de fundos na página <em>Portuguese Facts</em> para a conseguir adquirir e doar ao Museu Municipal de Porto de Mós. «Eu podia comprar e oferecer mas o que queria mesmo era provocar uma onda de solidariedade entre os lusodescendentes», justifica. Porém, nesse processo nem tudo correu bem. «A medalha escapou-me, foi vendida antes de eu terminar a angariação de fundos. Fiquei um bocado desiludido porque as pessoas já tinham começado a meter dinheiro», conta, garantindo que devolveu o dinheiro a quem já tinha contribuído.</p>
<p>Apesar do infortúnio, o lusodescendente não baixou os braços e decidiu contactar o vendedor, uma pessoa especializada em artefactos de guerra, pedindo-lhe que assim que encontrasse outra medalha lhe enviasse uma mensagem. Pouco tempo depois, uma outra medalha acabou por aparecer e com receio que também esta lhe pudesse escapar por entre os dedos, o lusodescendente adquiriu-a de imediato. Ainda com o objetivo em mente de criar um movimento em torno dos portugueses em França e de mostrar que estes podem participar em «ações boas», em prol da cultura, Tiago Martins voltou a fazer uma nova angariação de fundos. Em pouco mais de duas semanas, através do apoio de 18 pessoas, conseguiu reunir o valor da medalha (326 euros). «Esta é ainda melhor tem uma chapa que a outra não tinha, com a gravação Grande Inválido», ou seja, foi atribuída a alguém que ficou gravemente ferido na Guerra. Além disso, o artefacto conta com mais duas chapas: uma diz França 1917-1918 e a outra menciona a Batalha de la Lys, a principal batalha onde participaram os contingentes portugueses.</p>
<p>Desde o dia 31 de julho que a medalha está guardada no Museu de Porto de Mós, altura em que foi entregue, em mãos, por Tiago Martins que crê ser o melhor local para esta estar exposta. «Há muitos soldados que vieram do concelho e por isso faz todo o sentido», considera. Nesse dia, o lusodescendente doou ainda um jornal e um postal da mesma época e que já tinha na sua posse há mais de um ano. «Não quis ficar com isso só para mim, seria um bocadinho egoísta da minha parte, e decidi que ficaria melhor no Museu», afirma. No total, os artefactos que agora integram o espólio do Museu estão avaliados em «cerca de 400 euros».</p>
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